segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Entrevista: Until Rain

Não é muito vulgar a Escape editar trabalhos dentro do género progressivo, mas percebe-se o porque da aposta nestes gregos Until Rain e no seu trabalho Anthem To Creation. O guitarrista Theodore Amaxopoulos acedeu a falar-nos do seu grupo e deste seu novo trabalho.
 
Olá Theo, tudo bem? Obrigado por despenderes algum do teu tempo a responder a Via Nocturna. Para começar podes apresentar os Until Rain aos fãs portugueses?
Antes de mais, gostaria de dizer olá, é uma grande honra para nós. Until Rain é uma banda de metal progressivo de Thessaloniki-Grécia, formada em 2004. Na verdade, somos 5 elementos que amam a música e isso é tudo. Três de nós vivem na Grécia e os outros dois residem em Londres.
 
Podes falar um pouco da vossa história até agora?
Como disse antes, a banda foi formada em 2004. Nessa altura, Lefteris, Alex e o nosso ex-baixista começaram a banda com um nome diferente (Delirium). Na altura tinham apenas 14 anos de idade e, como podes imaginar, as coisas mudaram desde aquele dia. Eu juntei-me à banda em 2005, tornando-se um line-up completo pela primeira vez, começando a ensaiar covers e a descobrir o nosso som. Em 2009, lançámos a nossa estreia, o álbum conceptual intitulado The Reign Of Dreams. O line up ficou definido quando Yannis e Bill se juntaram à nossa família em 2010. Foi com o novo line-up que lançámos nosso EP anterior Pandemic e agora, Anthem To Creation.
 
Pelo que me é dado ouvir, sobre este vosso novo disco, Anthem Of Creation, a classificação de progressivo parece-me redutora, não concordas?
Acredito que sim. Mas na verdade o termo progressivo é para todos os estilos diferentes. É tudo sobre a liberdade e desenvolvimento da composição. Nós não queremos adicionar um rótulo à nossa música, mas agora é, pelo menos, necessário. Caso contrário, podes perder-te no meio da multidão.
 
Como as influências de folk grego ou art-rock aparecem na vossa música?
Acho que essa questão tem de ser respondida pelos ouvintes. Tentamos compor a nossa música da forma que soe bem aos nossos ouvidos e, claro, para exteriorizar as nossas emoções. Os resultados decorrentes são na maioria das vezes uma surpresa para nós!

Quais as principais diferenças que podes apontar entre este álbum e os anteriores?
Este é o nosso melhor álbum até agora, na minha opinião. Agora estamos mais conscientes de nós mesmos e tentamos expressar para o público as nossas emoções e as nossas atuais crenças. Claro que o som de Anthem To Creation é mais pesado do que o dos nossos lançamentos anteriores e usamos toda a nossa energia para com este álbum conseguirmos dar um passo em frente. Mas é claro que amamos cada álbum que fizemos até agora.
 
As palavras de Khalil Turk poderão aumentar as expectativas. Estão prontos para isso?
Sim, estamos prontos! Palavras elogiosas de tais pessoas sempre ajudam a dar um impulso para tentar mais e atingir o sonho! Mas, como sempre, mantemos as nossas esperanças no alto mas as nossas cabeças baixas.
 
A propósito, quando chegaram à Escape Music? Quando assinaram com a editora já tinham o álbum completamente pronto ou não?
Nós assinamos com a Escape Music pouco antes do verão de 2013, e sim, o álbum estava pronto (misturado e masterizado) um par de meses antes de termos assinado pela Escape.
 
Já têm algum vídeo e/ou single para promover Anthem To Creation?
Não temos um single (na forma convencional do termo), mas temos promovido o tema My Own Blood através de um lyric video e poderemos ter um outro vídeo dentro de alguns dias!
 
E sobre alguma tournée: alguma coisa programada?
Embora não possa revelar muito sobre isso, estamos a caminho de uma tournée pela Europa nas últimas 2 semanas de novembro de 2013!
 
Alguns de vocês são membros de outras bandas. Podes falar um pouco de como vão os trabalhos nessas bandas?
Yannis (o nosso vocalista) de momento está a fazer um ótimo trabalho com os Wardrum. Têm bastantes espetáculos e também um novo disco! Os restantes trabalham como músicos de sessão, mas não com músicas originais.
 
A terminar, queres acrescentar algo mais que não tenha sido abordado nesta entrevista?
Gostaríamos de destacar a participação de Jens Bogren na mistura e masterização deste álbum. Ele fez um grande trabalho de fazer sair o som que queríamos e de fazer deste álbum um álbum com atitude!

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