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Entrevista: R. J. A.

Depois de três anos de interregno, os R. J. A. estão de regresso com um novo álbum cheio de energia e boa disposição. O Reator está pronto para entrar em funcionamento e Biduga conta-nos de que forma.


Viva! Explica-me lá o que se passou no passado que levou ao encerramento de atividades dos RJA?
Oi! Os anos de 2005 e 2006 foram em grande para os R.J.A., editando álbuns e tocando ao vivo um pouco por todo o país, no entanto, em 2007, por falta de disponibilidade e empenho do anterior baterista, começamos a rejeitar concertos e a tocar menos, fazendo mesmo um concerto de despedida antes de uma pequena pausa em outubro de 2007. No entanto, e a pedido de muita gente, fizemos uma mini tour de despedida em julho de 2008. Resolvemos colocar um ponto final na banda.


E agora três anos depois, o que vos fez voltar?
Em 2010 começamos a ensaiar um novo projeto com o Sardinha na bateria, que ficou por aí, no entanto, a vontade de continuar a criar música era mais forte e em 2011 resolvemos voltar a ensaiar e ressuscitar os R.J.A.


E com o vosso regresso um novo álbum. Porque Reator?
Reator significa algo que produz energia e o nosso objetivo era espalhar essa energia positiva por quem nos ouve. A letra do tema título do álbum pretende colocar toda a gente a mexer e a gritar, libertando boas energias.


E como foi voltar a subir a um palco e voltar a entrar numa sala de gravações?
Subir ao palco não foi problema, uma vez que, também tocamos noutros projetos (alguns bastante diferentes deste) de covers. O processo de gravação foi bem preparado em casa de modo a demorarmos o mínimo de tempo possível, uma vez que os custos com todo o processo foram suportados por nós e a disponibilidade horária não é grande pois todos trabalhamos em cidades diferentes.


Já agora, como decorreu o processo de gravação de Reator?
Em ambiente muito relaxado. O produtor com quem trabalhámos pela primeira vez, Arlindo Cardoso deixou-nos muito à vontade e acabou por se criar um ambiente quase familiar com boas refeições pelo meio das gravações. Penso que o resultado obtido foi bastante bom tendo em conta o tempo disponível e o papel do Arlindo foi extremamente importante.


Alguma coisa se alterou nesta segunda reencarnação dos RJA?
Sim, o baterista (Sardinha), as condições para ensaios e a vontade de fazer ainda mais e melhor do que anteriormente, mas sempre com o espírito do “faça você mesmo!!”


E a respeito de Reator, como descreveriam este disco?
Um disco cheio de energia focado em problemáticas dos nossos dias, mas também em temáticas mais pessoais que pretende fazer com que quem nos ouve sorria, encare a vida de forma positiva e que tenha um olhar mais crítico em relação a tudo o que observa.


Aquecimento Global foi o tema escolhido para primeiro vídeo. Porquê?
Escolhemos esse tema para fazer o videoclip uma vez que se conseguíssemos acompanhar a mensagem que a música pretende transmitir com imagens fortes e reais, quem o visse, por certo ficaria alertado para as problemáticas ambientais, tantas vezes esquecidas por quem tem mais poder no mundo. Tínhamos outros temas em mente, no entanto, decidimos gravar este tema devido aos recursos e disponibilidade dos elementos da banda e da Raquel Carrilho que gravou e realizou o vídeo.


A componente sociopolítica do nosso país está muito em foco neste disco. Ultimamente têm tido vastos motivos de inspiração lírica…
Infelizmente, nos dias que hoje correm, motivação é algo que não falta e 2 meses depois da edição do álbum Reator, posso adiantar que já existem gravações caseiras de temas que podem constituir um novo álbum a editar no próximo ano se se reunirem condições para isso.


A tournée de promoção a este trabalho já está a ser planeada, suponho. O que podem adiantar desde já?
Fizemos o lançamento do álbum no dia 24 de março. Entre 24 de março e 21 de abril fizemos 7 concertos de promoção ao álbum pelos distritos de Santarém, Leiria e Coimbra. Depois tivemos que fazer uma pausa por motivos pessoais de um dos elementos da banda, no entanto, temos já datas confirmadas para junho e julho nos distritos de Faro e de Santarém e estamos em processo de negociações com outros locais.


Um dos aspetos mais curiosos é o vosso nome. Porque RJA? Algum significado especial?
R.J.A. são as iniciais de Rua José Afonso. Os elementos fundadores da banda moravam todos na mesma rua. E não é uma rua com um nome qualquer, é o nome de um grande músico português. O nome R.J.A. já é anterior ao início da banda em 1998.


Como vêm a atual cena do punk rock nacional?
Está vivo e com saúde. Existem muitas bandas praticando sonoridades diferentes, no entanto, estamos muito longe do início dos anos 90 em que existia muito mais gente interessada na música nacional e mais iniciativa do pessoal mais jovem em fazer concertos. Não fazendo referência exclusivamente ao punk rock, recordo que há 15 anos atrás, em qualquer cidade ou vila de Portugal existiam bandas constituídas por miúdos de 16 ou 17 anos e hoje em dia vejo que a maioria das bandas é constituída por esses mesmos miúdos, mas com mais de 30 anos! O papel dos blogues e sites tem sido essencial na divulgação da música menos comercial, uma vez que, a barreira erguida pelos principais meios de comunicação social é enorme.


Há algo mais que queiram acrescentar e que ainda não tenha sido dito?
Queríamos essencialmente agradecer a todos os que colaboraram connosco, em especial ao Ricardo Best pela sua participação na gravação do álbum e na conceção de todo o art work, à Raquel Carrilho pela realização do vídeo e ao Arlindo Cardoso pela produção do álbum. Os agradecimentos estendem-se a todos aqueles que têm colaborado na promoção do projeto, desde blogues, sites, organizadores de eventos, elementos de bandas que têm partilhado o palco connosco e claro, aos nossos fãs!

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