A descida da indústria musical do El Dorado ao inferno serviu para
inspirar o seu nome. Inversamente, na sua carreira viveram o inferno no início
e agora atingiram o El Dorado fruto
da sua excelente estreia homónima para a Massacre Records. Falamos dos Helldorados,
banda germânica que fomos conhecer numa conversa com o vocalista Pierre e o
baterista Chris.
Olá, obrigado por aceitarem responder a Via
Nocturna. Podem apresentar os Helldorados? Quando decidiram criar a banda?
Pierre (P): Ei,
muito obrigado por mostrar interesse. A banda é composta por Chris (bateria),
Steve (guitarra), Gunnar (baixo) e eu, Pierre (vocal).
Chris (C): Nós
somos uns sangrentos bastardos de Sleaze
Metal e Rock'n'Roll com nuances de Punkrock, Hardrock e
outros estilos mais difíceis de Metal.
Todos os géneros que fizeram a essência do Heavy
Metal. Acho, que nos faz de alguma forma especiais.
Algum de vocês tocou noutras bandas antes dos Helldorados?
P: Na verdade não. Eu toquei
trompete numa orquestra na escola e, claro, em algumas bandas escolares. Eu
sei, isso soa a metal realmente
pesado. Depois da escola eu viajei com um grupo musical internacional por todo
o mundo durante um ano. Essa foi a minha primeira tournée mundial. Depois a música não foi o centro da minha vida durante
alguns anos. Mas depois encontrei o Steve, Chris e Gunnar e tudo mudou. Algo
mágico aconteceu e nós sabíamos disso desde o início, e ainda hoje é possível
começar uma grande banda.
C: Sim, para mim eu tenho alguns
outros projetos para libertar a minha criatividade toda. Mas acho que é apenas
para diversão. Os Helldorados são o mais importante agora.
O que significa o vosso nome? Uma combinação entre El Dorado
e Inferno?
C: Sim, é exatamente o que
queríamos dizer. Após o El Dorado da
indústria da música houve uma quebra e para a maioria dos músicos profissionais
esse El Dorado tornou-se seu inferno
pessoal. Os Helldorados estão a lutar diretamente das ruínas de Stuttgart, na
Alemanha.
Que nomes ou correntes musicais mais vos influenciaram?
P: A grande coisa sobre os Helldorados
é que cada um de nós tem um background
diferente. Steve é um grande guitarrista de verdade que ama todos os grandes
guitarristas como Steve Vai, Michael Schenker ou George Lynch. Gunnar é
realmente viciado em rock setentista
como Led Zepplin, Deep Purple ou The Who. Para mim, basicamente, eu gosto de
toda a boa música. Claro que coisas antigas como os Sabbath ou Alice Cooper ou até
Guns N 'Roses ou Scorpions. Mas também podes encontrar alguns dos maiores
ganchos na música dos ABBA ou a-ha.
C: Para mim é principalmente Thrash Metal, Hardcore, Punk e uma
mistura desses estilos. Sacred Reich é banda favorita de sempre. Mas também
gosto de coisas como DRI, Dead Kennedys, Terrorizer, Cryptic Slaughter, Black
Flag e esse tipo de ruído. Mas, como podes ouvir na nossa música eu costumava
ouvir bandas como Motörhead ou Rose Tattoo. Por isso, é realmente uma grande
mistura de tudo o que cria o som Helldorados. Se quiseres, chama-o o Inferno
Metal.
A vossa estreia está fora agora! Como se sentem?
P: Honestamente é ótimo finalmente
ter lançado o álbum. E como toda a gente diz: o primeiro álbum é o mais fácil
porque tens todo o tempo do mundo para escrever as músicas.
C: Eu estou feliz com todas as
ótimas críticas, o interesse e todo o apoio que temos tido. Isso significa
muito para nós, porque era um trabalho duro poder realizar o álbum. No próximo
será ainda mais difícil cumprir todas as expectativas.
Quanto tempo demoraram a escrever e produzir este álbum? Encontraram
alguma dificuldade?
C: As sessões de escrita foram a
parte mais fácil, mesmo que algumas canções tenham demorado um pouco mais. Mas
a principal dificuldade foi encontrar uma editora com uma boa reputação para
lançar o álbum.
P: E conseguir juntar todo o
dinheiro que precisávamos para concretizar as nossas ideias sobre o som e
parceiros de colaboração. Os tempos estão mudados e hoje em dia é muito difícil
para uma banda recém-chegado conseguir romper. Por isso nós próprios fizemos a
gestão do processo de gravação e de imagem. No total demorou cerca de 2 anos e
meio até chegarmos a este ponto.
Como foi o tempo passado em estúdio?
C: Estar no estúdio é sempre um
grande momento. A melhor coisa sobre ser um baterista é que se, normalmente, o
primeiro a ter o trabalho feito. O problema é que eu também fiz alguns vocais
de apoio e que é a última coisa que tem que ser feito. As principais atividades
de lazer eram fumar e jogar Ludo (risos).
P: Na realidade não tivemos tempo
para festas, porque o estúdio foi pago apenas para duas semanas. Não apressámos
nada, mas tivemos o relógio em mente. Enfim, foi uma grande experiência,
especialmente num local lendário como o Horus Studios, em Hannover. Bandas como
Scorpions, Helloween ou Kreator gravaram lá alguns dos seus álbuns mais
importantes. Podíamos sentir o espírito.
Esta é uma edição Massacre. Como se verificou a vossa ligação à
editora? E que expectativas têm para esta ligação?
P: Depois de termos gravado um
forte EP promocional de quatro temas em 2011 o nosso plano era negociar com as
dez editoras mais eficaz na área do Hard
Rock/Heavy Metal. A maioria delas são, na verdade, na Alemanha, de modo que
era uma pequena vantagem para nós. Mas ainda demorou muito tempo e energia para
convencer as pessoas das editoras sobre a nossa música. Porque se se reparares
bem, é tudo death, metalcore ou technical black. Cada nova banda com guitarras só se está a
esforçar para ser a mais maléfica e pesada do mundo. Isto entedia-me.
C: Nós procurávamos alguém que entendesse
o que somos e o que a nossa música tem. A nossa escolha recaiu na Massacre
Records, porque eles estão realmente a trabalhar duro para nós todos os dias e
eles estão mesmo ao virar da esquina. Isso torna tudo muito mais fácil.
Em resumo, como descreveriam este álbum?
C: Como eu já disse anteriormente,
tem algumas influências de Hard Rock,
Heavy Metal, talvez Sleaze em alguns momentos e um tom de Punkrock. O mais surpreendente é que
cada música é um sucesso.
P: Eu concordo, a coisa mais
importante para nós era escrever canções com ganchos. Não importava se era uma
balada ou uma música de Thrash Metal.
Se aderir ao teu ouvido, então fizemos a coisa certa.
Logo a seguir a 2007, a banda viveu alguns momentos
difíceis. Já está tudo bem?
P: Se te referes aos primeiros
anos da banda, não há mais nada a esse respeito. Os ex-companheiros da banda,
Oli e Bob, decidiram mudar algo nas suas vidas. Eu respeito isso, e segui em
frente. Nada mais a dizer.
Ouvi dizer que Chris e Steve têm um projeto algo estranho. O
que nos podem adiantar?
P: Oooh não, de novo não! (risos)
C: Estás a falar de quê? Os Helldorados
são o número um! (risos)
Já têm alguma tour
planeada para os próximos tempos?
P: Estamos agora a negociar com
algumas booking agencies importantes.
Até agora, nada está confirmado, mas estamos a trabalhar nisso. Temos esperança
de poder chegar ao sul da Europa em breve.
Para finalizar querem acrescentar mais alguma coisa para os
nossos leitores?
P e C: Muito obrigado pelo teu
interesse. Os Helldorados vieram para ficar. Recomendem-nos aos vossos amigos e
adquiram o álbum. Vemo-nos na tour.




Sem comentários:
Enviar um comentário