quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Entrevista: Nektar

A ideia partiu da editora. A banda aceitou. O resultado chama-se A Spoonful Of Time e marca a estreia dos Nektar, veterana banda de rock progressivo, no que diz respeito à edição de um álbum de covers. O vocalista e guitarrista Roye Albrighton falou da criação deste trabalho e ainda recordou a sua passagem por Portugal.
 
A Spoonful Of Time é o vosso primeiro álbum de versões. Quando decidiram fazer um álbum como este?
A decisão de fazer um álbum de covers foi da Cleópatra Records. Sim, este é o nosso primeiro álbum de covers, embora tenhamos feito algumas versões nos nossos primeiros anos.
 
Qual era o principal objetivo para a criação deste disco?
Basicamente fazer alguns dos clássicos intemporais soar de uma forma um pouco diferente, com muitos grandes músicos.
 
Os Nektar já têm uma carreira de 40 anos. As faixas abordadas neste álbum abraçam diferentes períodos de tempo, mas, na maioria, coincidem com os vossos primeiros anos de existência. Esta é também uma espécie de homenagem a todas essas bandas?
De certa forma sim. A Cleopatra e nós não nos queríamos afastar muito das versões originais, mas ao mesmo tempo, por que reinventar a roda? Por isso acabamos por adicionar um pouco de sabor diferente às músicas.
 
E quais os critérios que presidiram à seleção das faixas?
Acho que a própria seleção fala por si. É uma secção transversal de músicas que quase todo mundo no planeta já ouviu num momento ou noutro.
 
De todas as 14 músicas aqui inseridas qual vos deu mais prazer fazer? E a mais difícil de trabalhar?
Nenhuma das músicas eram difíceis (por assim dizer), mas pessoalmente as minhas favoritas do álbum são Can’t Find My Way Home e Old Man.
 
Primeiro escolheram as músicas ou os músicos convidados?
Os títulos foram escolhidos primeiro e depois os músicos. Foi um exemplo de quem estava disponível no momento, por isso é que demorou um pouco mais de tempo para montar.
 
E foi uma tarefa fácil conseguir reunir todos estes nomes que aqui colaboram?
Terás que perguntar à Cleopatra. Eu apenas fiz a música.
 
Como foi o método de trabalho da banda e com os convidados? Tiveram liberdade total para criar?
Como este álbum foi feito remotamente via internet, os músicos nunca se encontraram. Foi puramente logística. O trabalho base foi feito pelos Nektar e depois foi dado a vários artistas para trabalhar dando-lhe liberdade para criar a sua interpretação.
 
Todos os baixos foram tocados pelo Billy Sherwood, certo? Ele é um membro efetivo dos Nektar ou terão outro baixista para os próximos compromissos?
Como os Nektar são uma banda verdadeiramente internacional, porque todos nós vivemos em países diferentes, nem sempre é possível ter o mesmo baixista. Aqui a disponibilidade é a palavra-chave. Portanto, quando temos espetáculos temos que ver quem está por perto nessa altura.
 
Ouvi dizer que os Nektar terão um novo álbum de estúdio em 2013 intitulado Juggernaut? Isso é verdade? O que podem os fãs esperar?
Posso confirmar que um novo álbum de estúdio será lançado na Primavera de 2013 e o seu título será Time Machine. Este novo álbum irá abranger muitos estilos da banda desde o verdadeiro progressivo à balada forte e ao jazz bem como tudo que esteja no meio. Eu, pessoalmente, acredito que será um dos melhores álbuns dos Nektar.
 
Para terminar, queres dizer algo mais para os fãs portugueses e para os nossos leitores?
Já passou muito tempo desde que os Nektar estiveram em Portugal. Espero que possamos mudar isso no futuro próximo e voltar a tocar para todos vocês.

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