quarta-feira, 27 de março de 2013

Entrevista: Dirt River Radio

A Austrália ficou famosa por ter dado ao mundo uma das mais conhecidas e emblemáticas bandas de rock, os AC/DC, mas o gene parece ir passando de geração em geração e o novo milénio tem-nos trazido um conjunto de bandas jovens com enorme qualidade e potencial. A mais recente descoberta chama-se Dirt River Radio (DDR) e já vai no segundo trabalho no seu país, apesar de na Europa Rock ‘n’ Roll Is My Girlfriend, só chegar em maio. Por cá já roda Come Back Romance, All Is Forgiven, primeiro longa duração da banda. Em setembro os DDR vêm até ao velho continente e este foi, entre outros, um dos motivos de conversa com o guitarrista e vocalista Alex.
 
Viva, é um prazer falar contigo Alex! Quem são os Dirt River Radio? Podes apresentar a banda para os roqueiros portugueses?
Os Dirt River Radio são uma banda de Melbourne, Austrália. Estamos juntos há quase 5 anos. O line up é composto por mim próprio, Heathy, Anthony Blind Mike. Somos uma banda de rock, mas temos influências country e independentemente do local onde tocamos, passamos sempre bons momentos a tocar música, a conversar com as pessoas e a beber cervejas.
 
O nosso primeiro contacto com os DRR foi precisamente com Come Back Romance, All Is Forgiven. Esta é uma edição de 2012 na Europa, certo?
Sim Come Back Romance… foi lançado em 2012 na Europa, mas já havia sido lançado em 2011 aqui na Austrália.
 
Mas, pelo que eu pude perceber por uma rápida pesquisa na net, Come Back Romance já havia sido lançado em formato EP. É verdade? Decidiram adicionar algumas músicas extras… ou o que aconteceu?
Sim, Come Back Romance, All Is Forgiven foi originalmente um EP na Austrália. Foi o primeiro registo que já fizemos e algumas das canções como All My Friends foram apenas meias escritas e depois foram concluídas em estúdio. Aqui na Austrália o EP foi bem recebido e inicialmente planeávamos lançar outro EP a seguir chamado Beer Bottle Poetry. Uma vez que têm capas muito idênticas a ideia era vende-lo como um EP duplo. Infelizmente as editoras não gostam de embalagens caras por isso, transformamo-los num álbum.
 
Mas agora vocês têm um novo álbum, Rock & Roll Is My Girlfriend. O que nos podes adiantar a seu respeito?
Rock N Roll Is My Girlfriend é o nosso último disco. Ele foi lançado aqui na Austrália no final do ano passado. Passamos um ótimo tempo a gravar esse disco e como tivemos um pouco mais tempo ficamos muito felizes com o resultado final. Definitivamente um pouco mais solto e não soando tão polido.
 
Esse lançamento já está disponível no mercado europeu?
Não, Rock N Roll Is My Girlfriend será lançado em maio na Europa, através da Bad Reputation.
 
E como têm sido as reações no teu país?
Muito boas! A rádio tem tocado e algumas das canções são muito solicitadas ao vivo. Como o primeiro disco tinha sido muito bem recebido e teve tantas grandes reviews, estávamos algo nervosos, mas até agora tem corrido tudo muito bem.
 
E pelos vistos têm tendência para títulos algo estranhos para os álbuns. Como surgem esses títulos? Têm algum significado especial?
Ah! Já tenho explicado isso antes. Come Back Romance, All Is Forgiven veio de uma poetisa de Melbourne chamado Kerry Scuffins. Conheci-a bêbada num dos nossos primeiros shows, deu-me um livro de poemas, coloquei-o na minha bolsa e não pensei mais nisso. No dia seguinte, li-o e é fantástico. Ela é absolutamente incrível, tanto que a poderia colocar ao nível de um Bukowski. Come Back Romace, All Is Forgiven era o nome de um dos seus poemas. Rock N Roll Is My Girlfriend foi assim chamado porque recentemente terminei com a minha namorada. Outra vítima do rock ‘n’ roll (risos). Portanto, quase que comecei a pensar que, se o Rock N Roll fosse a minha namorada nunca ficaria louca quando fosse em tournée, nunca ficaria louca quando chegasse em casa bêbado ou pedrado e deixar-me-ia conhecer outras mulheres. Perfeito.
 
Em setembro têm a vossa tournée europeia. É a vossa primeira vez por cá? Quais são as vossas expetativas?
Mal podemos esperar por setembro. As expetativas que temos são apenas de nós próprios. Apenas queremos fazer o melhor espetáculo que pudermos em cada noite e dar às pessoas uma noite para recordar. Estamos realmente muito animados para conhecer e tocar para vocês e ansiosos para compartilhar muitas cervejas. Eu já estive em tournée na Europa durante alguns anos quando tocava baixo para os Electric Mary, por isso acho que será talvez a minha sexta vez, mas ir cantar e tocar guitarra com a minha banda de melhores amigos é algo realmente emocionante. Para eles será a primeira vez e mal podem esperar.
 
A terminar, queres dizer algo mais aos nossos leitores?
Para os teus leitores quero dizer que mal podemos esperar para chegar aí e tocar para vocês. Esperamos ver-te num espetáculo.

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