Review: Seven Billion And A Nameless Somebody (Fire On Dawson)

Seven Billion And A Nameless Somebody (Fire On Dawson)
(2012, Degressive)
 
Segundo álbum para os rockers progressivos germânicos Fire On Dawson e o que se pode dizer deste trabalho, Seven Billion And A Nameless Somebody é que ultrapassa as mais otimistas expetativas. O que aqui temos é progressivo. Mas não o prog da escolar dos Dream Theater onde a componente técnica é acentuada. No caso, dos Fire On Dawson, fazem do sentido estético da canção e da emotividade o seu principal atributo. Katatonia poderá ser a principal referência, se bem que Opeth também se sinta por aqui, apesar de em termos vocais os Fire On Dawson serem mais comedidos (apenas pontualmente fazem uso – e mesmo assim muito reduzido – de vocais agressivos). Seven Billion And A Nameless Somebody é um brilhante conjunto de temas eletroacústicos que por momentos se transfiguram com a inclusão de riffs mais poderosos mas sempre com ganchos melódicos apelativos. Vocalmente acaba por ser impressionante a forma como o indiano Ankur Batra se entrega às canções, cantando verdadeiramente e imprimindo um sentimento único e perfeitamente transparente. É, aliás, na nossa opinião, toda a emotividade latente (apesar de principalmente nos vocais também extensível à parte instrumental) que faz deste disco uma pérola a descobrir. Depois, e não menos importante, a superior capacidade de criar arranjos estruturais e rítmicos complexos, por vezes aparentemente desconexos e pouco ortodoxos, como se as músicas resultassem mais de desconstrução de sons do que da sua criação. Uma abordagem muito interessante e não muitas vezes vista que faz com que sejam criadas interessantes e muito criativas texturas. Uma palavra final para os diversos momentos acústicos, já de si belos, mas potenciados com a inclusão de uma dupla camada de melodia: a linha vocal e o solo. Se Prognative, de 2010 já havia deixado boas indicações, Seven Billion And A Nameless Somebody vem mostrar ao mundo que os Fire On Dawson são muito mais que um exótico grupo germânico com um vocalista indiano. Aqui há excelência.
 
Tracklist:
1.      We Are All Vain
2.      Pseudo Christ
3.      The Code
4.      Steal The Show
5.      Synthetic Part I
6.      Debris
7.      God Of The Lost
8.      Syria
9.      Willow
10.  Synthetic Part II
 
Line-up:
Ankur Batra – vocais
Markus Stricker – guitarras
Martin Sonntag – baixo
Max Siegmund – bateria
 
Internet:
 

Comentários