A nova esperança do metal francês vem de Nice e chamam-se
Darktribe. Um trabalho de estreia épico com o selo de qualidade da Massacre, Mysticeti Victoria alerta a humanidade
para a eminente revolta da natureza. O baterista Julien Agnello explica como.
Olá Julien, obrigado por despenderes
algum do teu tempo a responder a Via Nocturna. Podes apresentar os Darktribe
aos fãs portugueses?
Olá!
Os Darktribe são uma banda de Heavy/Power
Metal de Nice (França). Quando nos juntámos o nosso objetivo era
compartilhar os nossos sentimentos, sonhos e sensações com muita gente e se
mantém.
Mysticeti Victoria é a vossa estreia. Como se
sentem atualmente?
Estamos
extremamente orgulhosos. Nós sempre quisemos fazer um álbum que expressasse
todas as nossas emoções e os nossos pontos de vista sobre o mundo em nosso
redor e foi o caso de Mysticeti Victoria.
A realização foi longa desde o lançamento do nosso primeiro EP em outubro de
2009, mas nós queríamos ter uma produção que fosse digna do nosso investimento
pessoal.
Como descreverias a música
em Mysticeti Victoria?
É
uma mistura de todas as nossas influências pessoais, estilos diferentes de metal, mas também punk rock, Jazz, Fusion ou Folk. Na verdade nós temos uma mente aberta e simplesmente compomos
a música que gostamos de tocar.
Esse título, Mysticeti Victoria tem algum significado
especial?
Absolutamente!
Mesmo que Mysticeti Victoria não seja
um álbum conceptual, há uma ideia geral por trás das letras extraídas da
realidade: arruinando a Terra estamos a destruirmo-nos a nós mesmos. O nome do
álbum expressa a vitória da natureza contra a humanidade. O artwork acentua esta ideia, uma incrível
onda que sobrecarrega tudo.
Então, este álbum tem um
tema literário específico?
Sim,
como eu disse há uma ideia principal através das letras do álbum e cada canção
em Mysticeti Victoria, escreve um
capítulo desta ideia. O Anthony colocou todas as minhas emoções nas suas letras
e o Loïc compôs partes de guitarra trágicas e poderosas para explicar a
condição humana num confronto final com a Mãe Terra.
Esta é uma edição da
Massacre. Como se processou o contacto entre vocês e a editora alemã?
Após
o álbum ter sido produzido contactámos algumas editoras recebemos diversas propostas
de contratos, mas o da Massacre foi o mais interessante para promover Mysticeti Victoria. Assinamos com eles e
hoje estamos muito felizes de o ter feito, é uma equipa séria de pessoas
apaixonadas.
E também têm o trabalho dos
dois magos finlandeses no álbum. Como se proporcionou isso?
Nós
gostaríamos de obter um som puro de metal
épico para o nosso álbum de estreia. Depois de termos gravado todas as partes
perguntamos ao Mikko Karmila e Mika Jussila dos Finnvox Studios para fazer o
trabalho de mistura e masterização, em relação aos seus trabalhos nas produções
de Nightwish e Sonata Arctica. Após um período de reflexão eles aceitaram.
Ficamos satisfeitos e eles são realmente lendas no seu trabalho.
Como foi o tempo em estúdio?
No
geral, foi bom mas fizemos algumas alterações em algumas canções durante as
sessões de gravação e sinceramente, não foi uma boa opção porque se perde algum
tempo importante para o fazer. É melhor trabalhar duro na composição antes de
entrar em estúdio. Essa experiência mudou a nossa mente. Assim, para o próximo
álbum, não vamos cometer o mesmo erro.
O que está a ser planeado,
em termos de tournée, para promover Mysticeti Victoria?
Estamos
realmente em contacto com algumas agências, a fim de preparar uma tournée europeia em 2013. Por agora
vamos continuar a tocar em França até o final do ano. Vemo-nos na estrada!



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