sábado, 16 de março de 2013

Entrevista: Raven Lord

Um novo gigante do heavy metal nasceu. Indispensável para os verdadeiros fans de metal, os Raven Lord, liderados por Csaba Zvekan (ex-Killing Machine), combinam influências neoclássicas com alguns elementos de power metal num projeto cheio de talentos individuais. O resultado é Descent To The Underworld, um trabalho de puro heavy metal. O vocalista húngaro-croata falou a Via Nocturna e mostrou-se muito feliz com a receção que este trabalho está a ter.
 
Olá Csaba! É um prazer podermos falar um pouco sobre Raven Lord. E a primeira pergunta é óbvia: quando decidiste criar este projeto?
Olá Via Nocturna e obrigado pelo interesse em Raven Lord. Depois de ter saído dos Killing Machine em março de 2011 eu queria mais heavy metal. Então, comecei a trabalhar com a Rock n’ Growl Management e com Axel Wiesenauer e decidimos criar uma banda em torno dos meus vocais. Procuramos, então os músicos certos e um nome de banda. Raven Lord pareceu-nos bem e o nome da banda nasceu a 23 de março de 2011. E, a propósito, já estamos a comemorar dois anos de Raven Lord. Temos uma agradável surpresa e presentes para todos os nossos fãs que gostam da nossa música. Portanto, quando chegou a altura de construir a banda e juntar os membros escolhemos o poderoso norte-americano Joe Stump como nosso guitarrista. George Karafotis, o nosso mais elemento novo vem da Grécia e toca guitarra ritmo. Jamie Mallender é o nosso baixista e é originário de Sheffield no Reino Unido. Alessandro Duo é de Itália e toca teclados. Recentemente juntou-se a nós outro nobre senhor de Derby, Inglaterra. É Rich Smith e toca bateria. Eu próprio sou Húngaro-croata, mas cresci na Suíça e mais tarde em Los Angeles. Mais tarde mudei-me para a Europa e agora vivo em Espanha.
 
E por que um projeto multinacional?
Eu gosto da ideia de influências de vários países. Além disso, os músicos poderão dar entrevistas em diferentes línguas e tornar as coisas mais interessantes. O que eu não quero é que todos os elementos sejam da mesma cidade. Isso teria sido chato. Os músicos escandinavos tocam metal de maneira diferente dos italianos. Eu queria derreter os dois num único pedaço brilhante de heavy metal, Raven Lord.
 
E como é o trabalho com elementos espalhados pelos quatro cantos do mundo? É fácil?
É fácil graças a servidores FTP, Internet, videoconferência, e-mails. Podemos trabalhar as coisas ao nosso próprio ritmo. Se as coisas eram discutidas ainda podemos fazer isso. Tivemos horas e horas de tempo de videoconferência gasto neste disco. E funciona muito bem. Quando o disco ficou gravado mandamo-lo para o nosso produtor em Gotemburgo Fredrik Nordström para fazer a mistura e esta uma vez feita enviamos para a masterização para Los Angeles com Maor Appelbaum.
 
Por falar em Fredrik Nordstrom, que papel desempenhou ele na sonoridade final de Raven Lord?
Fredrik Nordstrom fez um trabalho fantástico na mistura deste disco. E no próximo trabalho quero envolvê-lo de novo na gravação e mistura. No que diz respeito a produção sei muito bem como quero que Raven Lord soe mas mais uma vez, se o orçamento permitir, não me importaria de ter como produtor um peso pesado como Fredrik envolvido no segundo álbum dos Raven Lord.
 
Alguma vez se reuniram para trabalhar juntos? Como decorreu?
A nossa temporada deste ano começa por volta de 07 de junho. Isto é quando nos reunimos pela primeira vez para preparar as nossas participações nos festivais de verão. Vamo-nos encontrar aqui na ilha de Maiorca, onde podemos trabalhar e ensaiar durante um período de duas semanas. Uma semana depois, por volta de 15 de junho temos o nosso primeiro espetáculo aqui para apresentação da banda. Em seguida, a 22 de junho vamos voar para a Bélgica para tocar no R-Mine Metalfest 2013. Depois, vamos para o norte para a Holanda fazer alguns shows no P3, Purmerend, The Mix em Uithoorn, De Ijsbreker em Leusden e outros espetáculos serão adicionados.
 
Então posso depreender que, independentemente terem todos os membros espalhados por todo o mundo e com bandas pessoais, será possível haver uma tournée com Raven Lord?
Absolutamente! Após os espetáculos de verão que estão planeados, devemos estar prontos para uma tournée pelos Estados Unidos/Reino Unido, que já está em planeamento, para outubro de 2013. Fica atento ao nosso site para ver se tocamos num local perto de ti.
 
Descent To The Underworld é a vossa estreia. É este o álbum que sempre pensaste criar?
Curiosamente fizemos este disco apenas para começarmos com algo na mão. A minha ideia era fazer um disco com algumas boas músicas que pudessem funcionar nos espetáculos ao vivo. Sabíamos que precisávamos de um veículo para os promotores, nomeadamente um CD. Mas nunca imaginei ter um impacto tão grande com este disco de estreia dos Raven Lord. O disco foi gravado com um orçamento muito pequeno. Imagina o que somos capazes de fazer, agora que assinamos Mausoleum Records um acordo para dois álbuns.
 
Para este projeto houve uma forte aposta em termos multimédia. Por exemplo, criaram a Raven Lord TV. Podes falar um pouco sobre isso? Como surgiu a ideia e que objetivos tinham?
Sim, o multimédia é excelente e é totalmente trabalhando por nós. A Raven Lord TV começou como apresentação dos músicos. É algo que os fãs podem seguir e procurar. Também a apresentação dos músicos e filosofia do nosso trabalho poderia ser mostrado em vídeo podcasts deles. A presença no Facebook, MySpace, Soundcloud também é importante, os fãs podem ouvir o nosso progresso e ser uma parte do nosso processo de criação. É como se eles fizessem parte da família Raven Lord. Agora conhecemos e cumprimentamos os fãs, eles sabem quem somos e podemos interagir com mais facilidade.
 
Como têm sido as reacções? Surpreendidos ou não?
Muito positivas em todo o Mundo! Do que li não houve uma má review. Claro que houve críticas em coisas pequenas, mas estamos também de acordo com elas, na maioria dos casos. Vamos tentar fazer melhor as coisas melhor no próximo disco, pois isso está relacionado com o orçamento disponível. Como expliquei numa questão anterior, nunca esperei tanto interesse em Raven Lord somente algumas semanas depois do lançamento do álbum. Sim, podes dizer que estamos positivamente surpreendidos (risos).
 
Já não estás nos Killing Machine, pois não? Alguma novidade deles?
Deixei os Killing Machine por volta de fevereiro de 2011. Falei com Peter Scheithauer apenas há dias e ele está a concentrar-se noutros projetos. Por isso, não sei em que estado eles estão agora.
 
A terminar, queres deixar alguma mensagem para os vossos fãs e para os nossos leitores?
Muito obrigado por esta grande entrevista e pela tua review. Obrigado pelos leitores, fãs e simpatizantes aí fora. Venham ver-nos tocar num local perto de vocês.

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