Entrevista: Black Spiders

A ascensão tem sido meteórica, mas This Savage Land é apenas o segundo trabalho dos britânicos Black Spiders. Acabados de vir de uma bem-sucedida tournée europeia com os Airbourne, Pete Spiby, vocalista e guitarrista do coletivo apresentou a Via Nocturna este novo fenómeno vindo de terras de Sua Majestade.

Olá Pete! Obrigado pelo tempo despendido com a Via Nocturna! Para começar, os Black Spiders têm tido uma ascensão meteórica... Como estão a viver estes momentos? Na tua opinião, quais foram as principais causas desse sucesso?
Nós ainda estamos no caminho ascendente e parece que estamos a começar tudo de novo com este novo disco, especialmente fora do Reino Unido. Mas estamos em grande depois da tournée europeia que acabamos de fazer com os Airbourne que foi um grande sucesso. Temos um grande agente e PR, ajudado pelo fato de as pessoas gostarem dos nossos espectáculos. Já ganhámos muitos fãs nas tournées e acho que a música é bastante boa também em disco.

Incluindo nessa meteórica ascensão está a vossa presença nos festivais do iTunes, tendo o vosso nome sido escolhido por o próprio Ozzy Osbourne. Uma grande honra! Será pelo facto de vocês terem um guitarrista também chamado Ozzy (risos...). Agora, a sério, o que sentiram quando receberam essa notícia?
Foi incrível termos sido escolhidos para tocar com Ozzy, pelo próprio Ozzy. Ele gostou da música que ouviu e, em seguida, quando nos viu tocar, convidou -nos também pata tocar no Ozzfest em Londres. Foi uma grande honra conhecê-lo e também ter recebido alguns conselhos, que temos seguido desde então. Disse ele: 'Neste negócio sejam sempre seja fieis a vocês...'

E também comentários elogiosos de várias revistas e músicos importantes, como Duff McKagan ou Scott Ian! Uma maior responsabilidade não concordas?
É ótimo que as pessoas e músicos bem conhecidos gostem da nossa música. Nikki Sixx também é nosso fã. Isso faz-nos pensar que estamos a fazer bem as cisas, porque também somos fãs de música e há outras músicas/bandas, mas têm um certo status na indústria da música/cultura e ninguém nos ouve (risos).

Depois de dois EP’s e um álbum, eis This Savage Land. Como vês as principais diferenças entre este novo álbum e os anteriores?
Há uma diferença entre This Savage Land e Sons Of The North, principalmente porque incorporamos a ideia de uma plataforma mais ampla que em alguns dos nossos EPs estava insinuada, como Sons Of The North que foi o nosso cartão-de-visita e direto ao ponto - como uma bola de cobras. Queríamos ampliar o nosso catálogo com algo que pensamos poder competir com as bandas maiores no mercado.

Assim, nas tuas próprias palavras, como descreverias This Savage Land?
Como um Cobra lutando com uma Mongoose. Sem se deixar do principio ao fim. Um disco que conta muitas histórias, algumas em cima das outras de uma forma alegórica. Algumas contam a história da capa, que é também uma declaração sociopolítica sobre o estado da indústria da música em todo o mundo e da luta que as bandas DIY agora enfrentam para sobreviver neste meio.

Como decorreu o processo de gravação?
A gravação até foi relativamente fácil. Tínhamos cerca de 40 músicas para escolher, gravamos 20 e escolhemos 10 para o disco. Essa foi a parte mais difícil. O nosso produtor sacou o melhor de nós, para começar, gravamos as músicas ao vivo e a partir daí, registamos cada instrumentos e os vocais separadamente, até estarmos satisfeitos com o resultado.

Têm já um conjunto de vídeos para este álbum…
Sim, já temos quatro vídeos oficiais. Balls é a principal faixa do álbum, mas também temos um Creatures e Teenage Knife Gang e um lyric-video para Young Tounges. E já não é cedo para Stick It To The Man.

Referiste que estiveram em tournée com os Airbourne. Como decorreram as coisas?
Sim, acabamos de a completar e foi óptimo. Foi uma pena que não pudéssemos tocar eles em Portugal, que teria sido muito divertido. Cada um dos shows foi incrível, o público foi muito receptivo, quase como se estivéssemos a tocar perante a nossa própria multidão.

E planos futuros o que nos podes adiantar?
Gostaríamos de fazer mais shows na Europa como cabeça de cartaz e alguns festivais neste verão, se possível. Queremos tocar tanto quanto for humanamente possível.

Por fim, mais uma vez obrigado e dava-te a oportunidade para acrescentares mais alguma coisa que não tenha sido abordado nesta entrevista...

Para os leitores não familiarizados com os Black Spiders, obrigado por lerem até o fim. Esperamos que vocês gostem da nossa música. Se tiverem uma oportunidade venham ver-nos ao vivo e dar-nos o dedo médio. Apoiem a vossa cena rock local e mantenham o rock vivo!

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