sábado, 6 de outubro de 2012

Review: Vice (Redline)

Vice (Redline)
(2012, Escape)
 
Segundo trabalho para Redline, cinco anos após a sua estreia Ignition uma banda britânica de puro heavy metal clássico bem cimentado nas influências dos anos 80 e com referências a Dio, Saxon ou Raven. Vice é apesar de tudo um disco linear, equilibrado, dentro de uma bitola média, pouco dado a surpresas apesar da existência de alguns picos de interesse ao longo dos seus 10 temas. Portanto, dentro da previsibilidade do seu heavy metal, apesar de tudo, bem construído, os Redline abrem forte com uma boa malha onde o refrão apresenta uma das mais orelhudas melodias do disco. Depois disso, entre temas mais rápidos e outros a meio tempo, a melhor sequência surge entre os temas cinco e sete (Twistin’ The Knife, Cold Silence e High Price To Pay). Se se costuma dizer que no meio é que está a virtude, os Redline provam isso mesmo aqui. O miolo de Vice é, na realidade, o momento mais apetecível e brilhante onde apontamentos sinfónicos, de piano, de cordas e eletrónicos ajudam a criar atmosferas um pouco diferentes do resto de todo o álbum. Uma referência especial para Cold Silence, sem dúvida o mais sublime momento de todo o álbum e que conta com a colaboração de Jimmy Lea dos Slade no violino e violoncelo e de Pete Lakin (ex-Doublecross/Fatemaker) no piano. Daí até ao fim, Vice volta a entrar em campos mais tradicionais e mais vulgares. Mas por vulgares não se entenda de menor qualidade. Apenas menos exuberante, se assim preferirem.
 
Tracklist:
1.    Battle Cry
2.    King Of The Mountain
3.    Black Sky
4.    No Limits
5.    Twistin’ The Knife
6.    Cold Silence
7.    High Price To Pay
8.    The Edge Of Falling
9.    Some Kinda’ Mean
10.  We Came To Rock
 
Line-up:
Kez Taylor – vocais
Ade Yeomans – guitarra solo
Mark Biddiscombe – bacteria
Steve Hill – baixo
Steve Petty – guitarra ritmo
 
Internet:
 

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