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Review: Death Letter Jubilee (The Delta Saints)

Death Letter Jubilee (The Delta Saints)
(2013, Dixie Frog)
(5.3/6)
Depois de 2 EP’s (Pray On e A Bird Called Angola) chega, finalmente, o primeiro longa duração dos The Delta Saints, coletivo norte-americano oriundo de Nashville. O segundo EP, já havia sido de análise aqui em Via Nocturna e a verdade é que todos os predicados entretanto apresentados se mantém neste disco e são elevados a um superior patamar de qualidade. Death Letter Jubilee é blues, é hard rock, é jazz, é country, é gospel… enfim, é uma panóplia de géneros misturados de uma maneira de tal forma brilhante que chega a arrepiar. Os arranjos são maravilhosos. As guitarras são extremamente eficazes quer quando se mostram frágeis quer quando entram descaradamente por campos hard rock. A bateria é de uma profundidade, dinâmica, precisão e variabilidade estonteantes. O baixo é verdadeiramente monumental. Como se isso não bastasse, todo este conjunto é enriquecido com uma mágica harmónica com um desempenho indescritível e com um vibrante ensemble de sopros. Tudo isto seria pouco importante se a qualidade dos temas não acompanhasse essa genialidade. Mas não é isso que acontece. Liar, o tema de abertura marca forte a posição de Death Letter Jubilee com um inflamável riff de guitarra a cruzar o hard rock com o blues de forma perfeita ao qual se segue Chicago, outro tema fortemente bluesy. O primeiro momento memorável e imortal surge na forma do tema título – uma energia frenética, uma harmónica magnética, uma secção de sopros sublime, apontamentos que se aproximam do gospel. Simplesmente brilhante. Pelo lado oposto, Jezebel é um tema minimalista e experimental, levando os The Delta Saints a explorarem um campo completamente diferente do que traziam até então. Boogie é uma sensacional faixa de rock sulista com um soberbo trabalho de harmónica e com excelentes arranjos e dinâmicas. Bom, como se vê, Death Letter Jubilee é um fantástico disco, sendo desnecessário continuar a análise individual de cada tema. Ainda assim, salientaríamos a secção compreendida entre Sing To Me e The Devil’s Creek como outro conjunto de grandes momentos cheios de energia e de grandes temas. Death Letter Jubilee é dinâmica, é movimento, é energia, é fantasia, é emoção, é tradição, é evolução, é atitude, é personalidade. E é, naturalmente, um disco obrigatório na coleção dos amantes da boa música.
Tracklist:
1.      Liar
2.      Chicago
3.      Death Letter Jubilee
4.      Jezebel
5.      Boogie
6.      Out To Sea
7.      Sing To me
8.      Drink It Slow
9.      From The Dirt
10.  The Devil’s Creek
11.  River
12.  Old Man
13.  Jericho
Line-Up:
Ben Ringel – guitarra ritmo e vocais
Ben Azzi – bateria e percussão
Greg Hommert – harmónica
Dylan Fitch – guitarra solo e ritmo
David Supica - baixo
Internet:
Edição: Dixie Frog

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