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Entrevista: Civil War

Quando quatro elementos saem de uma banda de uma assentada isso é significativo. Felizmente, neste caso, os quatro ex-Sabaton resolveram continuar juntos apenas recrutando um vocalista e um baixista. O resultado é Civil War com uma soberba estreia, The Killer Angels. De tal forma soberba que já atingiram a marca de ouro na Suécia por vendas acima dos 20.000 exemplares. Digno de registo na época que corremos.  Um dos membros dissidentes dos Sabaton e, naturalmente fundadores dos Civil War, o teclista Daniel Mÿhr, acedeu a falar a Via Nocturna da forma como surgiu esta nova entidade e os seus objectivos.

Olá Mÿhr, é um prazer poder conversar contigo e obrigado pelo teu tempo. Diz-me uma coisa: quando e porque nasceu este projeto?
Nasceu logo depois de termos saído dos Sabaton. Sentámo-nos e conversámos sobre o que fazer. Tivemos vários pensamentos sobre o que fazer e uma nova banda era um deles. Tudo o que precisávamos era de um cantor e um baixista e arranjamos essas duas peças em faltam muito rapidamente. O resto é história, por assim dizer.

Podemos considerar os Civil War como um supergrupo?
Acho que não. Pelo menos nós não pensamos isso de nós mesmos. Somos apenas seis elementos que fazem o que gostam de fazer. Pelo menos isso é ótimo para nós. Se outros nos consideram super... Isso cabe a eles.

Com quatro membros ex-Sabaton qual é a diferença entre Civil War e Sabbaton. Não têm receio de serem considerados como os Sabaton versão 2?
Para começar, existem diferenças na música. Temos vocais diferentes e um baixista bem diferente. Mas não, nunca tivemos medo de ser chamados Sabaton 2 ou outra coisa. Sabíamos que ao princípio as pessoas iriam fazer essa comparação de qualquer maneira. Mas agora que o álbum saiu acho que as pessoas perceberam.

Mas a que se deveu essa saída em massa dos Sabaton?
Todos nós tivemos várias razões para isso. Não posso falar pelos outros, mas senti-me totalmente desmotivado quando vi os outros saírem. Para mim os Sabaton já não eram os mesmos Sabaton. Por isso peguei nas minhas coisas e fui-me embora.

A propósito do nascimento de The Killer Angels, como decorreu o processo?
Na realidade, não há muito a dizer a esse respeito. Escrevemos músicas, discutimos arranjos e depois gravamos. Sinceramente, não posso dizer que tenha sido diferente de outras gravações. Embora a maior parte do álbum tenha sido gravado no meu quarto/sala de estar, exceto a bateria. Nesse aspeto é uma gravação caseira.

Ainda antes deste álbum lançaram 4 singles e um EP. Assim, de alguma forma o sucesso de The Killer Angels já era esperado ou não?
Não, não era esperado. Para se tornar um sucesso, as pessoas também têm que gostar da música. E isso é algo que nós não podemos decidir.

No EP fizeram uma cover de um tema de Nelly Furtado (Say It Right), o que pode parecer um pouco estranho…
Não acho que seja estranho de todo. Simplesmente é uma grande música. E foi por isso que fizemos uma versão dela. Quando fizemos o EP decidimos que iríamos colocar 4 temas originais e uma cover. E quando a editora perguntou qual era a versão fui buscar a Say It Right porque já tinha feito algumas pequenas versões caseiras antes. Embora no EP soe de maneira diferente.

Algumas das canções deste disco têm quase um ano de vida. Suponho que já estejam a trabalhar em novo material. O que podemos esperar?
Sim, já estamos a trabalhar em novo material. E realmente não te posso dizer o que esperar dele, uma vez que nós próprios não temos ideia. É um processo em crescimento e são precisas pequenas voltas. Mas espero que haja muita variação, uma vez que não nos cingimos totalmente a um tipo de metal. Tendemos a variar entre o power metal dos anos 90 e coisas ligeiramente thrashy.

Recentemente, The Killer Angels atingiu o estatudo de Disco de Ouro por ter vendido mais de 20.000 cópias na Suécia. Como se sentem e como vês essa situação numa época em que as vendas são sempre baixas?
Sentimo-nos muito bem. Tivemos uma grande promoção e o interesse das pessoas foi muito elevado. Mas realmente não esperávamos atingir a marca de Ouro. Mas quando se trata do público do metal isso é muito bom, realmente, uma vez que parecem mais ansiosos para conseguir os álbuns mais do que em outros géneros.

Achas que este sucesso poderá aumentar a pressão na banda para o próximo trabalho? Estão prontos para lidar com isso?
Com certeza que nos trará uma pressão extra. E se estamos prontos para lidar com isso vamos ver. Mas de momento não sentimos qualquer pressão. Vamos apenas continuar a fazer o que gostamos e espero que as pessoas continuem a gostar do que fazemos.

No campo promocional têm algum vídeo para The Killer Angels?
Lançámos um pequeno vídeo amador alguns dias atrás com material filmado nos festivais que fizemos neste verão. Não é nada espetacular ou algo assim, mas é suficientemente bom, diria.

E a respeito de tours? Como está a vossa agenda para os próximos tempos?
De momento estamos concentrados na composição. Mas teremos alguns shows no inverno. Só fizemos alguns festivais durante o verão para que nos pudéssemos concentrar um pouco nas nossas vidas privadas. Mas, para o início de 2014 nós planeamos uma tournée fora do continente. E vamos ter mais festivais durante o próximo verão. Veremos o que acontece, a planificação ainda está em aberto.


Mais uma vez obrigado e dava-te a oportunidade de dizer mais alguma coisa para os nossos leitores, ou para os vossos fãs...

Espero ver-vos a todos na estrada em algum lugar! Vocês trazem o bom humor e nós o metal!

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