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Review: Shrine Of A New Generation Slaves (Riverside)

Shrine Of A New Generation Slaves (Riverside)
(2013, InsideOut)
(4,4/6)
 
Dez anos passados desde a estreia com Out Of Myself já não restam dúvidas que os Riverside são um dos nomes mais marcantes do movimento do rock progressivo deste novo século. 2013 marca o regresso do quarteto com um trabalho elegante, maduro, maioritariamente calmo e tranquilo sob a forma de Shrine Of A New Generation. Claro, já sabemos que o campo de atuação dos polacos é numa onda progressiva que, sem qualquer tipo de menosprezo pela componente técnica, atribui um especial enfase à componente emocional e ao sentido estético da canção. Por isso, Shrine Of A New Generation é um disco altamente emotivo, cheio de temas com belas melodias e excelentes arranjos. Um disco onde a banda colocou um extremo cuidado e rigor ao nível de todos os pormenores que devido ao caráter mais calmo e intimista de maioria dos temas, acabam por se notar com mais acuidade. Naturalmente o resultado é um conjunto de canções ricamente decoradas e belas harmonias, com uma forte marca seventy e a pisar linhas traçadas por esse iconográfico nome progressivo que é The Flower Kings. Será sintomático afirmar que só à terceira faixa, Celebrity Touch, surgem guitarras verdadeiramente possantes e mais presentes. OK, no tema de abertura elas já surgem mas na forma de trovões que vão entrecortando um tema de muito belo efeito e calma melodia que entra em turbilhão no refrão. Mas é em The Depth Of Self-Delusion que se assiste à mais bela melodia e canção de todo o disco. Outro tema a merecer forte destaque é Deprived (Irretrievably Lost Imagination), inevitavelmente calmo e intimista (eventualmente até em demasia) onde a inclusão inesperada de um fantástico solo de saxofone, prova que para os Riverside já não há limites. Depois, Escalator Shrine é o longo tema superior a 10 minutos que toda a banda progressiva deve ter e que se revela realmente progressiva em toda a sua essência, criando diferentes texturas e cenários, com especial destaque para o uso do órgão (instrumento que acaba por ter um desempenho bem destacado ao longo de todo o trabalho). O resumo perfeito de um disco antes do seu epílogo de forma limpa e tranquila. E pode dizer-se que ao quinto álbum os Riverside atingiram a sua maturidade em termos de dinâmicas de criação. Um disco pessoal mas, obrigatoriamente, transmissível.
 
Tracklist:
1. New Generation Slave   
2. The Depth Of Self-Delusion 
3. Celebrity Touch    
4. We Got Used To Us   
5. Feel Like Falling     
6. Deprived [Irretrievably Lost Imagination] 
7. Escalator Shrine     
8. Coda       
 
Line-Up:
Mariusz Duda – vocais, baixo, guitarra acústica
Piotr Grudziński - guitarras
Piotr Kozieradzki - bateria
Michał Łapaj - teclados
 
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Edição: InsideOut

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