sexta-feira, 14 de junho de 2013

Entrevista: Dapunksportif

Oriundos de Peniche o duo que dá pelo nome de Dapunksportif atinge o seu terceiro trabalho com Fast Changing World. Num mundo, realmente, em mudanças muito aceleradas, a evolução da banda também é uma constante e este novo registo, datado de 2012, vem demonstrar a maturidade musical da banda, como se depreende desta conversa com o duo.
 
Olá! Obrigado por esta pequena entrevista. Tudo bem com os Dapunksportif? Fast Changing World, o vosso terceiro trabalho, saiu em 2012. O que mudou em relação à criação dos dois primeiros trabalhos?
Não houve grandes mudanças ao modo como costumamos trabalhar cada disco: várias sessões de criação do “esqueleto” musical pela noite dentro, no meio do campo, no nosso estúdio no concelho de Peniche. Quanto à atual conjetura económica e social é que as mudanças foram e são constantes, o que não nos deixa indiferentes aos efeitos secundários a que estamos humanamente sujeitos e o quanto nos influenciam, no modo de criar canções bem como, nas suas temáticas.
 
Em termos de criação, vocês continuam a trabalhar basicamente os dois, certo?
Dois nos esboços (riffs/beats/temátcas/ideias - João Guincho e Paulo Franco) e três na produção/execução - Marco Jung, Paulo Franco e João Guincho. De seguida, vêem os bateristas convidados.
 
Quando surge o conceito de “grupo”? Isto é, quem depois vai gravar os discos convosco tem espaço para adicionar o seu toque pessoal ou para alterar alguma coisa?
O molde musical já está delineado depois cada baterista dá o seu “batimento” pessoal, por forma a “encher” ritmicamente o espaço para tal deixado.
 

Daí a participação de diversos bateristas. Houve algum motivo especial para terem tomado essa opção?
Vem na continuidade do que temos feito: no primeiro trabalho, de 2006 Ready!Set!Go! - foram três bateristas convidados; no segundo, de 2008 Electro Tube Riot - foram quatro e agora seis, no Fast Changing World. Como na génese da banda, não tínhamos baterista, optámos por na parte da criação, ter sempre bateristas convidados.
 
 
E, já agora, mais alguém vos acompanhou para além desse conjunto de bateristas?
Os convidados cingiram-se apenas aos bateristas. Gostaríamos no próximo de ter alguém para teclas, com o espírito de John Lord (Deep Purple) na ponta dos dedos e do Ray Manzarek no lado mais psicadélico.
 
Como têm sido as reações ao álbum quer por parte do público como da imprensa?
Têm sido bastante positivas e encorajadoras. Não é fácil fazeres este estilo musical sem seres constantemente comparado com grandes bandas, apesar da escala das produções ser largamente diferente. Temos conseguido e pensamos ter atingido uma maturidade musical que nos permite dizer, que não ficamos atrás do que lá fora se faz.
 
Tiveram oportunidade de promover ao vivo o vosso disco?
Sim, por um circuito mais pequeno de pequenos clubes. Foram cerca de quinze datas um pouco por todo o pais. Falta-nos um grande festival!
 
Para além dos Dapunksportif, participam em mais algum projeto?
Sim. Os Dias de Raiva, Lena d´Água & Rock n Roll Station e Ladrões do Tempo. Temos também uma banda já com 11 anos de tributo a Ramones, de nome Ramonada.
 
Uma coisa curiosa é o vosso nome. Uma estranha mistura entre punk e o mundo desportivo. De que forma surgiu? E tem algum significado especial?
Nascemos na altura do Punk, calçámos sapatilhas Le Coq Sporif em putos com as quais jogávamos basquetebol e futebol nas ruas, então com pouco tráfego. Gostamos de suar e groovar em palco, é o nosso ginásio.
 
Quais são os principais projetos em mente para o futuro mais próximo dos Dapunksportif?
Continuar a promover o novo disco em palco e a difundir o nosso Rock com autenticidade, bem como, começar a gravar novas malhas ainda este verão, para preparar o novo disco para 2014. Saltar as fronteiras e ir à luta!
 
A terminar querem acrescentar algo mais para os nossos leitores?
Oiçam o nosso som e se puderem assistir ao vivo será melhor ainda! Apoiem as bandas nacionais e sejam felizes!!!

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