quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Entrevista: Glass House

O duo composto por Mark Vickness e David Worm está de regresso com o seu terceiro trabalho, Long Way Down, sequência lógica dos seus trabalhos anteriores embora com algumas nuances diferenciadoras, como nos esclareceu o guitarrista Mark Vickness.

Viva! Obrigado pela disponibilidade de falarem para Nocturna. Long Way Down é o vosso novo álbum. Como decorreu o processo de criação desta vez?
As músicas do Long Way Down foram-se desenvolvendo como costuma acontecer com quase todas as nossas músicas. Eu e David costumamos começar com uma parte de guitarra, uma letra ou uma ideia melódica. Depois gravamos de improviso em torno dessa ideia até que tenhamos uma forma de canção e uma letra que gostemos. Isso quase sempre se desenvolve com uma guitarra acústica e voz sobre a qual depois construímos os arranjos.

Todas as criações são totalmente vossas. Quando e porque surgem os convidados?
Temos trabalhado com muitos músicos fenomenais ao longo dos anos. Sentimos que as contribuições dos artistas convidados realmente contribuíram de forma significativa para as músicas do Long Way Down.

Quais as principais diferenças para os vossos trabalhos anteriores?
Este é o primeiro lançamento em que decidimos trabalhar com um produtor independente, Jon Evans. Isso fez com que o processo criativo fosse muito diferente com o input que o Jon colocava a cada momento do percurso. Além disso, nunca tínhamos gravado com um quarteto de cordas antes. Gravar com a Turtle Island Quartet foi uma experiência maravilhosa. Eles são incríveis!

Nas tuas próprias palavras, como definirias Long Way Down?
Long Way Down é o culminar de muitos anos de escrita, gravação, e de realizar e produzir juntos. Estas dez canções reúnem todas as nossas várias influências ao longo dos anos naquilo que é esperançosamente uma orgânica experiência de audição.

No campo lírico, vocês apresentam algumas letras com mensagens sociais, certo? Porque e quais as vossas principais preocupações?
Nós esforçamo-nos para alcançar um equilíbrio entre as letras pessoais (Thank You, Long Way Down, For Now) e temas sociais/políticos (Where I Belong, Build A Bridge, Turn Away, Questions). Em Bring Me The Hammer combinamos as duas vertentes com um versículo que fala de derrubar paredes pessoais entre as pessoas e um verso sobre derrubar muros entre as culturas. Os temas sociais/políticos geralmente andam à volta da tentativa de reunir pessoas. Também tentamos refletir sobre a junção de vários estilos musicais no disco.

Broken Arrows, um dos vídeos deste álbum, tem tido bastante sucesso. De alguma forma esperavam isso?
Nós sempre tivemos uma resposta muito positiva para Broken Arrow sempre que tocávamos esse tema, por isso não ficamos assim tão surpreendidos que o vídeo tenha sido tão bem recebido.

Já há mais algum vídeo para este álbum ou há previsões para isso?
Sim! Acabamos de filmar quatro novos vídeos que apresentam a nova configuração dos Glass House para apresentações ao vivo, em formato quarteto: David Worm, vocais; Mark Vickness, guitarras; Mads Tolling, violino e Dan Feiszli, contra-baixo. Estes vídeos estão em fase de edição para serem disponibilizados em fevereiro e março, antes do nosso espetáculo no South by Southwest em Austin, Texas, a 14 de março. Um dos vídeos é uma música nova, uma cover de Blackbird de Paul McCartney que estamos a dedicar à memória de Nelson Mandela.

Com uma carreira de 23 anos a trabalhar juntos devem ter boas e más experiências. Queres compartilhar alguma connosco?
Já são mais de 23 anos e tem havido muitos momentos! Há algo excepcionalmente maravilhoso sobre nós dois trabalhando juntos no nosso estúdio pela noite dentro, fones nos ouvidos. É um momento que tem sido repetido inúmeras vezes, mas sistematicamente voltamos a ele. Também já tivemos algumas coisas muito assustadoras a acontecerem durante os concertos, mas não consigo pensar em nenhuma experiência com Glass House que eu descrevesse como um pior momento.

Também já trabalharam com diversos músicos. Que experiências foram mais marcantes para ti?
Sempre que um músico vem preparado e oferece algo de si para tornar a nossa música melhor é um momento marcante para nós. Isso já aconteceu muitas vezes – incluindo em Long Way Down.

E novos projetos para os próximos tempos?
Novos vídeos prestes a ser lançados; o espectáculo em South by Southwest, em março; um espetáculo aqui em Oakland a 17 de maio e esperamos agendar muitos mais concertos.

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