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Entrevista: Robin Beck

Aí está o regresso de uma das mais importantes vozes do rock: Robin Beck. E Underneath é, definitivamente, um bom disco para regressar da melhor forma à ribalta, juntamente com os seus comparsas de sempre (Tommy Denander e James Christian), e agora com outros coescritores. Numa interessante entrevista a simpática diva do rock não se coibiu de falar do passado, do presente, da importância da família e… claro de Underneath!

Olá Robin, é um prazer poder fazer esta entrevista, parabéns pelo novo álbum e obrigado por despenderes algum do teu tempo com Via Nocturna! Underneath é um grande regresso! Como te sentes?
Na realidade, estou muito satisfeita com Underneath. É numa espécie de libertação fazer algumas músicas completamente fora do caminho já percorrido. É ótimo ouvir e apreciar o trabalho sem questões. Nada de mudar por sentir-se estranho... É muito de mim e quem me conhece sabe que estou sempre a divertir-me com a música.

Existe algum significado especial para Underneath?
No álbum não há nenhum significado deliberado ou forçado. As músicas representam uma pulsação universal. Seja hard rock ou suave, sinto que as músicas atingem a maioria das pessoas com uma nota de ressonância.

Desta vez, ampliaste a tua equipa de escritores? Quem trabalhou contigo na criação de Underneath?
As músicas que eu não escrevi foram escolhidas a dedo por mim. Claro que procuro sempre a aprovação do meu produtor (o meu marido James Christian), mas no fim... ele é o único que produz e traz à vida as canções para que possa rockar ou emocionar-me numa performance. E ele torna possível que me emocione... e este é o elemento mais importante no processo de criação. Os compositores desde os Crush Boys até aos grandes House Of Lords, Jimi Bell, Bj Zampa passando pelos clássicos Fiona e Glen Burtnick foram a cereja no topo do bolo... Isso com os temas escritos por Tommy, James e por mim própria, ficamos com um conjunto fantástico.

E a colaboração da tua família foi também alargada (risos)! Além do teu marido, também está a tua filha...
Yep! Isso é uma vantagem! Liv tem o mesmo tom que eu e a força de 10 países pequenos na voz! Nascida sobre Solid Rock! É melhor afastar-me mas permito-me alguns direitos de me gabar aqui.

Falando do teu marido, como surgiu a ideia para o dueto em Burning Me Down? E, permite-me que diga, o resultado é soberbo!
Obrigado! James e eu estamos sempre à procura de maneiras de compartilhar o que amamos. Cantando juntos é outra maneira de expressar o que nós fazemos enquanto equipa e também como artistas. Nós dois sentimo-nos interagir quando cantamos juntos. É uma história de amor que ainda está a ganhar forma, depois de todos esses anos.

Como vês este novo álbum na evolução da tua carreira? Isto é, em comparação com os teus trabalhos anteriores?
Definitivamente, no meu ponto de vista é um álbum de regresso. Quero que tenha um lugar de destaque na minha história musical. Vejo que posso ampliar o meu público e, ao mesmo tempo, levar-me de volta às minhas raízes. Eu sou muito mimada no sentido que os meus fãs são muito verdadeiros para mim e dão-me espaço de manobra... Eles conhecem-me, e não me seguram, antes me apoiam. Vejo-me a reacender velhas chamas com Underneath.

Recentemente tiveste a oportunidade de cantar alguns shows na Suécia com dois "monstros sagrados", Joe Lynn Turner e Bobby Kimball. Como foi essa experiência?
Foi muito reconfortante tê-los ao meu lado. Das mais fantásticas e talentosas pessoas que conheço. Estou muito grata pela oportunidade de estar com velhos e novos amigos. Joe Lynn e eu regressamos ao início dos anos 80, por isso foi um sentimento de família com tanto amor que é difícil de expressar. Bobby é simplesmente um dos mais verdadeiros e talentosos artistas com quem já tive o prazer de trabalhar. Tive a sorte de ficar ao lado dele num velho piano de cauda, enquanto ele me fazia uma serenata com alguns grandes blues do seu próprio projeto.

Outra excelente experiência deve ter sido a tua colaboração com Saracen no álbum Marylin. Como vivenciaste essa experiência?
Esse foi um grande álbum e com muita diversão. Particularmente gosto da versão de Feel Like Going Home. A oportunidade de rasgar algumas almas duras com um sentimental blues.

Já tens algum videoclip para Underneath?
Ainda não. Temos um EPK fora, mas é principalmente para a promoção com algumas sinopses pessoais minhas. Já há algo na minha mente e estou esperançada que tomaremos uma decisão em breve.

Agora que tenho a oportunidade, podemos regressar um pouco ao passado? Tu nascente em Brooklyn. Será que, de alguma forma, isso influenciou o teu trajeto no rock?
Bem... O meu pai era cantor e foi aí que tudo começou... Os meus amigos, na sua maioria, estavam em bandas e isso fez com que eu saísse e cantasse. Tive alguns amigos e meu irmão Peter, que me incentivaram a cantar e o resto é um caminho muito longo e sinuoso, que me leva à porta “Paul McCartney” e à resposta a esta pergunta (risos). Portanto, muitas pessoas na minha vida são responsáveis ​​por me terem apoiado e me terem ajudado em palco. Deus abençoe cada um deles. Especialmente vocês, Guy Marshall e Alex London.

Quais foram as tuas primeiras influências?
Tive tantas influências… Mas citaria alguns nomes doces, e isso não significa omitir ninguém, mas a lista seria muito longa... Assim, tenho que referir, Stevie Nicks , Janis Joplin, Chaka Kahn, Joe Coker e Aerosmith, juntamente com os Beatles e os Supremes.

Tinhas apenas 17 anos quando cantaste na primeira banda de rock. Ainda te lembras dos teus sentimentos nessa altura momento? Ainda te lembras do teu primeiro hit?
Eu estava ansiosa para subir ao palco pela primeira vez. Sem medo! Estava pronta para o rock! E estava muito segura de mim mesmo. Na realidade, nunca tive noção do que estava a acontecer; eu fiz isso de uma forma natural para mim. Nunca irei esquecer o meu primeiro sucesso com First Time e toda a glória envolvente!

E quando decidiste avançar em próprio nome? Foi um risco calculado ou não?
Não!

A certa altura da tua carreira, resolveste fazer uma pausa. Foi uma pausa causada pela família ou foi essa pausa que te fez construir uma família?
O objetivo era construir uma família... O amor e o casamento era algo que estava no topo da minha lista de coisas para fazer. E foi a melhor decisão que já tomei na minha vida. Tenho ouro puro em tudo o que me rodeia.

E até hoje a família tem sido muito importante na tua carreira?
É ótimo que o meu marido também seja também o meu produtor. Ele torna-se sopa música... uma grande receita de família onde cada um deve tentar pelo menos uma vez . A minha filha é tutta crema no topo.

De regresso aos dias de hoje, com um novo álbum, tens alguma tournée programada?
Estamos a apontar para fevereiro/março de 2014 para uma tournée pela Europa.

A terminar, queres dizer algo mais aos nossos leitores e aos teus fãs?

Obrigado a todos os meus fãs e aos leitores desta entrevista maravilhosa e muito bem pensada. Por favor, fiquem comigo e sintonizem no meu site www.robinbeckrocks.com e no facebook... Adoraria vê-los lá. Amor para todos.

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