The Devil’s Dance (Ivory Gates)
(2012, MS Metal Records)
Depois de a
imprensa brasileira e internacional ter acolhido muito bem os dois primeiros
trabalhos (Shapes Of Memory, 2002 e Status Quo, 2005), os Ivory Gates estão de regresso com o seu
terceiro trabalho, The Devil’s Dance.
Mantendo o essencial das suas composições dos anteriores álbuns, nomeadamente
algum prog metal, mas,
essencialmente, o clássico heavy metal
(numa mistura onde Iron Maiden e os
compatriotas Angra parecem ter
alguma influência), a grande novidade para este terceiro disco, curiosamente
lançado pela terceira editora diferente, é o endurecimento da sua sonoridade e
a apresentação de temas mais agressivos e crus, sem ser descurada a tradicional
complexidade nos arranjos. The Devil’s
Dance é mais obscuro e reflete, num mundo de sonhos, o mal e a eterna
procura pelo significado da vida. Esse processo de renascimento é apresentado
neste álbum no longo épico de mais de 20 minutos que encerra o disco sob a
designação de Suite Memory,
curiosamente baseado no seu álbum de estreia. Mas o que nos interessa
escalpelizar aqui é o que se ouve em The
Devil’s Dance. As influências estão apresentadas e por isso não esperam
nada que as citadas bandas já não tenham feito. Este é um disco bem escrito,
bem produzido e bem interpretado. O que lhe falta mesmo são grandes canções. Há
boas músicas mas faltam grandes canções. O primeiro momento verdadeiramente
digno de realce apenas surge à quinta faixa com Under The Sky Of Illusions, com o tema seguinte, Imaginary World, a apresentar também
alguns bons momentos. Mas, até aí a banda desenvolveu o seu metal de uma forma ora mais rápida, ora
mais lenta, misturando algum groove e
adicionando algumas mudanças rítmicas mais ou menos interessantes embora sem
surpreender minimamente. Para o fim, Suite
Memory, o épico já referenciado, mostra todas virtudes e carências dos
brasileiros: algumas boas ideias vão desfilando num tema tecnicamente bem
executado mas onde falta muita emoção e onde raramente surgem momentos com
aquela magia capaz de arrebatar o ouvinte. E é precisamente essa magia que
falta a grande parte de The Devil’s Dance,
o que faz com que este seja um disco frio, linear e pouco empolgante.
Tracklist:
1. Beyond the Black
2. Devil's Dance
3. Endless Nightmare
4. Serpent's Kiss
5. Under the Sky of Illusions
6. Imaginary World
7. Suite Memory
Line-up:
Felipe Travaglini –
vocais
Matheus Armelin – guitarras
Hugo Mazzotti – baixo
Heitor Mazzotti – guitarras
Fabricio Felix – bateria
Internet:
Edição: MS Metal Records

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