segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Entrevista: The Watchout Sprouts


Os The Watchout Sprouts são uma nova entidade nacional composta por gente experiente nos meandros do rock. Depois de passagens por diversos coletivos, nasceram em 2010 por ação de Nuno Maltês e James Jacket. Já houve a edição de um single em vinil e agora surge o primeiro trabalho, Infamously And Then-fledging Yarn, uma edição da Skinpin Records. O baixista Nuno Maltês falou a Via Nocturna da génese da banda e deste seu primeiro trabalho.

Viva, obrigado por despenderem algum do vosso tempo com Via Nocturna. Para começar, quem são os The Watchout Sprouts?
Somos uma banda de Lisboa com influências no wave, que surgiu em 2010, por iniciativa minha e do James Jacket, pois já há algum tempo queríamos tocar juntos e iniciar um projeto novo que fosse completamente distinto dos anteriores. O Pedro Costa foi uma escolha natural para a voz, bem como o Bruno Plattier na bateria. Com a saída do Bruno, no final de 2012, entrou a Helena Fagundes que, logo a partir do primeiro ensaio, se tornou indispensável para a banda. Entretanto, integrámos a compilação Novos Talentos FNAC 2012, no início de 2013 editámos um single em vinyl pela Monotone e, em Outubro, lançámos o álbum de estreia, Infamously and Then-fledgling Yarn, editado em formato digipack pela Skinpin Records.

Podemos considerar os TWS como um supergrupo dadas as vossas origens e experiências passadas?
Acho que não, é uma expressão que não me agrada muito. Somos todos músicos experientes, com muitos anos de palco e de estúdio, mas prefiro manter-me à margem de um conceito tão mainstream como o de “supergrupo”.

Já agora, vindo de projetos como Les Baton Rouge, The Great Lesbian Show ou Ideas For Muscles, questionava-vos se ainda se mantém nesses projetos ou não?
Falta referir que a Helena Fagundes fez parte de várias bandas em São Paulo, como em Portugal, e hoje tem ainda os Dirty Coal Train. Mas, falando só por mim, os The Great Lesbian Show já não existem. Integrei ainda outras bandas como os Spaziergang e os Anjo Cão, e, atualmente, tenho outro projeto paralelo, que são os Volcano Skin.

Assim, que motivações estiverem subjacentes à criação deste projeto?
Creio que já respondi a esta questão na primeira pergunta.

Como decorreu o processo de composição deste conjunto de temas?
Não houve um processo, mas vários, sejam ideias que trouxemos para o seio da banda ou temas que surgiram espontaneamente durante o ensaio. A estruturação dos temas conta com a participação de todos, procurando desconstruir e fugir ao óbvio.

E que nomes ou movimentos se podem apontar como as vossas principais influências ou referências?
No meu caso, os movimentos ou influências são tantos, passando por todas as formas de arte, que se torna impossível apontá-los.

Recentemente fizeram as festas de lançamento do álbum em Lisboa e no Porto. Como decorreram?
Muito bem. Foram dois bons concertos, com bom público. O Palco para nós funciona como uma catarse, pelo que a atuação é sempre explosiva.

Que expetativas têm para este trabalho?
Continuar a apresentá-lo ao vivo e que este seja apenas o primeiro.

Infamously And Then-Fledgling Yarn é, de facto, um título estranho e até de difícil pronúncia. Tem algum significado em especial?
A ideia foi contrariar o conteúdo do disco, inspirado pelo absurdismo ou pela escrita de Boris Vian.

Como decorreu o processo de gravação?
Foi uma maratona de dois dias com o Eduardo Vinhas no seu excelente estúdio, o Golden Pony. Muito trabalho, mas com um resultado final que nos saciou.

Bring It All Black é, para já, o vídeo de apresentação deste trabalho. Porque a sua escolha?
Acho que foi uma escolha natural. No momento era o tema que mais nos agradava.

Esse tema já havia sido incluído na compilação Novos Talentos FNAC 2012. Como foi, na altura, a receção a esse tema?
Melhor do que o esperado, tendo em conta que não facilitamos a vida a quem nos ouve.

E próximos concertos já há alguma coisa agendada?
Estivemos no Sabotage (Lisboa), no Plano B (Porto), no Stairway (Cascais), no Carpe Diem (Santo Tirso) e no Beat Club (Leiria) e ano CAEP (Portalegre), no dia 7 de dezembro. Para o ano há mais, mas ainda é cedo para revelar.

A terminar, mais uma vez obrigado e dava-vos a oportunidade de acrescentar algo mais ao que já foi abordado nesta entrevista?
Vão aos nossos concertos e comprem os nossos discos. Muito obrigado, também, da nossa parte!

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