Ao serem apelidados de “o
futuro do doom” pela influente Terrorrizer,
os Alunah saltaram para as bocas do mundo.
E o caso não é para menos: White Hoarhoud,
segundo trabalho da banda de Brirmingham, tem todos os predicados para se
tornar num clássico, apesar de, como nos relata a guitarrista e vocalista Soph
Day, os Alunah serem muito mais que uma simples banda de doom.
Obrigado por
acederem responder a Via Nocturna. Antes de mais, quem são os Alunah? Podes
apresentar a banda aos fãs portugueses?
Nós somos uma banda de heavy rock (alguns dizem doom metal, outros dizem stoner
metal... mas basicamente uma banda de heavy rock), de diversas áreas perto de
Birmingham, Inglaterra. Nascemos em 2006 e acabámos de lançar o nosso segundo
álbum White Hoarhound pela PsycheDOOMelic Records.
Uma das
coisas que mais curiosidade me despertou é o vosso nome! Existe algum
significado especial?
Originalmente éramos Aluna nome retirado de uma canção dos Mindfunk. Mas
rapidamente viemos a perceber que havia outras definições da palavra, todas
centradas em torno da mãe natureza, o que se encaixava perfeitamente em nós. É
o nome de um relógio de lua e também um princípio do povo Kogi, uma autêntica
civilização perdida escondida numa remota pirâmide numa montanha na Colômbia.
Em seguida, tivemos um problema com os direitos autorais sobre uma outra banda
chamada Aluna por volta de 2008, de modo que acrescentamos o 'h' e, em
retrospectiva, prefiro muito mais a ortografia, embora ainda mantendo a
pronúncia.
White
Hoarhound é já o vosso segundo lançamento. Que diferenças são mais notórias em
relação à estreia?
Nós escrevemos Call Of Avernus, a nossa estreia, ao longo de 3-4 anos e há
muitos sons e estilos diferentes no álbum. Com White Hoarhound, escrevemo-lo
num ano e com uma ideia firme do som que queríamos criar. Eu acho que se pode
dizer que ele flui melhor, os sons são mais evoluídos e tem uma direção mais
sólida.
Como decorreu
o processo de gravação, desta vez?
Gravamos com Greg Chandler (Serpent Cult, Moss) nos estúdios Priory de
novo. Ficamos tão felizes e confortáveis com a nossa estreia que quisemos
trabalhar com ele de novo. Ele está nos Esoteric portanto tem uma ideia correta
do que queremos criar. Desta vez, foi misturado e masterizado pelo Tony Reed
(St. Vitus), que encontramos quando a sua banda Stone Axe veio para a
Inglaterra, embora já o conheça desde a altura que participou numa compilação da
Catacombe Records com a sua outra banda Mos Generator. Tony não contribuiu
apenas para a produção, ele também tocou algumas partes de Hammond e Mellotron
no álbum. E também compôs a faixa bónus secreta usando a nossa gravação debaixo
das pontes de Birmingham, ao lado dos canais. Nós ficamos muito felizes por
trabalhar com estes dois elementos. Temos sorte de ter tido uma grande equipa
por trás de nós.
Então, como
descreverias a música em White Hoarhound?
É realmente difícil de descrever, uma vez que a estamos constantemente a
ouvir desde as gravações em abril. Eu diria que é mais escura do que a nossa
estreia. Os comentários positivos que surgiram foram dizendo que as canções estão
mais intensas e eu também concordo. Nós pensamos muito mais sobre as músicas e
também tentei escrever melodias que são cativantes e melancólicas ao mesmo
tempo.
Até agora
têm recebido excelentes críticas. Estava à espera de um sucesso assim?
Sem soar egoísta, sabíamos que tinha escrito um álbum bom. No entanto, a
resposta ao mesmo ultrapassou as nossas expetativas. Na semana de lançamento entrou
como álbum da semana em três listas incluindo a da MSN Entertainment, o que foi
incrível.
Este é um
lançamento PsycheDOOMelic Records, mas na mesma semana vocês assinaram dois contratos.
Foi mesmo assim? Podes explicar-nos o que aconteceu?
Sim isso aconteceu quando assinámos com a PsycheDOOMelic um dia depois de
termos falado com Ed Barnard da Doomantia para o re-lançamento da nossa estreia
em vinil. Infelizmente isso caiu depois do nosso anúncio. É uma pena, mas nós
ainda esperamos lançar quer a nossa estreia quer White Hoarhound em vinil. Nós
lançamos uma edição limitada de um 7’’ em vinil há alguns anos atrás pela Catacomb com os Queen Elephantine de Hong Kong
e gostaria de trazer o nosso som para o vinil novamente. Quanto ao assunto da
Doomantia, Ed tem sido um ávido defensor dos Alunah desde o dia 1. Recentemente,
teve alguns problemas pessoais que quem é visitante regular do seu site já
conhece. Nós dissemos isso antes, mas Ed é um grande homem, e sinceramente,
espero que as coisas começam a melhorar para ele.
Recentemente,
a Terrorrizer disse que os Alunah era o "futuro do doom". Como receberam
estas palavras? Elas colocam alguma pressão sobre os Alunah para os futuros
lançamentos ou não?
Foi muito lisonjeador e espero deixar alguma marca na cena doom. No
entanto, doom não é a única coisa que fazemos. Nós adoraríamos ter o
reconhecimento por ser uma banda que não tem medo de tentar algo novo. Demorou algum
tempo para sermos levados a sério, é só nos últimos anos é que as pessoas têm
entendido o que estamos a tentar fazer. Há e sempre haverá puristas que condenam
o que fazemos, mas não escrevemos música para eles. Se as pessoas gostam de
nossa música, isso é bom! Para nós é fantástico uma grande revista
"extrema" dar-nos reconhecimento!
A terminar,
queres acrescentar algo para os nossos leitores?
Agradecer a quem despendeu algum do seu tempo para nos ouvir, comprar o nosso
merch ou ir a um espetáculo. Agradecer ao Via Nocturna pelo apoio e dizer que
podem ir a http://www.alunah.co.uk para conhecerem as nossa últimas notícias e
shows. Ou em http://www.facebook.com/alunah.doom para as nossas divagações.



Sem comentários:
Enviar um comentário