Almas
Envenenadas (Inkilina Sazabra)
(2012, Infektion Records)
Aquilo
que começou como uma experiência a partir de escritos de Pedro Sazabra musicados por Carlos
Sobral e que resultou em A Divina
Maldade cresceu, evoluiu e agora temos aqui um sério projeto de rock literário. Almas Envenenadas é o segundo trabalho desta entidade algo
tenebrosa (ao nível das letras, entenda-se!) que explora o mais negro lado da
psicose humana e desenvolve ritmos frenéticos e alucinantes. O ponto forte é,
indubitavelmente o conteúdo lírico, explicitamente em português, mas nesta
segunda proposta a componente musical assume mais destaque e mereceu,
parece-nos, mais investimento. Há mais diversidade associada ao habitual
eletrónico/industrial/noise
nomeadamente mais guitarra e mais bateria e até algum extremismo e, acima de
tudo, muitos e bem conseguidos arranjos de piano. E são este que conferem ainda
mais frieza e crueldade aos tais escritos tenebrosos. Os poemas variam entre
partes cantadas, berradas e declamações, sendo que é neste ponto que as
aproximações a Mão Morta mais se
fazem sentir. Como já havia sido referenciado aquando de A Divina Maldade, este não é um disco de metal. É arte pura e simples. Ainda por cima reforçada e aprimorada
com presenças como as de Rui Sidónio,
Nuno Flores, Irina Monteiro e Fernando
Abrantes. Deixem-se envenenar!
Tracklist:
1. Viagem Venenosa
2. Abismo
3. Almas Envenenadas (c/ Rui Sidónio)
4. Caverna dos Malditos
5.
Depressivo –
Ódio
6. Cala-me Essa Boca (c/ Nuno Flores)
7. Predador Mental (c/ Irina Monteiro)
8.
O Sangue Ferve
9.
Ao Abrigo da Sombra
10.
Máquina da Fama
11. Viver – Morrer (c/ Fernando Abrantes)
12.
Pacto Animal
13.
Doce Veneno
Line-up:
Carlos
Sobral - bateria
Pedro
Sazabra - vocais
César
Palma - guitarra
Paulo
Dimal – teclados
Participações
de:
Rui
Sidónio
Nuno
Flores
Fernando
Abrantes
Irina
Monteiro
Internet:
Edição: Infektion Records

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