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Entrevista: Oxygen

Desde 1987 na indústria musical, Tony Niva tem experimentado diversos grupos, quase sempre sem sucesso. A nova experiência, todavia, tem tudo para mudar o rumo da carreira do músico sueco. Final Warning é o trabalho de estreia do seu novo projeto, Oxygen, onde, pela primeira vez, o músico entra por diferentes campos, numa linha mais orientada para o AOR. O resultado é surpreendente resultando num disco cheio de emoção e grandes canções. Não muito falador o compositor e vocalista falou a Via Nocturna desta sua nova experiência.

Antes de mais, obrigado por teres aceitado responder a Via Nocturna e parabéns por este excelente álbum. Sendo este o teu novo projeto, o que é diferente agora?
Eu diria que mudou quase tudo. O line-up é novo, o estilo musical afastou-se do metal para campos mais AOR/Melodic Rock e o facto de passarem mais de 10 anos desde que estive ativo na música. Este é um novo começo, mais fresco num novo género e com três compositores e amigos que juntos funciona muito bem.

De facto, este é um disco mais orientado para o AOR. Foi o teu objetivo desde o início?
Eu cresci com a ouvir música melódica que meu pai tocava em casa diariamente. O AOR e o rock melódico têm sido importantes ingredientes quando pretendo expressar várias emoções e humores na minha música. Foi, portanto, algo natural ter, finalmente chegado a este género, e que até certo ponto influenciou a minha musicalidade ao longo dos meus primeiros anos. Portanto, respondendo à tua pergunta diria sim.

Ainda antes de falarmos de Final Warning, podes contar-nos um pouco da tua história como compositor e membro de diversas bandas?
Comecei cedo a escrever o meu próprio material, nem sempre com sucesso, mas importante para o meu crescimento no papel de compositor. Nos grupos anteriores parecia que eu era a única pessoa que escrevia os temas mais mainstream, enquanto em Oxygen todos temos as mesmas referências sobre como queremos que as nossas músicas soem. Atualmente há uma grande diferença sobre a forma de construir as canções juntamente com as letras que, neste caso, muitas vezes se inspiram em temas atuais da vida real.

E neste teu novo projeto quem te acompanha? Como foi a escolha dos músicos?
A formação atual dos Oxygen, para além de mim, inclui Roger Ljunggren (na guitarra), Marcus Persson (nos teclados), Bengan Andersson (na bateria) e Plec Johansson (no baixo). Marcus Persson é um elemento bem cotado aqui na cena musical sueca tanto como produtor como compositor. Entre nós, ele é o detentor da maior rede de contatos que podem contribuir para o sucesso de projetos vindouros. Foi ele que fez os contatos, tanto com Bengan como com Plec tendo ambos aceitado a oferta para se juntarem ao grupo.

Esta é uma edição da Escape Music, um rótulo conhecido pela alta classe dos seus lançamentos na área do hard rock. Quando souberam que a Escape estava interessada em lançar o vosso disco?
Entramos em contato com uma etiqueta que há anos vem consolidando uma forte posição não só internamente, mas também na indústria musical internacional. Esse rótulo tem tido, e ainda continua a ter, uma lista de artistas e bandas com grande sucesso internacionalmente e, felizmente podemos encaixar nos seus padrões elevados. A Escape Music viu potencial em nós e sugeriu a mudança de nome para o atual Oxygen bem como indicou a direção que o projeto deveria seguir para desenvolver todo o seu potencial e por isso estamos muito gratos.

E quando assinaram pela Escape já tinham o álbum todo pronto ou não?
Sim, o álbum tinha sido misturado, masterizado e estava pronto para ser lançado.

A respeito do título, Final Warning, existe algum significado especial?
Originalmente foi uma ideia da Escape Music para o título do álbum, tendo por base o título de uma das músicas e nós pensamos que a ideia foi ótima. A canção é sobre o aquecimento global e como é importante começar dentro de nós mesmos para realizar uma mudança. Pequenas mudanças podem ter um impacto importante sobre o todo.

Onde gravaram o álbum e como decorreu todo o processo?
O álbum foi produzido na CM Music por Marcus Persson, misturado e masterizado por Thomas "Plec" Johansson nos The Panic Room na Suécia. Isto é tudo gente profissional, o que significa que tudo foi rápido e fácil, sem complicações. É uma alegria poder colaborar com estes senhores, sabendo que, no final, a produção soaria clara, afinada e distinta.

Em matéria de promoção, o que já está a ser feito e o que está programado para promover Final Warning?
A Escape Music tem feito imensa promoção.

Nas vossas apresentações ao vivo, os fãs terão a oportunidade de ouvir apenas os temas dos Oxygen ou irás tocar algumas músicas dos teus projetos anteriores?
O projeto em que estou centrado agora é apenas nos Oxygen.

Por falar nos teus projetos anteriores, haverá hipóteses de alguns deles voltarem a gravar um novo álbum no futuro?
Não sei se esses grupos ainda estão em atividade.

A terminar, há algo mais que queiras dizer aos nossos leitores?
Tentamos o nosso melhor para colocar melodia e emoções na nossa música - músicas que iremos ter como banda sonora das nossas vidas, canções com melodias fáceis de lembrar e cantar, músicas que trarão alegria e energia para os ouvintes. Por isso, realmente esperemos que gostem de Oxygen e de Final Warning.

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