Depois de um silêncio de 4 anos, os
Gun Barrel estão de regresso. Nova editora, novo vocalista e um disco poderoso
para delícias dos fãs. Pelo meio, a comemoração do décimo aniversário da banda
com um DVD e um álbum ao vivo. Via Nocturna esteve à conversa com um Tomcat
Kintgen, baixista dos teutónicos, altamente motivado pela boa forma da sua
banda.
Olá
Tomcat, obrigado por aceitares responder a Via Nocturna. Em termos de
originais, os Gun Barrel têm estado em silêncio desde 2008. O que se passou
entretanto?
Tivemos várias questões a ultrapassar. Primeiro tivemos que
encontrar um novo vocalista. Depois de o Xaver ter deixado a banda, trabalhamos
com o Silver durante algum tempo. Esse relacionamento não durou muito e pouco
antes de entrarmos em estúdio, tivemos de encontrar um novo vocalista tendo a
escolha recaído em Patrick Suehl. Ele acabou por ser a peça que faltava no puzzle. Parece que ele foi sempre o vocalista
dos Gun Barrel. O nosso produtor, Yenz Leonhardt, teve que cumprir as suas obrigações
com os Stormwarrior e Saxon. Esperamos por ele para termos o álbum concluído.
No final, tudo acabou bem. Às vezes até mesmo as más circunstâncias têm o seu
lado positivo no final.
Entretanto,
para comemorar o vosso 10º aniversário, lançaram um DVD e um álbum ao vivo.
Quais foram os vossos objetivos?
Queríamos comemorar o nosso aniversário com algo especial. Queríamos
dar aos nossos fãs algo para eles colecionarem. O DVD é mais um documentário
dos primeiros anos, um espetáculo num clube e algum material extra como bónus. Quisemos
fornecer muito material para dar valor ao dinheiro. Tenta encontrar um DVD com
mais de três horas hoje em dia. Fizemos o mesmo com o álbum ao vivo. Músicas
que não encontras no DVD, digipack,
autografados e numerados à mão pela banda e estritamente limitada a 1000
cópias. Sem contrato com qualquer editora. Pode ser obtido através de alguns
comerciantes que conhecemos pessoalmente ou nos nossos espetáculos ou através
da nossa homepage. Portanto, estas
são verdadeiramente peças de colecionador.
Agora, de
regresso aos originais, nova editora e com novo vocalista. Como se sentem?
Sentimos muito bem. A editora fez um trabalho muito bom e o
vocalista é o único que se encaixa. Temos tido grandes reações nos nossos
espetáculos e os fãs adoram o Patrick. A banda mudou-se para overdrive e estamos na pista rápida
novamente. Parecemos uma máquina de rock’n’roll,
imparável e bem oleada.
Começando
pela nova editora, depois terem estado na Limb, como aconteceu o contacto com
Massacre e quais são as vossas expectativas para esta nova fase?
Telefonamos-lhes. Parece muito fácil, não é? Nós tínhamos contactos
com diferentes editoras que estavam interessados em lançar Brace For Impact. Decidimos trabalhar com a Massacre Records,
porque eles apresentaram as condições adequadas e sentimos uma vibração muito
boa do seu lado. Isso é importante para nós. Temos que nos sentir confortáveis
com os nossos parceiros.
A
respeito do novo vocalista, essa mudança de alguma forma afetou o vosso
processo de escrita?
Não. Ele juntou-se quando as músicas já estavam prontas. Apenas
teve a oportunidade de colocar as suas linhas vocais e letras. Ele foi rápido e
fez um trabalho muito bom.
Com tantas
e tão importantes mudanças, de alguma forma sentem que existe tempo perdido
para recuperar?
Não. Não acho que tenhamos que recuperar tempo. Nós não perdemos
tempo a olhar para o espelho. Estamos a planear atividades futuras e a escrever
músicas para o próximo álbum. É isso que fazemos.
Pelo
que me pude aperceber, Brace For Impact
tem alcançado excelentes críticas em todo o mundo. Naturalmente estão satisfeitos.
É uma forma de recompensa pelo vosso trabalho árduo ao longo dos anos…
Estamos muito felizes com o resultado. Parece que as pessoas estão
a entrar no espírito desta banda cada vez mais. Isso é o que acontece quando se
trabalha duro: recebem-se estas recompensas. Mas sabes: a estupidez é um pecado
mortal. Se nos encontrares nos dias de hoje verás um sorriso permanente no nosso
rosto. Vai ser necessário uma cirurgia para o tirar.
O álbum
foi masterizado por essa lenda viva que é Tommy Hansen. Qual foi o seu input?
Ele incrementou o som de uma forma fantástica. Ficamos muito
satisfeitos com a mistura que Yenz fez, mas quando ele regressou dos Jailhouse
Studios e nos deu o master, os nossos
maxilares literalmente caíram. Esse senhor é um autêntico feiticeiro.
Este é
um álbum claramente orientado para ser tocado ao vivo. Já há alguma coisa
agendada neste aspeto?
Iremos tocar em alguns festivais alemães no verão e precisamente
nesta altura estamos a começar a programação de outono/inverno. Só têm que se
manter atualizados em www.gunbarrel.de.
A
terminar, há mais qualquer coisa que que queiras acrescentar?
Não nos percam ao vivo! Esta é a mensagem! Os Gun Barrel sempre
foi uma banda de palco e é isso que gostamos de fazer. Mexam-se na nossa linha
da frente e preparem-se para o impacto. Obrigado por nos apoiarem.


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