quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Entrevista: Ferris & The Wheels

Quando os Bad Axe terminaram Geoff Ferris continuou com o seu baterista Patrick Gullett e ergueram um novo projecto bem mais rockeiro: Ferris & The Weels. A apresentação surge na forma do EP de cinco temas Hollow onde pontifica o tema You Can´t By Yourself que se tornou mundialmente famoso pela abordagem à temática do bullying. O professor Geoff Ferris conhece bem a situação e, naturalmente, este foi um dos tópicos da entrevista que concedeu a Via Nocturna.

Viva Geoff, é um prazer conversar contigo! Ferris & The Wheels é o teu novo projeto. Como surgiu?
Há cerca de ano e meio atrás estava numa banda de Nashville chamado Bad Axe, assim chamada em homenagem à minha cidade natal (Bad Axe, Michigan). Terminamos em 2012 e eu e o meu baterista (Patrick Gullett) decidimos continuar juntos, começamos a escrever novas músicas e o novo nome do projeto foi Ferris & The Wheels.

Como selecionaste e/ou descobriste os músicos que agora tocam contigo?
Conheço o meu baterista há cerca de 4 anos. Conhecemo-nos num local de música através de um amigo mútuo. Encontrei o nosso guitarrista, Jake Lentner em Craigslist.org e o nosso baixista atual foi encaminhado para nós por um amigo comum.

Hollow é o primeiro EP deste teu novo projeto. É um pouco mais pesado e obscuro que os anteriores. O que aconteceu? E era essa a tua intenção desde o início?
Sim, eu sempre fui atraído pela paixão e honestidade na música. Sou um viciado em John Lennon, adoro bom hard rock clássico como Zepplelin, The Who, Stones e rock progressivo como Floyd. Fui muito influenciado por Neil Young e Bob Dylan, além da música alternativa e do grunge dos anos 90. A minha intenção sempre foi a de ser um humilde servo do rock n roll! Sempre gostei de tocar em formato acústico com harmónica, mas nada me deixa mais animado musicalmente do que rockar eletricamente com uma banda completa!

Todas essas músicas são totalmente novas?
Não, duas são de 2008 e três são novas. Hollow e Let’s Get Into Something foram co-escritas com Patrick Gullett. Hold Your Tongue e Allow Me escrevi-as em 2008, mas nunca foram gravadas nem lançadas. Can’t By Yourself é a minha última canção, escrita em 2013.

Sei que um álbum conceptual não tinha sido planeado, mas, na verdade, há uma linha comum entre as músicas?
Certo, não foi um álbum conceptual, mas uma linha comum entrelaça uma montanha russa de altos e baixos emocionais. Hold Your Tongue é um adolescente dizendo: "Eu vou fazer isso sozinho", enquanto Can’t By Yourself é toda sobre ser apanhado e ajudado por um companheiro sonhador. Hollow é o epítome de se ter chateado com alguém que deveria ter amado mais, enquanto Let’s Get Into Something é um clássico da luta sóbrio vs vicio. Finalmente, Allow Me é a confusão que resulta de uma pessoa gritar para que o amor da sua vida o ame mesmo depois de o deixar ir.

Naturalmente temos de falar sobre o vídeo de You Can’t By Yourself. Trata-se de um assunto atual e um vídeo que tem vindo a ganhar atenção mundial. Como professor, como vês o problema de bullying na escola atual?
Eu trabalho com crianças com necessidades especiais, por isso, obviamente, o bullying tem sido um grande problema para eles ao longo dos anos, principalmente a partir de uma falta de compreensão e experiência. Com o recente aumento na inclusão (a prática de ensino de crianças com necessidades especiais na mesma sala de aula que os seus pares com desenvolvimento típico) o bullying tem realmente vindo a diminuir, o que é ótimo. A verdade é que, com todos os adolescentes, o bullying nunca vai acabar. Teremos é que criar formas criativas de ensinar todos a respeitarem-se e amarem-se uns aos outros, à medida que as gerações humanas progridem.

Já têm mais algum vídeo para este trabalho?

Para quando um longa duração? Já estão a trabalhar em novas músicas?
Esperemos ter um álbum completo para lançar na primavera de 2015. E, sim, realmente acabamos 4 novas músicas no nosso último ensaio! Estamos muito determinados a completar um álbum.

Projetos para este ano, como tours ou outros?
Estamos a preparar-nos para uma tournée no final da primavera/verão e estamos ansiosos para tocar na frente de tantas pessoas quanto possível e ajudar as pessoas a divertirem-se!

A terminar, mais uma vez obrigado e dava-te a oportunidade de acrescentar mais alguma coisa que não tenha sido abordada nesta entrevista...
O nosso principal objetivo como banda é a honestidade. Eu não sou o melhor guitarrista nem cantor do mundo, mas sou um compositor dos diabos e a nossa música é honesta. Não fingimos, somos o que somos e isso é uma banda de rock cru. Finalmente queremos ajudar as pessoas, as nossas comunidades, os nossos vizinhos e nosso mundo. Nós somos pela paz e amor e retribuímos. E que melhor maneira de fazer isso do que rockando?

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