Entrevista: Crystal Ball

Depois de seis anos ausentes das edições discográficas os Suíços entraram na Massacre Records e assinam um regresso imponente, perfeitamente atual e cheio de feeling. Dawnbreaker marca assim um dos mais aguardados regressos de 2013 e por isso tínhamos muitos motivos para ir falar com a banda helvética através do guitarrista Scott Leach.

Viva Scott! É um prazer conversar contigo! E obrigado pela tua disponibilidade. Parabéns pelo vosso regresso com um grande álbum. Mas por que esse longo hiato? O que fizeram entretanto?
Deixa-me dar-te uma visão para explicar. O nosso álbum de estreia, In The Beginning, saiu em 1999 e mais cinco álbuns se seguiram até 2007. Fizemos muitas tournées apesar de todos termos um emprego a tempo inteiro. Conseguimos muitas coisas, mas não estávamos satisfeitos com a situação. Após o último disco Secrets muitas coisas correram mal o que nos tirou a motivação. Tournées canceladas, mudanças de line-up, problemas de negócios, etc. Então dissemos: que se lixe! Vamos mais devagar por um tempo. Precisamos recuperar a diversão e energia para continuar nesse ritmo. Quando queria começar novamente em 2009 a situação era um pouco estranho, o nosso ex-cantor tinha objetivos diferentes do resto da banda. Então, ele saiu em 2010 e começamos a procurar um novo vocalista. Demoramos dois anos até encontrarmos a pessoa certa. E outro ano e meio para terminar a novo disco.

Então não foi propriamente uma pausa criativa?
Como anteriormente mencionado foi uma pausa para uma nova orientação e para recuperar o fogo para continuar. Mas também acho que a pausa foi importante para descobrir esta nova constelação que estamos agora.

Depois de vários álbuns na gigante Nuclear Blast (com um pela AFM no meio) começam agora uma nova colaboração com outro monstro Alemão: a Massacre. Como aconteceu essa ligação?
A AFM relançou os nossos dois primeiros álbuns, In The Beginning e Hard Impact em 2011. Por isso, pensei que eles também iriam editar o Dawnbreaker, mas o negócio é estranho e às vezes as pessoas mudam de ideias. Portanto tivemos que procurar um novo parceiro. O nosso manager foi contactado pela Massacre e o A & R ainda nos conhecia de um concerto há um par de anos atrás. Agora estamos muito felizes com a Massacre, porque com eles somos um ato prioritário e temos tido um grande apoio.

Este álbum marca uma reformulação no line-up da banda. Quem são os novos elementos?
O nosso novo vocalista Steven Mageney é da Alemanha. Tem muitos anos de experiência com a sua banda de covers e muitos outros projetos. Markus Flury começou a tocar baixo nos Crystal Ball, mas é claro que ele sempre foi um guitarrista. E quando tivemos que encontrar um novo guitarrista, a maneira mais fácil foi mudá-lo do baixo para a guitarra. Por isso encontramos Cris Stone como o nosso novo baixista.

Mas o mais notório é mesmo a estreia do vosso novo e grande vocalista, Steve Mageney. Onde o descobriram?
Ele enviou-me um pedido de amizade no Facebook. Então perguntei-lhe se ele tinha visto que nós estávamos à procura de um vocalista. Ele não sabia, mas mostrou-se interessado. Fui à Alemanha (conduzi 600 km) para ver um espetáculo com sua banda de covers Bourbon Street. Fiquei impressionado e por isso convidei-o para ir à Suíça para uma sessão ao vivo e fizemos algumas gravações em estúdio com ele. E funcionou imediatamente.

Qual foi o grau de colaboração dos novos elementos no processo de composição?
Sim, foi muito importante para nós que o novo vocalista pudesse mostrar o seu próprio estilo. Por isso, passamos muito tempo a trabalhar no novo material. Steven contribuiu com muitas linhas melódicas. Markus também contribuiu com duas músicas para o novo álbum.

E como vês Dawnbreaker em comparação com os vossos trabalhos anteriores? Consideras este é o vosso melhor álbum de sempre?
Realmente acho que é o melhor álbum como um todo, a composição, som, performance, produção, etc. Tem a sensação de um show ao vivo, com muita energia. Mas é claro que existem muitas músicas antigas que eu ainda gosto muito, especialmente com Steven a cantá-las. Dá-lhes uma nova e fresca atitude.

Já têm as primeiras reações ao novo álbum? Como têm sido?
As reações da imprensa têm sido muito positivas. O engraçado é que, dependendo do gosto individual, todas as análises têm diferentes momentos favoritos... Acho que é porque temos toda uma variedade no álbum, clássicas rocksongs otimistas, alguns temas são mais metal, outros  hardrock, uma balada acústica e uma balada mais épica, etc. Pelo que eu ouvi dos fãs, todos gostam deste novo álbum.

Existem dois vídeos profissionais para Dawnbreaker. Podes falar um pouco disso e quais as escolhas?
Queríamos apresentar o novo line-up com os vídeos. Anyone Can Be A Hero era uma escolha óbvia, porque todos reagiram muito positivamente a essa canção. Eternal Flame é o single para a rádio na Suíça e mostra um lado diferente da banda. Fizemos o vídeo para apoiar esse single. É a única maneira de obter algum airplay na Suíça, o que não é muito rock-friendly.

Afinal de contas o que é a Crystal Ball tattoo- photocompetition?
Fizemos tatuagens temporárias com o logotipo de Crystal Ball. Todos estão convidados a tirar uma foto com a tatuagem e enviá-la para o nosso facebook. Podem ser encomendadas em: info@crystal-ball.ch. Não se esqueçam de indicar o vosso endereço completo, incluindo o país. Haverá uma votação no facebook e o vencedor irá receber merchandise porreiro e um dia com os Crystal Ball.

E a respeito de álbuns ao vivo, já há alguma agendada para os próximos tempos?
Primeiro temos alguns espetáculos aqui na Suíça. O booking ainda está em andamento. E nós também estamos trabalhando numa tournée com os roqueiros suecos The Poodles, em março de 2014.

Para terminar, mais uma vez obrigado e dava-te a oportunidade de acrescentar mais alguma coisa que não tenha sido abordado nesta entrevista...
Por favor, consultem a nossa música e siga-nos nos nossos canais no Facebook, YouTube, Twitter, etc. Obrigado a todos os nossos fãs por lerem isto. Agradecemos muito!!

Comentários