segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Entrevista: B. A. C. O.

Baco, Deus do vinho serviu para batizar estes novos B.A.C.O. (Boémios Anti Corporativismo Oligárquico), nova entidade portuense dedicada ao genuíno rock. A primeira demonstração de vitalidade surge com o EP de 4 temas, Now You Know Us! que lhes tem permitido expandir a sua base de fãs até à vizinha Espanha, onde também têm sido bem recebidos. O guitarrista Marco Soares apresentou a banda, falou das suas expetativas e desta apresentação em formato de EP.


Viva! É um prazer conversar convosco e obrigado pelo tempo despendido. Para iniciar, podes falar um pouco de como nasceu este projeto?
Os B.A.C.O. são acima de tudo fruto de uma grande amizade. E a amizade entre amigos músicos celebra-se a fazer música. O Het foi quem teve a ideia e os outros nem hesitaram.

Que objetivos se propõem atingir?
O caminho faz-se caminhando. Fazemos questão que os nossos objetivos sejam ambiciosos mas concretizáveis. Neste momento, serão tocar ao vivo o mais possível e gravar o primeiro LP.

Quais são as vossas principais influências?
Eu, o Vítor e o Mosca trocamos música com bastante frequência. Cada um tenta dar o seu lado da história. Temos todos influências diferentes embora, naturalmente, com muitos pontos em comum e penso que isso se reflete na música. Basta ouvir o EP para saber quem é quem.

Podes explicar o sentido do nome B.A. C. O.?
B.A.C.O. (Boémios Anti Corporativismo Oligárquico) tem uma alusão óbvia ao deus do vinho, boémia. No entanto, pretendemos que, com a nossa música, possamos passar também as nossas preocupações muito mais socias do que propriamente politicas. Não querendo fazer disso uma bandeira, o estado atual das coisas preocupa-nos e faz tema de algumas das nossas canções.

Falem-me do EP Now You Know Us! A atender pelo título trata-se de um cartão-de-visita?
Porque não um título a dizer exatamente o que pretendemos?! Foi isso que aconteceu. A gravação de um EP é o processo natural de evolução de uma banda. Ficamos muito contentes ao não surgir consenso sobre que músicas escolher. Assim optamos por três como aperitivo, mais uma ao vivo.

Como está a ser a aceitação do vosso trabalho?
Está a superar largamente as expetativas. Para nós têm sido um verdadeiro estímulo para continuar a forma como o público recebeu o nosso trabalho e como também nos recebe ao vivo, tanto aqui em Portugal como também em Espanha.

Como descreveriam a vossa sonoridade para quem não vos conhece?
Desenganem-se aqueles que diziam que o rock estava morto. O rock está de volta e mais forte que nunca. E as canções são eternas!

Quem quiser adquirir o vosso trabalho o que deve fazer?
O formato digital é oferta e pode ser descarregado através do bandcamp, o EP pode ser adquirido nos concertos ou através de email para a banda.

Já têm algum vídeo disponível para Now You Know Us!?
Irá surgir em breve o primeiro vídeo oficial dos B.A.C.O. no entanto sem data em concreto para apresentação.

E agora que já vos conhecem, quais são as vossas prioridades para os próximos tempos?
Tocar ao vivo o mais possível e avançar para a gravação do álbum longa duração.

Nomeadamente, em termos de concertos, como está a vossa agenda para os próximos tempos?
Aguardamos algumas confirmações mas até ao fim do ano estaremos por todo o país e possivelmente voltaremos ao país de nuestros hermanos.

Obrigado. Querem acrescentar mais alguma coisa que não tenha sido abordado nesta entrevista?

Esperamos ver-vos a todos em breve. Os B.A.C.O. estão para ficar e o melhor ainda está para vir!

domingo, 29 de setembro de 2013

Noticias da semana

Os Maschine que recentemente lançaram o seu trabalho de estreia Rubidium anunciam agora a edição do vídeo para o tema Eyes Pt. 1 que pode ser visto aqui.


Os Vertigo Steps estão num hiato na sua carreira mas a editora Ethereal Sound Works anunciou a edição de uma compilação que reúne o melhor que a banda nacional fez em três trabalhos de estúdio. Disappear Here In The Reel World: A VS Coda é, para já, o título genérico. Esperam-se mais novidades para breve.

O primeiro LP dos Join The Vulture, intitulado A Cria já foi disponibilizado pela editora conimbricense Cogwheel Records. O primeiro single, Puto Rebelde também já se encontra disponível para download gratuito aqui.



20 de novembro é a data anunciada para o lançamento do 7º álbum dos Tad Morose intitulado Ravenant. Um teaser do tema Beneath A Veil Of Crying Souls pode ser visto aqui.


Os progressivos brasileiros Daydream XI terminaram as gravações do seu trabalho de estreia que foi produzido por Jens Bogren e Tiago Masseti, vocalista e guitarrista da banda.


Após a saída de Pedro Teixeira, Hugo Sousa foi o escolhido para dar voz aos The Ramble Riders que assim se preparam para a sua estreia nos palcos, bem como a gravação do seu disco de estreia que contará com uma nova alma e uma energia consistente e contagiante. Entretanto estão a ser gravadas pequenas demos do trabalho em progresso. Com um estilo baseado no Hard-Rock, outros estilos ficarão marcados pelas várias influências dos elementos deste novo projeto.

Os hard rockers franceses Rozz revelaram o artwork do seu próximo álbum Tranches de Vie, sucessor do bem recebido Une Autre Vie, com edição prevista para 25 de outubro via Brennus Music/Promorock Music. Recorde-se que a banda nasceu em 1984 e depois de um longo hiato regressou em 2008. Para já está disponível o lyricvídeo para o tema Valerie.
   

Um EPK (electronic press kit) do quarto álbum dos Eden’s Curse, Symphony Of Sin está disponível aqui. Symphony Of Sin tem datas de edição previstas para 4 de outubro (Europa), 22 de outubro (América do Norte) e 23 de outubro (Japão) via Spiritual Beast. Produzido por Paul Logue e misturado e masterizado por Dennis Ward, Symphony Of Sin é o primeiro trabalho com o vocalista sérvio Nikola Mijic e com o teclista Steve Williams, dos Powerquest.


Os Mother Abyss têm o seu EP de estreia, Burden, disponível para audição no site da Against Magazine.






Depois de terem registado 27 mil leituras online com o seu número #0, a Against Magazine está de volta com o número #1! Nesta edição a Against dá as boas-vindas aos Soulfly que estão de volta com Savages, aquele que é o seu nono álbum de originais. Em entrevista exclusiva, Max Cavalera partilha alguns detalhes sobre o novo álbum e fala da possível reunião dos Sepultura. Nesta edição poderão ainda encontrar entrevistas com Shining, In Solitude, Turisas, Týr, Blues Pills, Ulcerate, Windhand, Wolvserpent, Karuniiru, Human Improvement Process e um perfil de editora com a norueguesa Dark Descent Records. A Against Magazine pode ser lida online de forma gratuita aqui

Depois do aclamado regresso com Banks Of Eden e com um novo vigor criativo, os mestres do power rock sueco, The Flower Kings preparam-se para regressar aos discos com Desolation Rose. A edição está marcada para 29 de outubro mas já podem ouvir samples aqui. O tracklist é o seguinte:
1 Tower ONE 13:39
2 Sleeping Bones 04:16
3 Desolation Road 04:00
4 White Tuxedos 06:30
5 The Resurrected Judas 08:24
6 Silent Masses 06:17
7 Last Carnivore 04:22
8 Dark Fascist Skies 06:05
9 Blood Of Eden 03:12
10 Silent Graveyards 02:52


Os Mystic Prophecy têm dois novos vídeos para o seu mais recente trabalho Killhammer editado via Massacre Records. Trata-se do próprio tema título e To HellAnd Back.

sábado, 28 de setembro de 2013

Entrevista: Antoine Fafard

Baixista de renome internacional, membro dos Spaced Out, Antoine Fafard tem na rua o seu segundo trabalho em nome próprio, de novo com um título em latim, Occultus Tramitis, onde reúne alguns instrumentistas de grande calibre técnico. O baixista acedeu a falar a Via Nocturna deste seu novo trabalho.

Olá Antoine! Obrigado por este tempo com Via Nocturna! Este é já o teu segundo lançamento, por isso gostaria de questionar-te a respeito do que mudou desde a tua estreia?
Uma coisa diferente em relação ao primeiro álbum é que a música em Occultus Tramitis é um pouco menos centrada em torno da guitarra clássica. Na globalidade este novo disco tem, provavelmente, um som mais fusion e é definitivamente mais intenso.

Quando começaste a trabalhar em Occultus Tramitis?
Comecei a trabalhar logo após Solus Operandi que foi lançado em agosto de 2011. Da mesma forma, já estou atualmente a trabalhar no próximo álbum... Começo sempre um novo álbum quando um está a ser lançado!

E temos outro álbum com título em latim. Alguma razão em especial?
Acho que o latim é uma língua que tem um bom-tom para títulos. É claro que é a raiz para a maioria das línguas europeias e eu associo-a a algo universal e atemporal.

Qual é o significado de Occultus Tramitis?
Basicamente significa Hidden Track... Eu queria um título que tivesse uma ligação com o artwork e com a minha música. Algum do meu público encontrou a minha música acidentalmente, que é como encontrar algo que estava escondido.

Falando um pouco dos teus convidados, como foi feita seleção? Naturalmente, eles deram o seu próprio cunho pessoal…
Simplesmente contratei músicos que sempre admirei ao longo dos anos. Fiquei muito satisfeito por eles se mostrarem interessados ​​em tocar a minha música e por terem disponibilidade para o fazer. A respeito da sua prestação, todos eles tocaram as suas partes no seu próprio estilo que é reconhecível. Além disso, alguns fizeram sugestões a respeito das músicas. Por exemplo, Simon Phillips sugeriu adicionar um 5/8 de teclas numa secção da peça que ele tocava, que originalmente era toda em 13/16. Gavin Harrison e Dave Weckl também me ajudaram com sua mistura na bateria.

Este é um álbum muito matemático! Três músicas com números no nome. Alguma razão em especial?
Quando procuro um título para uma música, tento sempre encontrar algo relevante para a música em alguns aspectos. Com temas com métrica ímpar, é sempre tentador procurar um título que inclua números-chave relacionados. Portanto, Sum of Six está em 6/8 e 13 Good Reasons está principalmente em 13/16. Peace For 4 é, na verdade um 4/4... Embora possa parecer diferente quando se ouve pela primeira vez!

E também tens uma música de Bach. De que forma ele te influencia e porque escolheste esse tema para tocar?
Habitualmente toco Bach no piano, guitarra clássica e no baixo e, como também acontece com muita gente, a sua música esteve presente em algum momento da minha vida. Eu ouvi o Prelude No.2 num filme e pensei que a deveria tocar num dueto baixo... Não foi mais calculado do que isso.

Como está a situação com os Spaced Out?
Decidi não continuar a lançar qualquer música sob o nome de Spaced Out. Antes de mais, há um elemento geográfico que é difícil de superar: o baterista e o guitarrista vivem no Canadá, enquanto eu estou no Reino Unido. Além disso, estou numa fase onde gosto de trabalhar com diferentes colaboradores. Prefiro a liberdade de trabalhar em diversas modalidades, em oposição a compor sempre no mesmo formato.

E já tens algum vídeo para o álbum?
Sim, já fiz alguns vídeos promocionais de todo o álbum. A maioria deles são trechos, mas alguns possuem as versões completas. O vídeo de Peace For 4 foi feito profissionalmente pelo diretor Simon Edwards. Foi uma boa experiência e espero poder repeti-la com ele no futuro.

E já tens alguma tour planeada para promover Occultus Tramitis?
Recentemente fiz algumas gigs em Londres com o meu trio, mas penso que não iremos tocar muito mais este ano. A situação ideal seria tocar em festivais. E tenho um pouco de esperança para 2014 a esse respeito.

A terminar, mais uma vez obrigado e dava-te a oportunidade de acrescentar mais alguma coisa para os nossos leitores...
Apenas quero agradecer a quem despende tempo a ouvir o que eu faço! Não hesitem em contactar-me se querem dar-me qualquer feedback sobre a minha música. O meu site principal é www.antoinefafard.com e podem-me encontrar no Facebook em www.facebook.com/antoinefafardmusic.

Muito obrigado!

Obrigado pelo teu tempo e interesse no que eu faço!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Review: Maximum Rock n' Roll (77)



Maximun Rock n’ Roll (77)
(2013, Listenable)
(5.7/6)

Depois do sucesso alcançado com High Decibels os espanhóis 77 estão de regresso com o seu terceiro trabalho Maximum Rock n’Roll. Logo pelo nome se percebe o que nos espera nesta pouco mais de meia hora de música. Rock n’ Roll na sua melhor faceta setentista. Sem surpresas a banda volta a mostrar-se fortemente inspirada pelos AC/DC. Mas desta vez, e apesar de manter o seu DNA caraterístico, os 77 acrescentam algumas nuances inovadoras no seu hard rock. Maximum Rock n’ Roll já não é uma colagem tão perfeita a AC/DC quanto High Decibels e por aqui já se podem ouvir outras influências desde os Kiss aos Led Zeppelin, algum southern rock e até blues e jazz. São estas nuances que mostram a maturidade do quarteto e que fazem desta rodela um disco bem mais interessante. E que ficam bem provadas logo na abertura em tons de puro rock n’ roll e logo depois em Don´t You Scream algo próximo de uns Kiss da sua fase inicial. Aliás, temas como este e Jazz It Up (este mais jazzístico como próprio nome deixa transparecer) são algo realmente novo na forma de abordar a composição por parte dos espanhóis. Novidade é também a estreia de LG a cantar um tema. Acontece em You Bored Me. Agora quem estava à espera de mais temas para abanar o capacete e erguer os seus punhos não desespere. Os 77 ainda têm muito espaço para isso, porque Maximum Rock n’ Roll não deixa de ser um disco à 77. Isto é, um disco de rock genuíno feito por músicos de rock genuíno para fans de rock genuíno.

Tracklist:
1.      Maximum Rock n’ Roll
2.     Don´t You Scream
3.      Down And Dirty
4.      Highway Rebel
5.      Jazz It Up
6.      Stay Away From Water
7.     You Bored me
8.      Take Me Or Leave Me
9.     Virtually Good
10. 16 Year Old King

Line-up:
Armand Valeta – vocais e guitarras
Mr. Raw – baixo
Johnnie T. Riot – bateria
LG Valeta – guitarras

Internet:


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Review: The Manhattan Blues Project (Steve Hunter)

The Manhattan Blues Project (Steve Hunter)
(2013, Deacon Records)
(4.2/6)

Num mesmo disco Steve Hunter, guitarrista conhecido por ter trabalhado com Alice Cooper (entre outros, naturalmente), explana duas das suas paixões: o blues e Nova Iorque. Por isso, e como facilmente se depreende do título The Manhattan Blues Project do seu 5º álbum, este é uma coleção de temas fortemente influenciado por ambos. Ou seja, acaba por ser um regresso do músico às suas raízes blues na sua forma muito pessoal de interpretar este género. E essa forma pessoal inclui ecos dos The Beatles ou ainda a participação de um ensemble de violoncelos a fechar com subtileza o disco. Para a execução deste trabalho, Steve Hunter contou com uma enorme quantidade de gente conhecida, donde se destaca o baixista Tony Levin (participa na versão de Solsbury Hill de Peter Gabriel – curiosamente tema onde Hunter havia tocado guitarra na primeira versão em 1977 - e em Sunset In Central Park) e os guitarristas Joe Satriani e Marty Friedman, que dividem os solos em Twilight In Harlem, o tema mais metalizado do álbum. Ouvir The Manhattan Blues Project é seguramente uma agradável experiência musical, nomeadamente pela qualidade técnica de todos os envolvidos.

Tracklist:
1.      Prelude To The Blues
2.      222 W 23rd
3.      Gramercy Park
4.      A Night At The Waldorf
5.     Solsbury Hill
6.     Daydream By The Hudson
7.      Flames At The Dakota
8.      The Brooklyn Shuffle
9.      What’s Going On
10.  Ground Zero
11.  Twilight In Harlem
12.  Sunset In Central Park

Line-up:
Steve Hunter – todos os instrumentos, programação de bateria
Michael Lee Firkins, Johnny Depp, Joe Perry, Joe Satriani, Marty Friedman – guitarras
Tommy Henriksen – vocais
Phil Aalberg – piano, teclados
Tony Levin – baixo
Todd Chuba – bateria
Violoncelo – 2Cellos

Internet:


Edição: Deacon Records

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Review: Famous Underground (Famous Underground)

Famous Underground (Famous Underground)
(2013, Dust On The Tracks Records)
(4.9/6)

Os Famous Underground nasceram da mente de Nicholas Walsh, vocalista canadiano dos Slik Toxik, banda que teve um relativo sucesso nos anos 90, chegando a receber um Juno Award (o equivalente canadiano aos Grammy) na categoria de Best Album Of The Year, pelo seu álbum Doin’ The Nasty em 1993. Depois de ter sido sufocada pelo grunge, a banda terminaria e agora Walsh, junto com Laurie-Anne Green, baixista de sempre, voltou ao ativo com este novo colectivo e o seu álbum homónimo de estreia. Aqui são recuperadas as suas raízes hard rock apesar de perfeitamente actualizado. Isto é, Famous Underground vai beber muita influência hard rock e mesmo glam rock ou sleaze rock da Califórnia dos anos 80 (Guns ‘n Roses, Skid Row ou Warrant) e cruza-o com o metal mais contemporâneo. O resultado é um disco de temas de puro heavy metal forte, bem musculado, pesado, incendiário e com muito groove (ex.: Wasteland ou Overdrive) misturados com outros onde predomina a componente mais suave (Forever And A Day ou Love Stands Still). Os apontamentos acústicos ajudam a enfatizar essa componente mais suave. Em alguns temas são apenas apontamentos fugazes (Dead Weight, Love Stands Still), noutros assumem-se como mais relevantes (Forever And A Day, On Broken Wings). Mas o resultado deve ter agradado tanto a Walsh que os dois temas bónus são versões un-plugged de Dead Weight e On Broken Wings. E refira-se que resultam  muitíssimo bem e é agradável de ouvir os Famous Underground quase despidos de artefatos barulhentos. Duas faces distintas de um colectivo que se mostra bastante competente em cada uma delas e que foi capaz de criar um disco bastante apelativo.

Tracklist:
1.      Wasteland
2.      Overdrive
3.      Dead Weight
4.      Love Stands Still
5.      Forever And A Day
6.      Necropolis
7.      Wheel Of Misfortune
8.      Mommy Is A Junkie
9.      On Broken Wings
10. Bullet Train
11.  Help To Pay
12.  Dead Weight (raw and un-plugged – bonus track)
13.  On Broken Wings (alternate version – bonus track)

Line-up:
Nicholas Walsh – vocais e guitarras
Laurie-Anne Green – baixo
Rick Corvese – guitarras
Darren Boyd – guitarras
Desche Sparboom – bateria

Internet:


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Review: Now You Know Us! (B. A. C. O.)

Now You Know Us! (B. A. C. O.)
(2013, Independente)
(5.3/6)
 
B.A.C.O. é um novo nome rockeiro a surgir na cidade invicta e Now You Know Us! o EP de estreia que inclui 4 temas. São quatro temas cheios de (hard) rock com pinceladas de rock sulista e até algum funk, cheio de feeling, atitude e criatividade. Grandes riffs de guitarra densa, muito groove, vocais fortes e um soberbo trabalho de baixo (o inicio de Home Safe até poderia ser do Steve Harris!) são os predicados que servem de apresentação ao quarteto. E, deixem-nos dizer, que apresentação! Now You Know Us! é mais uma excelente revelação do metal nacional que não pode ser deixada passar em claro. Por isso aconselhamos todos a irem ao bandcamp da banda fazer o download deste trabalho. É gratuito mas poderão contribuir com o valor que quiserem para ajudar a banda a rockar mais e melhor.

Tracklist:
1.      Hangover Rooster
2.      Lane Skipper
3.      Mind Plug
4.      Home Safe
 
Line-up:
Vítor Franco – vocais
Marco Soares – guitarras
Vítor Het – baixo
Mosca – bateria
 
Internet:

domingo, 22 de setembro de 2013

Entrevista: The Deep End

Os The Deep End são um poderoso coletivo australiano de puro e genuíno rock ‘n roll. Após 3 EP’s bem sucedidos no seu país, aí está o tão aguardado longa duração de estreia, Cop This. Fomos conhecer melhor esta banda e o que nos reserva esta sua proposta numa entrevista com o vocalista Dale Schober.

Viva Dale, obrigado pelo teu tempo. Para começar, quem são The Deep End?
Não te preocupes, muito obrigado pelo teu interesse! Os The Deep End são um coletivo de 5 elementos de poderoso rock’n'roll de Melbourne, na Austrália. Sou eu na voz principal, Jazz nas guitarras, Drew nas guitarras, Matt no baixo e Nick na bateria! E adoramos cerveja e rock’n’roll!

Quando começaram este projeto? Quais eram os objetivos nessa fase inicial?
A banda existe desde 2007, mas o line-up que temos agora não tem um ano ainda! O nosso objetivo sempre foi e sempre será tocar rock’n'roll da maneira que gostamos, para podermos passar bons momentos e sem nos importarmos com o que os outros fazem!

Como foram os vossos primeiros tempos? Sei que tocar covers de AC/DC foi uma das vossas atividades...
Aprendemos muito com os nossos primeiros espetáculos, como fizeram muitas bandas, tenho certeza. Embora adorássemos tocar covers de AC/DC (e ainda o fazemos de vez em quando), a partir da altura que escrevemos as nossas próprias canções foi difícil parar. Há tanta satisfação que vem de um killer riff ou de um coro quando se consegue um! À medida que envelhecemos, o nosso estilo tem permanecido muito semelhante, mas poderemos mudar para melhor de lançamento para lançamento.

Que nomes ou movimentos mais vos influenciaram?
AC/DC, Rose Tattoo, The Angels, Motorhead, Guns n 'Roses, Airbourne, The Poor. Principalmente o rock australiano com o qual crescemos.

Podes contar-nos um pouco da vossa história até agora?
Antes do lançamento de Cop This já tínhamos lançado três EP’s onde tudo correu muito bem. Estivemos em tournée pela Austrália e Nova Zelândia nos últimos anos sem parar e temos tocado em alguns grandes festivais aqui e com bandas como Airbourne, Rose Tattoo, The Angels, Screaming Jets e Hoodoo Gurus.

A respeito desses EP’s, disseste que as coisas correram bem…
Todos os nossos lançamentos anteriores foram vendidos em formato CD (500 cada), o que foi fantástico. E todos eles obtiveram ótimas críticas também.

Existe algum significado especial para o vosso nome, The Deep End?
Na Austrália, temos um ditado: jump into the deep end. Significa que temos sempre uma hipótese, mesmo quando as probabilidades estão contra ti e o astral está em baixo.

Falando agora mais detalhadamente de Cop This, o vosso primeiro longa duração. Como o descreverias?
Cop This é um conjunto de 10 músicas de puro rock n 'roll divertido. Temos músicas sobre beber, mulheres, histórias de tournées e todo o tipo de coisas que são histórias verdadeiras. É um álbum para quem gosta de rock n 'roll da maneira como era costume ser feito, com fortes guitarras, ritmos hooky e letras relacionáveis​​. Não gosto muito dessa porcaria de shoegazing de hoje em dia!

Como foi a vossa evolução desde o vosso primeiro EP até Cop This?
Nós evoluímos através de todos os nossos lançamentos, mas provavelmente o maior passo foi do EP Your Shout para Cop This. Tocamos um pouco com as estruturas das canções e estávamos determinados a ser diferentes embora continuando a praticar rock n 'roll e ser familiar.

Já têm algum vídeo para Cop This?
Sim, já fizemos. Temos vídeos para as músicas Bigger. Better. Badder e para No Time To Rest, que podem facilmente procurar no YouTube! Há também um grande EPK que fizemos com imagens ao vivo e uma pequena entrevista com a banda.

Quando vos poderemos ver pela Europa?
Estamos muito animados para começar a nossa primeira tournée europeia na Espanha no dia 13 de fevereiro de 2014. As datas serão divulgadas no nosso site muito em breve.

Mais uma vez obrigado e dou-te a oportunidade de acrescentar algo mais…

Apenas agradecer e congratular-me por manteres vivo o rock n 'roll!