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Entrevista: Brad Russel

Com uma assinalável experiência acumulada com diversos músicos dos mais diferentes e variados estilos, finalmente Brad Russel encontrou tempo para gravar o seu primeiro trabalho em nome próprio, após conselho do mago Joe Satriani. Let’s Hear It! é o nome adequado para o EP de 6 temas. ‘Bora lá, vamos ouvir! E vamos ver o que o próprio Brad tem para nos dizer…
 
Viva Brad! É um enorme prazer conduzir esta entrevista contigo. Quando decidiste criar um álbum como Let’s Hear It!?
Há já algum tempo que sentia vontade de gravar o meu próprio CD. Há alguns anos atrás, enviei ao Joe Satriani uma demo com algumas das minhas ideias e ele sugeriu que eu deveria gravar meu próprio álbum a solo. Levei em consideração o seu conselho.
 
Criar um álbum como este foi um desafio, não? Quais foram as maiores dificuldades que sentiste em todo o processo?
Na verdade, o processo de gravação foi muito divertido. O processo real foi o lado comercial das coisas: tratar da capa, códigos, licenças etc.
 
Quem são os músicos tocam neste disco?
Sou principalmente eu no baixo e Gregg Bissonette na bateria. Como convidados, tenho o Joe Satriani numa faixa, o meu irmão Kevin Russell com um solo de guitarra noutra e Steve Kindler que toca violino elétrico noutra.
 
Tendo uma carreira importante como baixista em diversos estilos, como vês a actual cena de baixistas rock?
Existem alguns baixistas muito bons hoje. No entanto ainda acho que tocar baixo da maneira que eu toco ou da forma como o grande Billy Sheehan o faz não é tão comum. Os baixistas do rock ainda estão atrás quando comparados com os de fusão ou jazz que há anos que sobre eles incidem os holofotes dos trabalhos a solo.
 
Neste álbum, tocas baixo como guitarra. Podes explicar a técnica utilizada? E que equipamento foi usado?
Claro! Na maior parte dos temas toco num Warwick thumb bass de 4 cordas. Nalgumas faixas tenho a afinação para baixo tenor (Lá-Ré-Sol-Dó), mas na maioria é a afinação padrão (Mi-Lá-Ré-Sol). Em termos de técnicas uso fast finger picking, algum slapping bastante tapping e harmónicos. Também uso alguns efeitos, como uma barra de tremolo, pedal wah-wah e pedal de distorção. Isto é o que dá mais o som de guitarra.
 
Usando quatro canções originais e dois covers, parece que que a tua intenção era mostrar a tua capacidade em ambos os campos: improvisação/técnica pura e o baixo como elemento de musicalidade. Concordas?
Sim
 
E por que razão escolheste Beat It e Hello Jeff para fazer as versões?
Eu sempre gostei de Beat It. Lembro-me de esperar pela rádio para ouvir aquele solo de guitarra muito fixe pela primeira vez. Todos os meus amigos e eu tínhamos ouvido que o Eddie Van Halen tocava numa música de Michael Jackson e nem poderíamos imaginar como soaria. Aquilo era a tal fusão fantástica de funk, música pop e rock. Pensei que seria boa ideia gravar a minha própria versão e dar-lhe uma abordagem um pouco mais rock. Hello Jeff foi uma música que eu já escutava quando era miúdo. Eu era um grande fã de Stanley Clarke e sempre quis fazer a minha própria versão de uma de suas canções. Inicialmente pensei em School Days e Lopsy Lu mas já havia diversas versões. Portanto, voltei a ouvir os seus primeiros álbuns e lembrei-me desse tema que eu gostava muito. Pensei que seria uma boa ideia fazer uma versão e tocar as partes de baixo e as partes de guitarra apenas em baixo!
 
Como foi o processo de gravação? É verdade que gravaste todos os baixos no teu apartamento?
Ha! Sim, ainda estou chocado como os vizinhos não se queixaram!
 
Este registo vai estar disponível apenas em versão digital ou também haverá uma física?
Atualmente é oferecido pela editora do Steve Vai Digital Nations (apenas digital).
 
Como têm sido as reações até agora?
A maioria das pessoas gosta... É sempre engraçado ouvir a sua reação ao fato do baixo produzir todos os sons de guitarra!
 
Atualmente estás a trabalhar em algum outro projeto ou com algum outro artista?
Sim... Irei em tournée com o guitarrista rock Gary Hoey neste inverno! Deve ser muito porreiro!
 
A terminar há algo que queiras acrescentar aos nossos leitores?
Muito obrigado pelo interesse na minha música. Espero ser capaz de vos levar a minha música ao vivo em breve! Enquanto isso, comprem o meu cd! E reproduzam-no muito alto!

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