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Entrevista: Casablanca

O hard rock está bem vivo e cada vez mais surgem excelentes exemplos disso. Os suecos Casablanca são mais um dos nomes mais badalados atualmente. Não só pelas passagens sucessivas na rádio sueca nem por contar com Ryan Roxie, guitarrista de Alice Cooper, mas essencialmente pelos hinos criados em Apocalyptic Youth e agora, mais recentemente em Riding A Black Swan. Motivos para irmos descobrir e conhecer melhor os autores de um dos melhores disco deste inicio de 2014, através da entrevista com a baterista  Josephine Forsman.

Viva Jossan! Obrigado pela tua disponibilidade! Novo álbum e começo por te perguntar quais são as vossas sensações a esse respeito…
Obrigado! Deus te abençoe por acreditares em nós. Os meus sentimentos a respeito deste lançamento são ótimos! Até agora os comentários têm sido muito bons. Estou feliz porque há pessoas na Europa que finalmente, começaram a ouvir o álbum - é um killer album!

De facto, novo álbum com grandes reviews um pouco por todo o mundo. Naturalmente estás muito feliz, mas também, naturalmente, nada vem sem trabalho. Suponho que há muito trabalho por trás de Riding A Black Swan...
Houve, com certeza. Espantou-me quanto tempo todos nós dedicamos ao processo, sem um produtor e sem dinheiro. Isso certamente fez este álbum que é construído a partir da frustração e do puro amor pela música.

O que é um título como este quer dizer? Alguma coisa em especial?
Riding A Black Swan é uma dica para todos que acham que não durariam um minuto, cada indivíduo dentro das bandas tendo uma caminho próprio. Riding A Black Swan é sobre fazer algo inesperado, algo que ninguém pensou que se pudesse fazer.

Mudaram alguma coisa nos processos de escrita ou gravação desde a vossa estreia?
Em Apocalyptic Youth trabalhamos com Chris Laney, um grande produtor e desta vez tudo foi feito por nós. Juntamente com o técnico Jon, cada pequena ou grande decisão foi feita de acordo com a visão Casablanca e eu sei que isso nos fez mais fortes. Foi muito bom para nós, embora mais demorado. Isso fez-nos perceber que não precisamos de mais ninguém além de nós e vocês, a multidão, para criar magia, certo? Quando se trata de escrever, Anders e Mats ainda são aqueles que fazem um primeiro esboço das canções, mas particularmente em Black Swan passamos mais tempo no estúdio de ensaio em trabalho coletivo.

Em termos musicais, de que forma Riding… é diferente de Apocalyptic Youth?
Antes de mais, o som é bastante diferente. Tivemos um orçamento alto em Apocalyptic Youth, ao contrário de Black Swan, e, naturalmente, aquele saiu um pouco mais polido. Em Apocalyptic as melodias pop são mais evidentes que em Black Swan, que é mais sujo e foi basicamente gravado ao vivo e durante menos tempo.

Este álbum aparece com uma edição em 2014, mas já havia uma edição anterior, de 2013, não é verdade? O que aconteceu?
Boa pergunta. Pelo que sei houve um lançamento na Suécia em 2013, e agora para todos vocês no resto da Europa em 2014...

E esta nova edição é igual à anterior?
Exatamente igual.

Digamos que Casablanca não é o nome mais previsível para uma banda de hard rock da Suécia. De onde vem este nome? Não têm nenhuma ligação com Marrocos, pois não?
O nome é uma homenagem à antiga editora dos Kiss.

E o que faz um guitarrista da banda de Alice Cooper nos Casablanca? (risos...)
Ryan vive na Suécia e Anders ligou-nos sabendo que ele iria fazer um grande trabalho na banda! Não esperávamos era que ele fosse sair em tournée com Alive Cooper, especialmente a meio do nosso próprio lançamento. Mas temos a sorte de ter grandes guitarristas para o substituir quando ele não puder participar. Erik Almström dos Bullet e Hakim Krim dos Dead Lord. Ryan acrescenta muito com o seu tom e sentido melódico. Ele traz aos Casablanca o verdadeiro estilo americano, sabedoria e personalidade e combina muito bem com o nosso estilo sueco.

Embora alguns outros membros dos Casablanca também toquem noutras bandas. Tem sido fácil gerir essas situações?
Tentamos manter as nossas prioridades. Às vezes é difícil, mas digo-te, Casablanca é uma banda divertida para se estar e é algo que não vais querer perder.

Têm algum vídeo para este álbum?
O vídeo de The Giant Dreamless Sleep está porreiro e foi feito em Estocolmo pelo realizador Herman Söderström!

No dia em que esta entrevista foi elaborada vocês estavam em tournée, precisamente aqui ao lado, em Espanha. Como decorreram as coisas?
Que tournée! Nós não sabíamos o que esperar e viemos encharcados de amor! Adoraríamos voltar a Espanha! Imagina chegares diretamente de um público sueco, não muito interessado em mostrar amor à tua banda, talvez até um pouco mimado, e encontrares este, onde te dão tanto amor que até te perguntas se realmente o mereces! Mas eu acho que merecemos!

Há mais algum projeto em que estejam envolvidos atualmente?
Sim, mas Casablanca é o principal. Já começamos a pensar no terceiro álbum e ao mesmo tempo, esperamos voltar a viajar pela Europa com o Black Swan e reunirmo-nos com todos vocês, amantes da música.

Bem, foi um prazer conversar contigo. Queres dizer mais alguma coisa aos nossos leitores ou aos vossos fãs?
Espalhem a palavra de Casablanca e façam-nos ir tocar para vocês! Eu sei que vocês gostam e sei que nós gostaríamos de vocês.

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