sexta-feira, 31 de maio de 2013

Entrevista: Sugarman

Tem uma vasta experiência de estrada. Já tocou em bandas country e folk. Está há dez anos com os 500 Miles To Memphis. E tem o segundo álbum do seu próprio projeto. O seu nome: Noah Sugarman. Artista de americana. O seu novo disco: After The Blackout. Fomos conhecer um pouco melhor este artista e as motivações para a criação de um disco tão pessoal.
 
Viva Noah! Obrigado por disponibilizares algum do teu tempo respondendo a Via Nocturna. Antes de mais podes falar um pouco deste teu projeto e quais são as tuas principais influências?
Bem, a música do novo álbum é uma coleção de memórias dos últimos anos da minha vida. No que diz respeito a influências, todas. O clima, o meu humor, as situações maradas em que eu entrei. Para citar alguns músicos, os Beatles, James Brown e Soul Coughing.
 
After The Blackout é o teu segundo álbum. De que forma é diferente quando comparado com a tua estreia?
A maneira de o fazer. After The Blackout é diferente porque o construí eu. No primeiro álbum, Art Of Starting A Fire, tive a sorte de trabalhar com o produtor Bruce Witkin dos The Kids. Tivemo-lo a ele e a alguns músicos de estúdio surpreendentes. Eu tocava e cantava minhas peças e, depois, dava um passo atrás, calava-se e escutava. Eu aprendi muito sobre a construção de músicas com eles. Quando eu decidi produzir eu próprio o novo álbum realmente fui capaz de aplicar o que tinha aprendido na supervisão do projeto com a grande ajuda do Bill Halverson.
 
O press release refere que este é um álbum que reflete o teu coração e alma. É um álbum muito pessoal, então. O que pretendias transmitir?
Mais do que um álbum pessoal, eu diria que as minhas músicas são pessoais. O primeiro álbum também era é pessoal. Todas as letras significam algo para mim, mas o meu objetivo é evocar emoções pessoais para o ouvinte. Tornar as coisas um pouco vagas para que alguém as possa aplicar na sua própria vida. Quase tudo está ligado de alguma maneira. As pessoas em geral têm muito em comum.
 
Foi por isso que tocaste a maioria dos instrumentos?
Eu toquei a maioria dos instrumentos porque posso. (risos) Pelo menos acredito que seja o caso.
 
Mas também tiveste vários convidados. Como se processou a sua seleção?
Sim, tenho convidados. É divertido ter convidados. São alguns dos meus mais queridos e mais talentosos amigos que convidei para gravar este disco. Alguns dos dias mais memoráveis ​​e alegres no laboratório foram os dias em que os meus amigos vieram para gravar. A outra coisa incrível de ter o registo de amigos no teu álbum é o facto de se sentirem obrigados a fazê-lo gratuitamente.
 
E por que, um título como After The Blackout?
Bem, isso provavelmente significa algo um pouco mais profundo e mais obscuro, mas por algum motivo para este álbum escrevi algo apocalíptico sobre o fim do mundo. Então imagino, After The Blackout como um início. Após o grande desastre os sobreviventes saem e reconstroem. É uma história de sobrevivência.
 
Após o lançamento do álbum tiveste a oportunidade de andar em tournée extensivamente pelos EUA. Que memórias guardas desse período?
Andar em tournée é uma explosão. Tudo gira a respeito das pessoas com quem viajamos e as que se encontram na estrada. Adoro os meus companheiros de banda que são divertidos. Também tenho amigos muito queridos em cidades que conheci na minha jornada musical e quero manter um contato próximo com eles e vê-los quando voltar a tocar nas suas cidades. Posso-te contar a quarta melhor história da tournée: nós estávamos numa pequena cidade costeira e encontramos algumas dessas pessoas. Convidaram-nos para voltar mais tarde, depois do espetáculo a um parque aquático que era da sua família. E lá andamos nós, as 4:30 horas andando em slides. Foi incrível! Muito divertido. Na verdade não os vi nem antes nem depois. E isto foi, pelo menos, há seis anos atrás.
 
Para este álbum já lançaram o vídeo de Ladders. Porque escolheram este tema em particular?
Nós escolhemos Ladders como single e decidimos gravar um vídeo. É um tema curto e cativante. Mantive-o propositadamente muito curto para isso.
 
E no vídeo estiveram fortemente envolvidos. Qual foi o teu papel?
Para o vídeo, eu tenho que dar os créditos a quem os créditos são devidos. Ao realizador Casey Shelton. Ele é um amigo e um verdadeiro artista na sua área. Ele queria homenagear, Fred Astaire e o número de dança da sala giratória. Era ambicioso como o inferno para nós, mas fizemo-lo. A minha equipa e eu construímos todo o conjunto a partir do zero. Isso levou cerca de três semanas. Também aprender e praticar a dança que executamos no vídeo. OBRIGADO Elizabeth! Depois filmamos durante 23 horas seguidas. Ali não há efeitos de computador. Para não entrar em grandes detalhes... viramos o quarto que construímos num espeto gigante e dançamos nele.
 
Já tocaste baixo numa banda country e bateria numa banda folk. Ainda tens alguma ligação com esses projetos?
Nada, para além de ainda sermos amigos e de ser um fã desses grupos.
 
E a respeito de 500 Miles To Memphis? Tocaste com eles nos dois últimos álbuns. Há alguma coisa de novo sobre eles?
Toquei com os 500 Miles to Memphis durante 10 anos. E tenho 10 anos cheios de histórias. Eles são mais do que irmãos para mim. Uns anos antes tocámos 250 dias por ano viajando juntos. A banda está atualmente a gravar o quarto álbum de estúdio. A maioria dos membros 500 Miles To Memphis toca no meu novo disco e o baterista Kevin Hogle é também o meu baterista na tournée. Fora dos 500, eles apoiam muito os meus esforços. E também uma banda de rock. Adoro-os!
 
E a teu respeito, projetos para o futuro mais próximo?
Para mim, continuar a tournée. Tenho que o fazer, está no meu sangue. Tenho andado em tournée durante uma década e agora é tarde para mudar. Também já comecei a escrever um novo álbum. Na realidade, gostaria de lançar outro rapidamente, esperamos que no próximo ano.
 
Obrigado e a terminar, queres dizer algo mais aos nossos leitores?
Amai-vos uns aos outros, ou pelo menos tentem.

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