domingo, 14 de outubro de 2012

Review: Almas Envenenadas (Inkilina Sazabra)

Almas Envenenadas (Inkilina Sazabra)
(2012, Infektion Records)
 
Aquilo que começou como uma experiência a partir de escritos de Pedro Sazabra musicados por Carlos Sobral e que resultou em A Divina Maldade cresceu, evoluiu e agora temos aqui um sério projeto de rock literário. Almas Envenenadas é o segundo trabalho desta entidade algo tenebrosa (ao nível das letras, entenda-se!) que explora o mais negro lado da psicose humana e desenvolve ritmos frenéticos e alucinantes. O ponto forte é, indubitavelmente o conteúdo lírico, explicitamente em português, mas nesta segunda proposta a componente musical assume mais destaque e mereceu, parece-nos, mais investimento. Há mais diversidade associada ao habitual eletrónico/industrial/noise nomeadamente mais guitarra e mais bateria e até algum extremismo e, acima de tudo, muitos e bem conseguidos arranjos de piano. E são este que conferem ainda mais frieza e crueldade aos tais escritos tenebrosos. Os poemas variam entre partes cantadas, berradas e declamações, sendo que é neste ponto que as aproximações a Mão Morta mais se fazem sentir. Como já havia sido referenciado aquando de A Divina Maldade, este não é um disco de metal. É arte pura e simples. Ainda por cima reforçada e aprimorada com presenças como as de Rui Sidónio, Nuno Flores, Irina Monteiro e Fernando Abrantes. Deixem-se envenenar!
 
Tracklist:
1.      Viagem Venenosa
2.      Abismo
3.      Almas Envenenadas (c/ Rui Sidónio)
4.      Caverna dos Malditos
5.      Depressivo – Ódio
6.      Cala-me Essa Boca (c/ Nuno Flores)
7.      Predador Mental (c/ Irina Monteiro)
8.      O Sangue Ferve
9.      Ao Abrigo da Sombra
10.  Máquina da Fama
11.  Viver – Morrer (c/ Fernando Abrantes)
12.  Pacto Animal
13.  Doce Veneno
 
Line-up:
Carlos Sobral - bateria
Pedro Sazabra - vocais
César Palma - guitarra
Paulo Dimal – teclados
Participações de:
Rui Sidónio
Nuno Flores
Fernando Abrantes
Irina Monteiro
 
Internet:
 

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