Entrevista: Stormwarrior

Ativos desde 1998, os veteranos Stormwarrior são provavelmente o melhor exemplo do true speed metal alemão. Se dúvidas, eventualmente, ainda existissem elas ficam todas dissipadas com a excelência de Thunder & Steel. Lars Ramcke, vocalista e guitarrista do coletivo contou a Via Nocturna tudo o que envolve este novo trabalho.

Olá Lars! Obrigado pelo teu tempo! É um prazer ter a possibilidade de fazer esta entrevista com uma autêntica lenda viva! Novo álbum e a este respeito, quais são os vossos sentimentos?
Obrigado. Acho que é um dos melhores álbuns que fizemos até agora e parece que as pessoas pensam da mesma maneira. Queríamos capturar o espírito dos nossos primeiros álbuns e combiná-lo com a catchiness dos nossos lançamentos mais recentes e acho que essa combinação funcionou.

Então, em termos musicais, Thunder & Steel acaba por congregar várias fases vossas?
Sim, como referi, este novo álbum deveria combinar o período inicial com os álbuns mais recentes, quer musical quer liricamente e acho que conseguimos isso. Por isso, sim, temos talvez todos os elementos dos Stormwarrior num único álbum.

Três anos se passaram desde Heathen Warrior. O que aconteceu no reinado Stormwarrior durante este período?
Na verdade, não foram 3 anos, foi mais algo como 2,5 anos já que 2014 ainda está no inicio. Fizemos uma tournée com os Powerwolf em 2012 e alguns outros projetos privados. Depois, o nosso novo baterista Jörg juntou-se à banda e em 2013 começamos a trabalhar no álbum que foi lançado em janeiro deste ano.

O nome do vosso novo álbum diz tudo: Thunder & Steele. Desde logo fica evidente que é outro manifesto heavy metal...
Exatamente! A combinação dos dois lados líricos dos Stormwarrior. Thunder do lado pagão do norte e Steele, representando o nosso estilo de vida de Heavy Metal que marca o fundamento dos Stormwarrior desde as primeiros demotapes e 7"s.

Os primeiros comentários têm sido excelentes. Parabéns! Estavam à espera disto?
Claro que sempre temos algumas expetativas, mas nunca se sabe se as pessoas verão o trabalho da mesma maneira. Há sempre pessoas novas que se juntam a horda e outras pessoas a mudar um pouco o seu gosto musical enquanto outras permanecem as mesmas. Assim, mesmo se fizeres dois álbuns seguidos com a mesma configuração e o mesmo estilo e qualidade, as críticas irão ser completamente diferente, por isso, o melhor é não esperar nada.

A determinada altura da vossa carreira mudaram para os vossos nomes reais. Porque começaram a carreira com pseudónimos e por que razão sentiram a necessidade de os abandonar?
Começamos com isso no nosso primeiro line-up quando fizemos as nossas primeiras demotapes no underground. Simplesmente porque gostávamos desse culto. Mais tarde, houve uma série de mudanças na formação e a partir de certa altura deixei de me sentir bem por ter de inventar um novo nome a cada meio ano ou assim (risos!)! Então concordamos em deixar esses nomes para os momentos a que eles pertencem e quando eles se encaixavam no conceito geral.

Um dos principais pontos em Thunder & Steel bem como noutros álbuns dos Stormwarrior são os grandes diálogos nos solos de guitarra. Alguma vez pensaram em adicionar um novo membro, um vocalista, para te poderes concentrar apenas na guitarra?
Sim, às vezes, de fato pensamos ou melhor pensei... Mas na verdade fiquei sempre em minoria, porque o resto da banda achava que essa seria uma mudança muito grande no nosso som e seria muito perigoso os vocais virem polidos e não suficientemente ríspidos. Além disso, atualmente não é assim tão fácil encontrar um bom vocalista. Assim, parece que todos vamos ter que conviver com a situação da maneira que está (risos).

Ainda mantêm os conceitos a respeito da mitologia nórdica?
Desta vez, há apenas algumas partes do álbum que lidam com este tema, mas, no geral, é claro que isso ainda faz parte dos Stormwarrior e já temos algumas ideias para temas interessantes de algumas novas canções para o próximo álbum. Mas vamos ver...

E também um grande artwork! Quem foi o responsável?
O artwork foi feito por Felipe Machado Franco. Foi a primeira vez que trabalhamos com ele. Normalmente, eu, pessoalmente, não gosto dessas obras de arte digitais, mas o Felipe encontrou uma forma que, de alguma forma, se encaixa nos Stormwarrior e estou realmente satisfeito com o resultado.

Vocês são fortemente influenciados pela cena heavy/speed metal dos anos 80. Como vês esta onda de revivalismo que parece invadir a cena metal nos últimos anos?
Não me apercebi disso, uma vez que a maior parte do tempo estou a trabalhar em estúdio e mal vejo a luz do dia para saber o que acontece lá fora (risos)!

Sinceramente, o que é que vocês fazem para conseguir esse som tão eighties?
Não sei. Acontece quando toco guitarra e escrevo canções. Nas sessões de gravação, temos alguns bons pré-amplificadores analógicos antigos dos anos 70 de velhas estações de rádio Alemãs que usamos para obter um grande e quente som da velha escola. Talvez isso ajude também.

Têm algum vídeo deste álbum?
Não, infelizmente não tivemos para fazer qualquer vídeo.

E tournées?
Nesta altura, estamos em tournée com os Majesty e Wisdom. Esta é tournée de abertura para nós, porque depois iremos com os Gamma Ray em abril nas datas alemães e teremos algumas aparições em festivais.

Bem, foi um prazer conversar contigo. Queres dizer alguma coisa aos nossos leitores ou aos vossos fãs?
Espero que todos gostem do novo álbum! Bang that head that doesn't bang!!!

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