terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Review: The Theory Of Everything (Ayreon)

The Theory Of Everything (Ayreon)
(2013, InsideOut Music)
(5.1/6)

Depois de ter passado os últimos anos a dedicar-se aos seus outros projetos, Arjen Anthony Lucassen voltou-se novamente para os Ayreon. Naturalmente, em tudo o que o holandês toca transforma-se em magia. No entanto, assumamos que os magos também se equivocam, de quando em vez. Para The Theory Of Everything Lucassen reduziu (em linguagem portuguesa: cortou!) em quase tudo: na quantidade de convidados; na complexidade da história e no tamanho dos temas. A redução na quantidade de convidados acaba por ser irrelevante porque tudo o que é significativo no mundo Ayreon continua presente: belíssimos jogos vocais a desenvolverem-se por cima de camadas de folk-prog onde guitarras acústicas e violinos se cruzam com teclados analógicos e programações. A redução da complexidade também não é muito importante, surgindo uns Ayreon mais simples e diretos, mais humanos e menos científicos, embora não menos extravagantes. E, finalmente, a redução do tamanho dos temas acaba por ser uma meia-verdade. É certo que The Theory Of Everything tem 4 longos temas (Singularity, Symmetry, Entanglement e Unification) compostos por um total de 42 microtítulos. Para quem ouve o CD essa subdivisão em pequenas faixas pode não ter importância mas para quem, como nós, só tem acesso ao promo digital, é uma desgraça! Imaginem o que é ouvir um tema cortado quase de minuto a minuto. Ainda por cima com alguns desses cortes no meio de versos e até… de palavras. Verdadeiramente ridículo! Até porque a sequencialidade é completamente devastada, fazendo com que nada faça sentido. Claramente teria sido preferível a opção dos 4 temas longos. Depois, também o efeito surpresa se desvaneceu. Os Ayreon de agora já não conseguem surpreender e a The Theory Of Everything faltam temas verdadeiramente arrebatadores e empolgantes como Lucassen já foi capaz de fazer. Poder-se-á dizer que este novo trabalho do holandês é mais do mesmo, ainda que sabendo que “o mesmo” de Lucassen é muito superior a muita coisa que por aí anda. Até porque o holandês não consegue fazer maus álbuns. Só que, na nossa opinião, este é dos menos bons.

Tracklist:
CD1
1 Prologue: The Blackboard
2 The Theory Of Everything Part 1
3 Patterns
4 The Prodigy’s World
5 The Teacher’s Discovery
6 Love And Envy
7 Progressive Waves
8 The Gift
9 The Eleventh Dimension
10 Inertia
11 The Theory Of Everything Part 2
12 The Consultation
13 Diagnosis
14 The Argument 1
15 The Rival’s Dilemma
16 Surface Tension
17 A Reason to Live
18 Potential
19 Quantum Chaos 
20 Dark Medicine
21 Alive!
22 The Prediction

CD 2
1 Fluctuations
2 Transformation
3 Collision
4 Side Effects
5 Frequency Modulation
6 Magnetism
7 Quid Pro Quo
8 String Theory
9 Fortune?
10 Mirror Of Dreams
11 The Lighthouse
12 The Argument 2
13 The Parting
14 The Visitation
15 The Breakthrough
16 The Note
17 The Uncertainty Principle
18 Dark Energy
19 The Theory Of Everything Part 3
20 The Blackboard (reprise)

Line-up:
Arjen Anthony Lucassen – guitarras, baixo, teclados, sintetizadores
JB, Sara Squadrani, Michael Mills, Cristina Scabbia, Tommy Karevik, Marco Hietala, John Wetton, Wilmer Waarbroek – vocais
Ed Warby – bateria
Rick Wakeman, Keith Emerson, Jordan Rudess – sintetizadores
Steve Hackett – guitarras
Troy Donockley – flautas
Ben Mathot – violin
Maaike Peterse – violoncello
Jeroen Goossens – flautas
Siddharta Barnhoorn – orchestrações
Michael Mills – bouzouki

Internet:

Edição: InsideOut Music

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