Oriundos da Austrália, os
The Widowbirds preparam-se para a sua primeira tournée europeia como suporte do seu trabalho de estreia Shenandoah, brilhante disco de rock cruzado com soul, blues e
psicadelismo seventy onde o hammond e as guitarras acústicas se
expõem em toda a sua magnificência. Via Nocturna quis conhecer um pouco mais
deste nome emergente da cena australiana e foi falar com Simon Meli, um dos
membros fundadores do projeto.
Obrigado por concederem esta
entrevista a Via Nocturna. Para começar, podes apresentar os The Widowbirds aos
fãs portugueses?
Ei,
nós somos os The Widowbirds cá do fundo, da Austrália e estamos contentes de
conhecer os nossos Compadres Portugueses.
Espero que todos aí em Portugal possam desfrutar da nossa música honesta e proporcionar
bons momentos.
Como tem sido a história dos
The Widowbirds até agora?
A
nossa história não é muito longa, pelo facto de só agora estarmos a completar 3
anos de idade. Isto começou como um projeto de composições do meu amigo Tony
Kvesic e eu próprio quando vivíamos nas belas Blue Mountains de Sydney. Um
ambiente tranquilo, onde começamos a escrever canções com bases acústicas que
se se viriam a transformar num álbum completo com orquestra, órgãos Hammond, guitarra elétrica e um belíssimo
tempo passado. Editamos um simples EP/Demo
que felizmente caiu nas mãos certas e que nos viu em tournée por toda a Austrália com Paul Weller (The Jam/The Style
Council) e, depois, quando completámos Shenandoah,
fomos diretos para outra tournée com
Tony Joe White, um montão de festivais e agora a nossa primeira tournée europeia em 2013.
Que nomes ou estilos mais
vos influenciam?
A
nossa influência mais forte será a alma americana do sul. Artistas como Sam
Cooke, Otis Redding e Sam & Dave, mas num ponto de confluência com Rod
Stewart, The Face, Led Zeppelin e The Black Crowes até artistas modernos como
Kasabian.
Qual é o background musical dos elementos dos The
Widowbirds?
Nós
cinco vimos da classe média/baixa da sociedade e cortamos os dentes a tocar guitarra
e bateria desde muito cedo na garagem. Alguns de nós continuam juntos e outros
fomos conhecendo ao longo do caminho. Nós não estamos treinados por manuscrito,
nós estamos treinados pelo coração e pela alma, e se nos sentirmos bem, nós
tocaremos.
O vosso nome, Widowbirds,
tem algum significado especial?
Widowbirds
é uma espécie de pássaro herbívoro que muitas vezes pode desfilar e faz uma
dança especial no céu para atrair o sexo oposto, muito parecido com o que os rapazes
fazem em bandas de rock… Mas é um
pássaro e tem o significado de voo, subida e viagem.
Shenandoah é a vossa estreia. Para já, parabéns
pelo excelente trabalho. Era este o tipo de trabalho que vocês sempre pensaram
poder e querer fazer? Estão totalmente satisfeito com o resultado final?
Estamos
mais do que satisfeitos. Obrigado. É um primeiro álbum muito bom. Pensava que
ia ser uma coleção de dittys acústicos,
no entanto, seguindo os nossos corações fomos tocando e adicionando cada vez
mais instrumentos para satisfazer a imagem da música e criar uma base sólida
para a história da música e, consequentemente, esta é uma coleção de músicas bastante
semelhante à de vidas vividas, perdidas e amadas...
O termo Shenandoah e até mesmo o artwork
da capa lembram-me muito a cultura índia. Existe alguma relação? Alguns de
vocês têm raízes aí?
Shenandoah, vem da parábola da escravidão negra de uma
determinada região em Virginia: o rio Shenandoah, onde se diz que os escravos
negros correram para o rio para se lavarem a eles mesmos da miséria e
escravidão… lavar o cheiro deles. Isto define um novo começo e um começo limpo, livre de tristeza - o que é um
ótimo lugar para começar. A capa é caseira, tal como a produção, a gravação, o management, etc. Na realidade é a minha
cara onde minha irmã pintou o rosto para se parecer com o macho Widowbird de
cauda longa.
Musicalmente, como
descreverias Shenandoah?
A
música no álbum Shenandoah é um
honesto Rhythm & Blues com bases
no Rock’n’Roll. Música influenciada pelo
soul rock americano e britânico e tocado
por cinco rapazes com bolhas nos dedos.
Como foi o tempo passado em
estúdio?
O
álbum foi gravado na minha casa ao lado de uma montanha. Gravámos lentamente
com microfones em banheiras e os pássaros a cantar ao fundo atrás das janelas.
Por outras palavras, um prazer absoluto. A bateria foi a última a ser gravada ao
lado de um lago onde o nosso incrível baterista incrível poderia tocar a
música, em vez de tocar com um metrónomo, como faz a maioria dos bateristas.
Desta forma, ele também foi autorizado a tocar com a emoção da música original
da voz e guitarra elétrica.
Como tem sido a reação ao
álbum quer na Austrália quer mesmo noutros continentes?
Na
Austrália, ele está a circular como um forte álbum de Blues Rock e agora estamos a começar a introduzi-lo na Europa e
parece que a Europa também adorou este disco. Sorte a nossa!
E em breve estarão,
precisamente, na Europa para uma tournée. Expetativas em alta suponho?
Estamos
embalar as nossas roupas mais quentes que temos. E como na Europa se serve Whisky… vamos ter grandes momentos.
Mas nada está planeado para
Portugal...
Tenho
a certeza de que o nosso agente europeu ainda está a trabalhar em algumas
datas. Portugal – nunca se sabe?
A terminar queres dizer mais
alguma coisa aos nossos leitores?
Espalhem
o amor... Vocês não podem trocar o amor, vocês não podem comprar o amor e não
custa nada…




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