Review: Refraction (Reacta)

Refraction (Reacta)
(2014, Alaric Records)
(5.1/6)

Os Reacta são do México. Esta será, porventura, o primeiro ponto de exclamação. Não que os Mexicanos não sejam capazes de fazer grandes álbuns, mas pela raridade. Assim de repente, este é o primeiro coletivo da terra de Hugo Sanchez que ouvimos. Refraction é o primeiro trabalho do coletivo e é um disco muito orgânico, emotivo e construído com muito sentimento. Habita ali numa zona mal definida num subtil cruzamento entre o rock alternativo, o prog rock, o post rock (com vocalizações) e a pop britânica dos anos 80 (quando os elementos sintetizados e eletrónicos surgem pontualmente). Por vezes a tender para The Police, outras para U2, outras para Riverside, outras para Muse, outras até para Depeche Mode. Uma amálgama de sentimentos e emoções sem direção definida e com uma independência estilística arrojada. O trabalho de guitarra ao nível dos pormenores chega a ser brilhante; a bateria é extremamente dinâmica e versátil; os teclados são usados em doses variáveis consoante o ambiente do tema, mas sempre de forma adequada e plenamente adaptados; os vocais acabam por ser eles o veículo transmissor de toda a emotividade. Complication é o tema mais longo (mais de 12 minutos) e o mais experimental. Os nossos preferidos são Stay Here, Skyscraper e Sound Of Drums. Refraction é uma agradável surpresa e deverá ser explorado pelos entusiastas deste género.

Tracklist:
1.      Lost
2.      Back Home
3.      Puzzles
4.      Stay Here
5.      Complication
6.      Skyscraper
7.      City Of Lights
8.      Sound Of Drums
9.      Last Train
10.  Storyline

Line-up:
Rodrigo Ortiz - bateria
Gabriel Melo - bajo
Carlos Espinosa - guitarra
Fernando Gutiérrez - guitarra
Chava – sintetizadores
William Merritt – vocais

Internet:

Edição: AlaricRecords 

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