sexta-feira, 19 de abril de 2013

Entrevista: Kingcrow


Continuando a sua evolução que os tem levado do metal ao prog rock, In Crescendo é já a quarta proposta dos Kingcrow. Ainda antes de embarcarem para uma aventura americana na companhia dos Pain Of Salvation, Diego Caffola, guitarrista, compositor e produtor dos transalpinos falou a Via Nocturna.
 
Viva Diego, obrigado por aceitares responder a Via Nocturna. Antes de mais, obrigado pelo vosso excelente trabalho. A primeira questão é: três anos de silêncio desde Phlegeton. O que fizeram durante esse tempo?
Obrigado! Bem, nós estivemos muito ocupados entre os dois álbuns. Andámos duas vezes em tournée pela Europa, primeiro com os Redemption e depois com Jon Oliva. Entretanto escrevemos e gravámos In Crescendo e voamos para os EUA para o ProgPower USA. Também mudei o meu estúdio para outro lugar. Foi, portanto, uma altura de muito trabalho.
 
In Crescendo é outro álbum conceptual, certo? Qual é a principal temática abordada?
Sim, In Crescendo é um disco conceptual. Não é uma história, mas uma coleção de diferentes temas relacionados com o tema principal do álbum que é o fim da juventude. Acho que é muito interessante para nós falar sobre isso porque estamos todos na casa dos 30 que é uma idade em que se sente, atualmente e na nossa sociedade, que se entrou na idade adulta.
 
E porque In Crescendo? Algum significado especial?
Sim, a palavra Crescendo em italiano tem um duplo significado. Um deles é o crescendo musical, do piano para o forte mas também significa "crescer". Para mim, parecia ser a palavra perfeita para este disco porque os crescendos são uma parte relevante de nossa composição, além de que o tema principal do disco corresponde ao outro significado. Todos gostaram e escolhemo-lo.
 
Houve alguma alteração relevante no processo de escrita ou de gravação desta vez, ou não?
Não. Foi o mesmo do registo anterior. Preparei as demos de pré-produção no meu estúdio e depois finalizamos os arranjos juntos durante a sessão de gravação. Portanto, não houve mudança no processo tirando o fato de que In Crescendo foi escrito e produzido em metade do tempo que tinha sido necessário para Phlegetone.
 
Originalmente os Kingcrow eram puramente metal mas agora incluem outras influências. Esta é uma análise correcta da vossa evolução enquanto banda?
Sim, é. Quer dizer, as influências prog sempre lá estiveram, mas estavam menos proeminentes e amplas, se me faço entender. Basicamente, no nosso primeiro período éramos uma banda de metal clássico, com influências do progrock dos anos 70. Nos últimos dois álbuns incorporamos uma série de influências, não só da área de prog, de modo que o som em geral é mais complexo e com mais camadas. Não me refiro a complexidade técnica, mas a complexidade de som e arranjos.
 
In Crescendo tem tido excelentes comentários. Esperavam isso?
Honestamente não. Quando terminamos as sessões de composição, tinha a certeza que era um álbum sólido, mas as reviews têm sido incríveis. Elas superaram as minhas expectativas, até porque In Crescendo é um pouco diferente do Phlegetone e nunca se sabe como as pessoas irão reagir a mudanças.
 
Estão prestes a começar uma tournée norte-americana com os Pain Of Salvation. Como está o ambiente?
A tournée vai começar dentro duas semanas. No primeiro show, em Atlanta, seremos cabeças de cartaz e só depois nos juntaremos aos Pain Of Salvation para o resto da tournée. Estamos muito animados por voltar a tocar na América do Norte e por poder tocar as músicas novas ao vivo!
 
Depois da tournée, quais serão os próximos passos para os Kingcrow?
Depois da tournée na América do Norte, acho que vamos passar algum tempo em tournée na Europa e, depois, o próximo inverno iremos começar a pensar num novo álbum. Mas também quero terminar o novo estúdio antes de começar a trabalhar no novo álbum.
 
Ainda te lembras dos tempos de Earth Shaker?
Sim, claro! Foi um período muito engraçado, tocar apenas pelo puro prazer. Lembro-me claramente desses dias e o que me lembro é que eu já era obcecado com a música. Foi também nessa altura em que comecei a experimentar fazer composições, arranjos e técnicas de gravação. Também construir eu próprio o meu primeiro amplificador de guitarra (e ainda o tenho, apesar de já não o usar). Toda a minha vida gravitou em torno da música e tive a sorte de compartilhar esses dias com o meu irmão.
 
A terminar, há mais alguma coisa que queiras acrescentar que não tenha sido abordado na entrevista?
Só quero dizer obrigado a ti e aos nossos fãs. Venham ver-nos em tournée e, se não conhecem a nossa música, deem uma escutadela em In Crescendo!

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