Vice (Redline)
(2012, Escape)
Segundo trabalho para Redline,
cinco anos após a sua estreia Ignition
uma banda britânica de puro heavy metal
clássico bem cimentado nas influências dos anos 80 e com referências a Dio, Saxon ou Raven. Vice é apesar de tudo um disco linear,
equilibrado, dentro de uma bitola média, pouco dado a surpresas apesar da
existência de alguns picos de interesse ao longo dos seus 10 temas. Portanto,
dentro da previsibilidade do seu heavy
metal, apesar de tudo, bem construído, os Redline abrem forte com uma boa malha onde o refrão apresenta uma
das mais orelhudas melodias do disco.
Depois disso, entre temas mais rápidos e outros a meio tempo, a melhor
sequência surge entre os temas cinco e sete (Twistin’ The Knife, Cold
Silence e High Price To Pay). Se
se costuma dizer que no meio é que está a virtude, os Redline provam isso mesmo aqui. O miolo de Vice é, na realidade, o momento mais apetecível e brilhante onde
apontamentos sinfónicos, de piano, de cordas e eletrónicos ajudam a criar
atmosferas um pouco diferentes do resto de todo o álbum. Uma referência
especial para Cold Silence, sem
dúvida o mais sublime momento de todo o álbum e que conta com a colaboração de Jimmy Lea dos Slade no violino e violoncelo e de Pete Lakin (ex-Doublecross/Fatemaker) no piano. Daí até ao fim, Vice volta a entrar em campos mais
tradicionais e mais vulgares. Mas por vulgares não se entenda de menor
qualidade. Apenas menos exuberante, se assim preferirem.
Tracklist:
1. Battle Cry
2. King Of The Mountain
3. Black Sky
4. No Limits
5. Twistin’ The Knife
6. Cold Silence
7. High Price To Pay
8. The Edge Of Falling
9. Some Kinda’ Mean
10. We Came To Rock
Line-up:
Kez
Taylor – vocais
Ade
Yeomans – guitarra solo
Mark
Biddiscombe – bacteria
Steve
Hill – baixo
Steve Petty – guitarra ritmo
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