quinta-feira, 31 de maio de 2012

Playlist 31 de maio de 2012

(clicar na imagem para ampliar)

Curtas II

Com o último concerto da digressão do disco de estreia a realizar-se já no próximo dia 16 de junho em Odivelas,  os Inkilina Sazabra já lançaram o seu 3º e último single da era A Divina Maldade, em jeito de celebração. O single é intitulado precisamente Inkilina Sazabra e o vídeo já pode ser visto aqui.
A banda sueca de prog rock The Flower Kings irá regressar a Portugal, no dia 12 de setembro, para um espetáculo no Paradise Garage em Lisboa. O mais recente álbum Banks of Eden, com edição prevista para 18 de junho, é o primeiro disco de originais em cinco anos por parte da banda liderada pelo vocalista e guitarrista Roine Stolt (também dos Transatlantic) e será editado pela InsideOut Music.

O dia 31 de maio fica marcado pela edição de SAMCA dos açorianos Sanctus Nosferatu. São 9 temas de violento black/death metal com destaque para a vocalista Camila Morticia com os seus guturais furiosos. Samca foi gravado por Ruben Moniz nos Nebur Records Studios, em São Miguel e misturado e masterizado por André Tavares (Grog, Seven Stitches), em Lisboa. O artwork foi assinado pelo artista alemão Martin Fischer (Fear My Thoughts, Pigeon Toe).

Outras notícias extremas chegam-nos dos progressivos Malevolance que acabam de divulgar o artwork do seu aguardado 3º álbum, Antithetical, sucessor do bem recebido Martyrialized, de 1999. Para esta nova proposta, ao núcleo duro da banda (Carlos Cariano – vocais/guitarras; Aires Pereira – baixo; Fred Noel – guitarras e Paulo Pereira – teclados) junta-se o extraordinário baterista Dirk Verbeuren (Soilwork, The Devin Townsend Projet, Jeff Loomis)

Os doomsters nacionais Process Of Guilt tem todo o seu novo álbum Faemin em streaming no Bandcamp. Com 11 de Junho como data prevista de edição este novo trabalho sairá com o selo Division Records.

Curtas

Os Adorned Brood, banda pioneira no pagan metal germânico nascida em 1993 e os turcos Soul Sacrifice, banda de death metal com influências orientais assinaram pela editora Massacre Records. O próximo álbum da banda de Istambul, intitulado Carpe Mortem foi misturado e masterizado por Dan Swano e será lançado a 29 de junho.
O superprojeto australiano Empires Of Eden tem disponível samples de todo o seu novo álbum, Channelling The Infinite. As canções podem ser ouvidas em streaming aqui.

Os Seven Thorns, banda de power metal dinamarquesa, entraram nos Media Sound Studios para gravarem aquele que será o seu segundo trabalho. De acordo com o guitarrista Gabriel Tuxen, esta nova proposta será a continuação da sua aclamada estreia com a adição de mais elementos técnicos.

Após a pacífica saída de Ederson Prado e da minuciosa escolha do novo baixista, os Phornax encontraram o seu novo integrante, Uesti Pappeé. A banda prepara-se, agora, para o lançamento de seu CD e para uma série de shows a serem anunciados ainda este ano. Enquanto isso continua a divulgação do EP Silent War, que tem obtido comentários positivos da imprensa e fãs de Metal em geral.


Os Phobos Corp. anunciaram que irão comemorar o lançamento do seu EP Felicity disponibilizando a totalidade do trabalho para audição stream aqui. Esta festa de lançamento online decorrerá entre as 11 e as 23 horas de hoje.
Um novo tema dos Chainfist, 10.000 Days está disponível para audição aqui. Este tema foi gravado nos Six String Studios Søren Jensen e foi misturado e masterizado por Jacob Hansen nos Hansen Studios.


O novo álbum dos suecos Katana, Storms Of War, está em audição, na íntegra, no site da Terrorizer.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Review: Prelude (Confidence)

Prelude (Confidence)
(2012, Edição de Autor)

O mundo digital dos dias atuais mudou, de forma indelével, a forma da existência da indústria musical. Toda a gente sabe isso e os suecos Confidence também. Por isso a banda aposta primordialmente numa abordagem diferente para a divulgação da sua música. Nada de longos trabalhos, submetidos às leis do mercado discográfico, com ligações a editoras. Se os atuais canais digitais de promoção e distribuição o permitem, porque não apostar neles? A ideia dos Confidence é ir disponibilizando os seus temas à medida que eles vão ficando prontos. Pequenos conjuntos de quatro/cinco temas pelo menos duas vezes por ano. E é nesta filosofia que se enquadra Prelude. Desde logo a banda não o considera um EP. É antes o primeiro desses pequenos conjuntos em formato digital. E musicalmente? Bom, Prelude apresenta nos seus quatro temas metal de grande qualidade, carregados de emotividade e muito bem trabalhados. Um dos pontos fortes é a prestação vocal num trabalho que, apesar de curto, revisita vários estilos sem limite à criatividade. Por exemplo, a abertura Flesh And Skin introduz elementos orientais que a aproxima do trabalho dos Myrath, enquanto em Never Meant To Be, as linhas de piano guiam o melhor tema e o conduzem para campos de Jon Oliva. War Torn Skies é a faixa mais pesada e, simultaneamente, mais progressiva, enquanto o tema final, Poison Lies, se revela o mais criativo. Adulto, emotivo e tecnicamente evoluído, Prelude é um trabalho que merece ser ouvido e, acima de tudo, sentido e vivido.

Tracklist:
1.      Flesh And Skin
2.      War Torn Skies
3.      Never Meant To Be
4.      Poison Lies

Line-up:
Emil Kyrk – vocais
David Lecander – baixo
Per-Owe Solvelius – guitarras
Clas Sjöstrand – teclados
Janne Jaloma – bateria
Internet:

terça-feira, 29 de maio de 2012

Review: Felicity (Phobos Corp.)

Felicity (Phobos Corp.)
(2012, Edição de Autor)

Já alguma vez pensaram o que aconteceria se alguém conseguisse, simultaneamente, congregar o melhor dos Therion, Sirenia e Daemonia? Pois bem, esse alguém surgiu. O seu nome é Spyrus Papadakis é um músico grego e é o mentor do projeto Phobos Corp.. Felicity é o seu segundo trabalho na forma de um EP de 4 temas e é o trabalho de metal sinfónico mais excitante desde Theli! Verdadeiramente fenomenal! Coros majestosos, apontamentos sinfónicos fabulosos, linhas melódicas verdadeiramente arrepiantes, desempenho vocal assombroso e muito poder metálico fazem destes pouco mais de vinte minutos uma verdadeira obra-prima, onde qualquer adjetivo é manifestamente insuficiente e incapaz de traduzir a verdadeira beleza deste pequeno diamante. Deixem-se seduzir pela ricamente decorada entrada de One Eternal (Felicity’s Song) ou pela secção cinematográfica em Conceived Fate ou, finalmente, pela soberba peça instrumental/coral que é Angels In Despair com um deslumbrante conjunto de diferentes camadas melódicas. O único senão é que Felicity acaba muito depressa. Por isso o melhor é ouvir vezes sem conta… Ou então esperar que o Sr. Papadakis nos presenteie em breve com outra obra do mesmo calibre mas em tamanho XXL. Aliás, isso deve acontecer em breve porque estes temas fazem parte de uma história conceptual na qual o músico grego tem vindo a trabalhar nos últimos três anos. Nós ficamos ansiosamente à espera.

Tracklist:
1.      One Eternal (Felicity’s Song)
2.      Conceived Fate
3.      This Divine Tragedy
4.      Angels In Despair

Line-up:
Spyrus Papadakis – teclados
Tara – vocais
Mark Jones – guitarras e baixo
Chris Sutherland – bateria
Jon Ong e Zach Lemmon  – arranjos orquestrais
Shoi Sen – guitarra solo
Greg Tomao - guitarras

Internet:

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Entrevista: Ashes

Pegar na história de Alice no País das Maravilhas e a partir dela construir um álbum de metal pode parecer, à primeira vista, uma ideia arriscada. Não o consideraram assim os Ashes que assim, cinco anos após o seu EP de estreia, regressam às gravações e apresentam Ecila, um trabalho onde a criatividade e originalidade são os principais traços. A banda de Tomar juntou-se para compartilhar com Via Nocturna todas as emoções que rodearam o nascimento deste agradável trabalho.



Viva! Cinco anos em silêncio no que diz respeito a edições discográficas. O que andaram os Ashes a fazer?
Olá! Bem, parecendo que não, fizemos bastantes coisas. Após o EP de 2007 houve o seu período normal de divulgação e actuações ao vivo, sensivelmente durante dois anos. Mas nós nunca paramos de compor, e com o que começou a surgir nos ensaios começámos a pensar no que iriamos fazer para um próximo trabalho. Foi aí que iniciamos todo o processo de criação do Ecila. Entretanto também acolhemos um novo membro na banda numa troca de baixistas. A partir daí, foi compor e compor arduamente, limando todas as arestas das músicas que iam fazer parte do álbum. Depois veio a fase de gravações no estúdio, pós-produção, organização das tarefas e objetivos que queríamos cumprir e muitas burocracias até o álbum estar finalmente cá fora. Isto sempre sem deixar de marcar presença em alguns concertos, que também não conseguimos parar de tocar ao vivo.



Ou seja, pelo que me pude aperceber pela leitura do vosso press release, estiveram ocupados com atuações e participações em concursos. Como vêm esse tipo de competições entre bandas nesses concursos?
Não dizemos que não a participar em qualquer bom evento, mas actualmente já passámos um pouco a fase dos concursos. É verdade que são uma boa oportunidade tanto para mostrar o nosso som a mais público, como também para testar melhor o seu impacto. Mas por mais apelativos que sejam, por vezes perdem a sua piada, porque vemos várias bandas - algumas das quais somos amigos - a competir, o que cria uma certa tensão no convívio das mesmas. É um pouco injusto e também ingrato termos de competir seja sobre o que for em concursos, principalmente quando as bandas são muito diferentes entre si. De qualquer modo foram experiências muito enriquecedoras a vários níveis.



E os Ashes tiveram sempre participações meritórias, certo?
Felizmente sim. Quer dizer, não diríamos sempre, que há aquele ou outro que não corre tão bem, mas a verdade é que até correram melhor do que esperávamos. Como temos um som algo peculiar, ficámos muito contentes por ter sido tão bem aceite e elogiado.



Deixando o passado, concentremo-nos em Ecila. Este é um álbum conceptual baseado na história de Alice no País das Maravilhas. De que forma é feita a transcrição da história para os vossos conceitos lírico e musical?
Por acaso até foi mesmo a própria música que deu o mote para iniciarmos o conceito do Ecila. Quando estávamos a compor livremente, sem qualquer conceito em mente, reparámos que estávamos a criar temas um pouco mais soturnos que o habitual e, de certa forma, mais complexos e ricos em pormenores. Tanto que achámos por bem criar um fio condutor para esses temas, e acabámos por nos inspirar na história do Sr. Lewis Carroll, dando-lhe um ligeiro twist. Tal acabou por funcionar bem, porque as ideias que apareciam quase sugeriam pequenos diálogos entre personagens diferentes devido às constantes alterações que certos temas tinham. Daí começámos a desenvolver versões mais mórbidas de alguns dos personagens de Alice, e demos-lhes a nossa própria cunha.



E de que forma cinco anos se refletem na vossa forma de compor e interpretar?
Cinco anos é bastante tempo, como podes calcular. As pessoas mudam, o mundo muda, e tudo isso se reflecte na composição. Se bem que nós mantemos um estilo de base já desde a altura do nosso EP de 2007, quisemos subir a fasquia um pouco no Ecila. Puxámos por mais experimentalismo, passámos muito tempo a explorar novos conceitos e tivemos uma grande preocupação com os detalhes que se calhar algumas pessoas só se aperceberão após ouvirem algumas vezes os temas. Cremos que crescemos na direcção que desejávamos. Aproveitamos para adiantar uma curiosidade: os temas do Ecila, que contam uma história em seis capítulos, foram ficando finalizados precisamente pela ordem que estão no álbum. Assim, estes contam a história do álbum, mas de certo modo também a nossa. Entretanto, e mesmo antes do Ecila sair, já iniciámos novos temas que têm uma outra sonoridade. A evolução não pára.



Um dos elementos preponderantes na vossa sonoridade é o violino. Este não é usado como frequentemente costuma ser, na minha opinião. O termo excêntrico é vosso e parece-me que se adapta bem…
Essa foi uma descrição que nos fizeram do uso do violino e adorámos. Realmente a nossa ideia para o violino foi não fazer dele aquele instrumento de solos e apoio a refrões. Deveria ser encarado como um qualquer instrumento de cordas, como uma guitarra ou baixo. Com a sua função própria é claro, mas digamos que sem tratamento especial. E o curioso é que por nós acharmos que este deve ser encarado como um instrumento qualquer isso torna o seu uso excêntrico…



The Kind Of Strange foi o primeiro single extraído do álbum. Porque escolheram este tema em particular?
Na verdade tivemos algum tempo a tentar decidir que tema seria o single. O que é bom, quer dizer que não conseguimos destacar logo à partida um deles, atingindo um dos objetivos da banda que era não fazer temas que não nos satisfizessem na totalidade (os chamados “temas para encher chouriços”). Já estávamos nós perto do lançamento do álbum e não tínhamos uma decisão, até que surgiu a oportunidade de nessa altura colocarmos um tema na compilação da Infektion. E de repente, para todos, a The Kind Of Strange pareceu-nos o tema ideal: é um tema com impacto, com uma construção interessante, diferente, que passa por diversos momentos. Característico de Ashes, dispõe algum do experimentalismo a que nos dedicámos e reflecte bem o ambiente do álbum. Ao vivo era um dos que causava melhor resposta do público. E assim foi, e parece-nos que foi uma boa escolha.



Como decorreu o processo de gravação do álbum?
Muito bem. Antes de irmos para estúdio preparámos tudo o melhor que podíamos, para otimizar o tempo. Mas mesmo assim, há sempre retificações a serem feitas, e nisso tivemos uma grande ajuda do Pedro Carvalho do Zero Estúdio, que foi o timoneiro ideal das gravações do Ecila. Sempre com uma paciência de santo esteve lá ajudar-nos ao máximo, fez bem mais do que era a sua obrigação e isto tudo sempre num óptimo ambiente. Acho que a única coisa negativa que podemos apontar foi ter levado bem mais tempo do que contávamos, mas somos apologistas que mais vale fazer as coisas devagar e bem.



Este é um trabalho em formato independente, como já havia acontecido com a vossa estreia. Ainda assim, verificou-se alguma mudança em relação à forma como ambos os trabalhos foram produzidos e/ou distribuídos?
Na produção são completamente diferentes. O EP foi totalmente self-made e íamos aprendendo muita coisa à medida que o íamos fazendo. No Ecila decidimos que era merecedor de um tratamento mais cuidado, com gravação, mistura e masterização em estúdios profissionais. Optámos também por um artwork mais elaborado de modo a ser um complemento à música do álbum, que ficou a cargo do nosso amigo fotógrafo Jaime Veloso. A ideia na distribuição no Ecila era desta vez não ser uma edição de autor mas infelizmente à última da hora a nossa parceria teve problemas e falhou essa parte. Para não perdermos mais tempo do que já tínhamos perdido decidimos avançar novamente com a edição de autor, mas desta vez mais organizada e com algum apoio externo, como de algumas lojas por exemplo. Mas ainda vamos a tempo de arranjar um outro tipo de distribuição.



Dada a qualidade apresentada, já tiveram contactos de alguma editora tendo em vista uma possibilidade de associação ou não?
Obrigado pelo elogio. Até agora não tivemos nenhum contacto. De que estão à espera? (risos) Mais a sério, isto não é um meio fácil, nem nós temos um som que encaixe bem num certo estilo. Mas nós acreditamos que essa é uma vantagem nossa, e vamos ver se em breve poderemos ter novidades neste aspecto.



Há já projectos para um processo de internacionalização dos Ashes? Ou seja, há alguma possibilidade de Ecila ter uma distribuição alargada a outros mercados?
Continuando as respostas anteriores, vamos ver o que nos reserva o futuro neste aspecto. Para já sentimo-nos confortáveis a fazer toda a distribuição do álbum.



Como está a ser a apresentação do álbum ao vivo? O que está planeado?
Para já está a ser muito bem recebido, o que nos deixa imensamente satisfeitos. Já demos alguns concertos na zona centro do país, fizemos a apresentação oficial na nossa cidade de Tomar e os planos são arranjar mais concertos noutros centros urbanos como Lisboa, Porto, Coimbra, etc. E mais tarde, atacar o estrangeiro também. Neste momento queremos mesmo tocar o mais possível para divulgar o nosso trabalho.



A terminar, querem acrescentar algo que ainda não tenha sido abordado?
Antes de mais, agradecer a oportunidade concedida pela Via Nocturna e saudar o bom trabalho que faz na divulgação da música nacional. Para finalizar, convidar todos a conhecer o nosso trabalho, a visitar a nossa página ou facebook, mas principalmente a passar nos nossos concertos, pois pensamos que é aí que demonstramos o verdadeiro potencial dos Ashes.

domingo, 27 de maio de 2012

Review: Inferno (Shadowsphere)

Inferno (Shadowsphere)
(2012, Edição de Autor)

Depois de um hiato de seis anos é sempre bem recebido um novo trabalho de uma das mais competentes bandas nacionais do death/thrash metal de tendências mais melódicas. E ainda é mais bem-vindo quando se trata de um regresso a um nível que não deslustra o passado da banda e, ainda por cima, relança a sua carreira. Inferno é um disco com metal para todos os gostos. Dos mais extremos, entenda-se! Com uma intro e um interlúdio atmosférico, o disco ainda fica com nove temas suficientemente diversificados para manterem os ouvintes atentos. Numa primeira fase, numa linha mais thrash-quase-heavy, com belíssimas harmonias e solos muito melódicos. A presença de Patrícia Rodrigues em dueto na faixa Sworn Enemy surte um belo efeito. Paulatinamente a banda vai aumentando a sua dose de peso e agressividade e, por alturas do meio do álbum, nota-se alguma monotonia com o peso a ganhar algum avanço em relação à técnica demonstrada anteriormente. No entanto, para o final está guardado o mais brilhante momento de Inferno: as três partes de Alone At The End Of The World são fantásticas com, mais uma vez, Patrícia Rodrigues a espalhar o seu perfume num tema que por si só já se poderia apelidar do melhor do disco e, eventualmente, da carreira da banda. Inferno acaba por se revelar um trabalho agradável, interessante e sólido. E acima de tudo, marca o nome Shadowsphere e regista a progressão e crescimento da banda lisboeta.

Tracklist:
1.      Inferno
2.      Within The Serpent’s Grasp
3.      Sworn Enemy
4.      Dead Behind My Eyes
5.      Suicide Reign Of Salvation
6.      Bullet Rain
7.      The Hurtlocker
8.      Firewalker
9.      Gehenna
10.  Screaming Silence
11.  Alone At The End Of The World

Line-up:
Paulo Gonçalves – vocais
Luís Miguel Goulão – guitarras
Ricardo Trincheiras – guitarras
João Sousa – baixo
Emídio Ramos – bateria

Internet:

sábado, 26 de maio de 2012

Entrevista: Winter's Verge

Na sequência do sucesso de Tales Of Tragedy, os cipriotas Winter’s Verge orgulham-se de no seu terceiro álbum, Beyond Vengeance, terem conseguido superar-se a si mesmo. Mais forte e com mais groove, mas mantendo sempre a linha melódica que os caracteriza, Beyond Vengeace resulta num trabalho fresco e poderoso. Através do vocalista George Charalambous, Via Nocturna, foi conhecer um pouco mais deste grupo.

Obrigado por aceitares responder a Via Nocturna. Beyond Vengeace marca o vosso regresso com o terceiro trabalho. Comparando com os vossos trabalhos anteriores observamos que este representa um passo em frente em todos os aspectos. Concordas?
Definitivamente, Beyond Vengeance é um passo em frente para nós. Primeiro de tudo, porque expandimos o nosso estilo musical e colocámos novas sonoridades neste álbum. Estamos felizes com isso porque sabemos agora que o próximo álbum vai continuar a partir do ponto onde paramos com este, o que torna as coisas mais interessantes para nós e para os fãs da banda.

Como referiste, e eu concordo, desta feita expandiram as vossas influências e criaram um álbum mais variado. É também neste particular que se nota esse passo em frente…
O que acontece nos Winter’s Verge é que todos nós viemos de diferentes origens musicais e ouvimos diferentes estilos de música. Desta vez não introduzimos intencionalmente outros estilos. Apenas não filtrámos essas ideias quando elas surgiram. Nos álbuns anteriores, talvez tivéssemos demasiadas preocupações sobre o estilo, mas agora não.

Quais eram, se é que havia, as vossas principais intenções/objetivos quando começaram a escrever este novo trabalho?
Na verdade, não havia nenhum. O "objectivo", se assim o queres chamar, era a nossa decisão de realmente fazer um álbum melhor. Além disso, nós apenas deixamos fluir as ideias, mantivemos as que achávamos que eram as boas e descartamos as não tão boas.

Mais uma vez, este é um trabalho gravado na Alemanha. Sentem-se confortáveis lá…
Na verdade sim. Estamos muito confortáveis lá e nossa equipa é muito boa. O nosso engenheiro de som Christian Schmid e o nosso produtor RD Liapakis RD são excelentes no que fazem e realmente fazem-nos sentir em casa. O estúdio é em Kempten que é uma pequena e tranquila cidade na Baviera e para nós é o ambiente perfeito para fazer um álbum, especialmente quando tudo tem que ser feito em 13 dias.

Voltando ao passado, em 2010 chegaram à Massacre Records. Que importância teve essa opção no vosso futuro?
Quando se vai para uma editora maior e mais ativa geralmente têm-se resultados positivos. Foi ótimo para nós porque estivemos expostos a mais pessoas e algumas delas tornaram-se fãs nos dois anos que se seguiram.

Inicialmente havia aquela curiosidade de serem uma banda oriunda de Chipre. Agora, sentem que essa curiosidade desapareceu e deu origem ao reconhecimento pela música que praticam?
Eu acho que esse efeito curiosidade com o tempo tem vindo a ser ultrapassado, embora ocasionalmente ainda ocorra. Nada realmente mudou muito por causa do estilo musical.

Por falar nisso, uma vez que o vosso país nem é uma referência no que diz respeito ao metal internacional, isso teve ou tem alguma influência no vosso crescimento e na vossa aceitação?
Atualmente não importa de onde és, porque a internet torna todo mundo mais perto. Se estivéssemos nos anos 80, aí sim, certamente teríamos mais dificuldades em sair daqui. Mas agora podes estar em qualquer lugar e viajar apenas quando há espetáculos ou gravações, porque tudo o resto pode ser feito onde estiveres. Dois elementos dos Winter’s Verge vivem em Inglaterra e os outros três em Chipre e existimos sem grandes problemas. Isto serve para mostrar que a tecnologia hoje pode fazer qualquer coisa acontecer, em qualquer lugar!

Mas sendo vocês um nome e um projeto com visibilidade tem possibilitado a abertura das portas a outras bandas do vosso país ou nem por isso?
Sim, tem ajudado. As pessoas finalmente viram que o que fazemos pode ser feito e existem maneiras de o fazer. Muitas bandas costumavam sentar-se em casa e lamentavam-se de que não havia maneira de progredir estando num país pequeno. Agora, o pensamento mudou porque já viram que uma banda de Chipre conseguiu.

Mudando de assunto, podes descrever aos nossos leitores o que consiste o vosso rockumentary da tour com Stratovarius?
Bem, basicamente, nós pensamos que seria uma vergonha se não registássemos o mais que pudéssemos tudo o que estava a acontecer. Quisemos documentá-lo para os nossos arquivos pessoais, mas quando vimos as imagens pensámos que seria fantástico compartilhá-las. Não foi feito com câmaras profissionais, é claro, foi apenas nós próprios segurando uma câmara à mão. A coisa interessante sobre este Rockumentary é que realmente podes ter uma pequena ideia de como é fazer uma tournée. É bom para as bandas mais jovens que ainda não tiveram a oportunidade de chegar lá para verem como funciona.

Como essas experiências vos influenciaram, ou não, no processo de escrita deste novo álbum?
Qualquer experiência na vida inspira um compositor. A tournée permitiu-nos observar quais os temas que mais puxavam pela audiência. E isso permitiu-nos adicionar neste álbum os elementos que as pessoas mais gostam. E é claro que todas as experiências podem ser transformadas em influência.

A terminar, alguma coisa mais que queiras acrescentar?
Estamos muito animados com a ideia de ir em tournée para promover Beyond Vengeance. Isso provavelmente vai acontecer por volta de outubro. Vamos anunciar em breve com quem vamos estar em tournée e onde. Vimos que a nossa base de fãs tem crescido bastante nos últimos dois anos e esperamos conhecer novas pessoas na estrada. Até lá, rock on!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Review: Use Your Deluge (Beastmilk)

Use Your Deluge (Beastmilk)
(2012, Svart Records)

Em 2010, correu a informação que Kvhost, vocalista da banda de black metal Code havia fundado um novo grupo: os Beastmilk. Como resultado, aí está Use Your Deluge, um EP de cerca de um quarto de hora de um post-punk negro, obscuro e cru. As vozes e as afinações graves remetem-nos para ícones do rock negro como Mission ou Jesus And Mary Chain, o som apocalíptico, para uns Christian Death, as referências mais punk para Misfits ou Dead Kennedys. Ou seja, honra seja feita aos Beastmilk que, assim ressuscitam, em apenas 4 temas, a glória do death-rock. Lúgubre e simultaneamente catchy, com laivos de melodia pop, ainda que apocalíptica, Use Your Deluge vale essencialmente pela redescoberta muito bem conseguida, principalmente nos dois primeiros temas.

Tracklist:
1.      Void Mother
2.      Children Of The Atom Bomb
3.      Forever Animal
4.      Red Majesty

Internet:

Edição: Svart Records

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Basic Black divulgam dois temas


Os Basic Black, de Vila Pouca de Aguiar, acabam de divulgar dois temas (Crumbling e Proper Ethic) do seu álbum de estreia, ainda sem edição prevista. O disco, registado em 2011 nos Blind & Lost Studios, com produção de Guilhermino Martins, é composto por 10 temas, que deambulam entre o rock musculado e o metal mais alternativo.

Kindred Spirits - 4º trabalho dos Waylander


16 de julho marca o regresso dos  Waylander com o seu quarto trabalho, Kindred Spirits. Masterizado nos conceituados Finnvox Studio em Helsínquia, Kindred Spirits contém 9 temas de folk/pagan metal: Echoes of the Sidhe, Lámh Dearg, Twin Fires of Beltíne, Of Fear and Fury, Grave of Giants, A Path Well Trodden, Quest for Immortality, Erdath e Kindred Spirits.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Entrevista: R. J. A.

Depois de três anos de interregno, os R. J. A. estão de regresso com um novo álbum cheio de energia e boa disposição. O Reator está pronto para entrar em funcionamento e Biduga conta-nos de que forma.


Viva! Explica-me lá o que se passou no passado que levou ao encerramento de atividades dos RJA?
Oi! Os anos de 2005 e 2006 foram em grande para os R.J.A., editando álbuns e tocando ao vivo um pouco por todo o país, no entanto, em 2007, por falta de disponibilidade e empenho do anterior baterista, começamos a rejeitar concertos e a tocar menos, fazendo mesmo um concerto de despedida antes de uma pequena pausa em outubro de 2007. No entanto, e a pedido de muita gente, fizemos uma mini tour de despedida em julho de 2008. Resolvemos colocar um ponto final na banda.


E agora três anos depois, o que vos fez voltar?
Em 2010 começamos a ensaiar um novo projeto com o Sardinha na bateria, que ficou por aí, no entanto, a vontade de continuar a criar música era mais forte e em 2011 resolvemos voltar a ensaiar e ressuscitar os R.J.A.


E com o vosso regresso um novo álbum. Porque Reator?
Reator significa algo que produz energia e o nosso objetivo era espalhar essa energia positiva por quem nos ouve. A letra do tema título do álbum pretende colocar toda a gente a mexer e a gritar, libertando boas energias.


E como foi voltar a subir a um palco e voltar a entrar numa sala de gravações?
Subir ao palco não foi problema, uma vez que, também tocamos noutros projetos (alguns bastante diferentes deste) de covers. O processo de gravação foi bem preparado em casa de modo a demorarmos o mínimo de tempo possível, uma vez que os custos com todo o processo foram suportados por nós e a disponibilidade horária não é grande pois todos trabalhamos em cidades diferentes.


Já agora, como decorreu o processo de gravação de Reator?
Em ambiente muito relaxado. O produtor com quem trabalhámos pela primeira vez, Arlindo Cardoso deixou-nos muito à vontade e acabou por se criar um ambiente quase familiar com boas refeições pelo meio das gravações. Penso que o resultado obtido foi bastante bom tendo em conta o tempo disponível e o papel do Arlindo foi extremamente importante.


Alguma coisa se alterou nesta segunda reencarnação dos RJA?
Sim, o baterista (Sardinha), as condições para ensaios e a vontade de fazer ainda mais e melhor do que anteriormente, mas sempre com o espírito do “faça você mesmo!!”


E a respeito de Reator, como descreveriam este disco?
Um disco cheio de energia focado em problemáticas dos nossos dias, mas também em temáticas mais pessoais que pretende fazer com que quem nos ouve sorria, encare a vida de forma positiva e que tenha um olhar mais crítico em relação a tudo o que observa.


Aquecimento Global foi o tema escolhido para primeiro vídeo. Porquê?
Escolhemos esse tema para fazer o videoclip uma vez que se conseguíssemos acompanhar a mensagem que a música pretende transmitir com imagens fortes e reais, quem o visse, por certo ficaria alertado para as problemáticas ambientais, tantas vezes esquecidas por quem tem mais poder no mundo. Tínhamos outros temas em mente, no entanto, decidimos gravar este tema devido aos recursos e disponibilidade dos elementos da banda e da Raquel Carrilho que gravou e realizou o vídeo.


A componente sociopolítica do nosso país está muito em foco neste disco. Ultimamente têm tido vastos motivos de inspiração lírica…
Infelizmente, nos dias que hoje correm, motivação é algo que não falta e 2 meses depois da edição do álbum Reator, posso adiantar que já existem gravações caseiras de temas que podem constituir um novo álbum a editar no próximo ano se se reunirem condições para isso.


A tournée de promoção a este trabalho já está a ser planeada, suponho. O que podem adiantar desde já?
Fizemos o lançamento do álbum no dia 24 de março. Entre 24 de março e 21 de abril fizemos 7 concertos de promoção ao álbum pelos distritos de Santarém, Leiria e Coimbra. Depois tivemos que fazer uma pausa por motivos pessoais de um dos elementos da banda, no entanto, temos já datas confirmadas para junho e julho nos distritos de Faro e de Santarém e estamos em processo de negociações com outros locais.


Um dos aspetos mais curiosos é o vosso nome. Porque RJA? Algum significado especial?
R.J.A. são as iniciais de Rua José Afonso. Os elementos fundadores da banda moravam todos na mesma rua. E não é uma rua com um nome qualquer, é o nome de um grande músico português. O nome R.J.A. já é anterior ao início da banda em 1998.


Como vêm a atual cena do punk rock nacional?
Está vivo e com saúde. Existem muitas bandas praticando sonoridades diferentes, no entanto, estamos muito longe do início dos anos 90 em que existia muito mais gente interessada na música nacional e mais iniciativa do pessoal mais jovem em fazer concertos. Não fazendo referência exclusivamente ao punk rock, recordo que há 15 anos atrás, em qualquer cidade ou vila de Portugal existiam bandas constituídas por miúdos de 16 ou 17 anos e hoje em dia vejo que a maioria das bandas é constituída por esses mesmos miúdos, mas com mais de 30 anos! O papel dos blogues e sites tem sido essencial na divulgação da música menos comercial, uma vez que, a barreira erguida pelos principais meios de comunicação social é enorme.


Há algo mais que queiram acrescentar e que ainda não tenha sido dito?
Queríamos essencialmente agradecer a todos os que colaboraram connosco, em especial ao Ricardo Best pela sua participação na gravação do álbum e na conceção de todo o art work, à Raquel Carrilho pela realização do vídeo e ao Arlindo Cardoso pela produção do álbum. Os agradecimentos estendem-se a todos aqueles que têm colaborado na promoção do projeto, desde blogues, sites, organizadores de eventos, elementos de bandas que têm partilhado o palco connosco e claro, aos nossos fãs!