segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Entrevista: Famous Underground

Nick Walsh não é um nome de todo desconhecido dos meandros metálicos. Desde os anos 90 que os seus coletivos têm tido alguma visibilidade. Primeiro com os Slik Toxik e depois com os Revolver. Agora, com a sua companheira de sempre Laurie-Ann, Walsh está de regresso com os Famous Underground, projeto que recupera a sua veia old school e a atualiza para um som contemporâneo. Vejamos como nas palavras do próprio Nick Walsh.

Olá Nick e obrigado pelo teu tempo com Via Nocturna. Para começar, podes apresentar os Famous Undergroud aos metaleiros portugueses?
Bem... Famous Underground é a minha nova banda de Toronto, Canadá. E é correto afirmar que são um híbrido de Hard Rock e Metal tradicional com um toque de modernidade.

Permite-me recordar o final dos anos 90: o que aconteceu para terminares com a tua banda Slik Toxik ?
Os Slik Toxik foram vítimas da era grunge que chegou e retirou todas as grandes marcas do rock. Além disso, depois de passar muitos anos juntos a partir de uma idade muito jovem, todos nós crescemos e separamo-nos. É muito difícil estar casado com tantas pessoas ao mesmo tempo (risos)!

Chegaram a vencer um Juno Award em 1993. Que lembranças manténs desses tempos?
Quando és premiado pelos teus pares e pela indústria por teres alcançado os teus objetivos é sempre um grande sentimento. É, provavelmente, não muito diferente de um jogador de futebol que ganha o campeonato do mundo!

E quando decidiste voltar ao ativo com esta nova banda?
Depois da minha banda Revolver tirei um pouco de tempo para trabalhar em algum material novo e inspirar-me novamente. Depois de nos sentirmos bem com as músicas, eu e a Laurie -Anne decidimos recrutar novos membros para se juntarem a nós na nossa busca pela glória.

Ainda bem que falaste em Laurie-Ann porque, de facto, voltaste a trabalhar com ela. É, realmente, muito importante para ti?
Laurie e eu trabalhamos juntos há mais de 10 anos, tudo começou com os Revolver. Ela é essencial para o que fazemos, tanto a nível musical como de negócios e tem sido muito leal.

Para além dela, como foi a seleção dos outros músicos?
Como com todos os outros, Rick entrou em contato comigo através de um e-mail para possivelmente fazer algum trabalho com ele e com o seu próprio material. Então, encontrei-me com ele, disse-lhe que gostava da sua forma de tocar e perguntei-lhe se estaria interessado em tocar num concerto de beneficência no qual eu e Laurie iríamos aparecer. Ele esteve muito bem e portanto pensamos que poderíamos tentar este projeto com ele. Darren foi trazido por um amigo em comum e, mais uma vez, gostei da sua forma de tocar e quando Laurie e eu nos encontramos com ele, sabíamos que ele era o elemento certo. Desche e eu já nos conhecemos da cena de Toronto e foi sem pensar nem audições nem nada. Foi do género: “estás a toca? Então vamos fazer isso”.

Este álbum homónimo recupera as tuas raízes dos anos 80 e cruza-as com um estilo mais contemporâneo de metal. Concordas?
Absolutamente! Essa sempre foi e sempre será a intenção, mantendo as nossas influências, mas num estado mais contemporâneo. Temos que manter o que somos, mas permanecer atuais ao mesmo tempo.

Dead Weight foi a canção escolhida para gravar um videoclip. Porque escolheram essa música?
Esta canção foi escolhida porque sentimos que ela representa simultaneamente o lado escuro e a luz da sonoridade Famous Underground.

Têm participado em espetáculos de beneficência (já o referiste) e em breve irás participar num concerto de apoio às crianças autistas. És um homem de causas humanas?
Sim, gostamos de trazer à consciência certas coisas no mundo através das nossas músicas e participando em eventos de beneficência sentimos que podemos ser capaz de efetivamente ajudar.

No próximo ano está prevista a vossa vinda até à Europa. Quais são as expetativas?
A principal coisa a fazer é começar a expor os nossos espetáculos ao vivo. Estamos todos motivados para proporcionar um desempenho bem executado para as massas. Queremos chegar aos fãs, mas também à imprensa. Uma coisa é ouvir um álbum, mas vê-lo executado ao vivo é uma experiência de partilha.

Mas, ainda antes, terão uma tournée pelo Canadá, certo?
Iremos fazer um punhado de shows aqui no Canadá nos próximos meses, no entanto, o nosso principal foco será o mercado europeu. É daí que são o nosso management, a editora e a maioria da imprensa, por isso faz sentido para nós poder chegar lá o mais rápido possível.

E o que será esse evento An Evening With A Metal On Ice este mês? Irás tocar com algumas das maiores lendas do hard rock canadiano...
Isso vai ser um inferno de uma experiência poder estar no palco com artistas lendários, pessoas que eu cresci ouvindo. Tive a sorte de co-escrever o tema título para o CD e produzir essas lendas. Tudo deriva de um livro que foi escrito pelo meu amigo Sean Kelly (Gilby Clarke, Revolver, Crash Kelly) e já se transformou num CD e num evento ao vivo.

A terminar, deixa-me agradecer, mais uma vez, para este tempo e dava-te a oportunidade de dizeres mais alguma coisa que não tenha sido abordado neste entrevista...

Quero agradecer a Via Nocturna pelo seu interesse na banda e deixar o povo de Portugal saber que se tiverem a oportunidade de ver e ouvir Famous Undergorund e se são fãs de metal e rock não irão sair desapontados. Felicidades!

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