segunda-feira, 31 de março de 2014

Entrevista: Jared James Nichols

Old Glory & The Wild Revival é o longa duração com o mesmo nome do EP já lançado o ano passado por Jared James Nichols, adicionado de mais cinco temas. O jovem guitarrista norteamericano tem feito furor com o seu power hard blues e prepara-se para espalhar a força, alma e feeling do seu rock pela Europa. Fiquem com JJ Nichols em discurso direto.

Olá Jared e obrigado pela tua disponibilidade! Podes apresentar a tua banda aos rockers portugueses?
BLUESPOWER! O meu nome é Jared James Nichols e lidero o meu próprio blues/rock power trio. Tenho uma secção rítmica sueca composta por Dennis Holm na bateria e Erik Sandin no baixo. É música pesada, crua e emocionante para alma. Se vocês são verdadeiros fãs de música, isto é para vocês.

O teu novo álbum chama-se Old Glory & The Revival Wild. Por quê?
Old Glory é o apelido da minha velha Les Paul Custom. É uma guitarra muito especial, o melhor álbum onde toquei. O Wild Revival é o que eu estou a criar com esta música. É um ressurgimento do rock and roll e heavy feelin’ blues atualizado para 2014. Este é o momento para a grande música regressar.

Antes deste álbum tinhas lançado dois EP’s, curiosamente, um deles com o mesmo nome. Em que difere esta versão longa?
Originalmente, lançamos o EP para apresentar esta coleção de cinco músicas em que eu estava a trabalhar com o produtor Warren Huart. Depois de lançado, andámos em tournée e sentimos que queríamos mais! Decidimos adicionar mais alguns temas e torná-lo num longa-duração. E para ser honesto, todas as músicas já estavam escritas, por isso foi a coisa mais natural e fácil de fazer.

Sendo tu um jovem guitarrista de blues rock, que nomes mais te influenciaram?
Eu sempre adorei o blues tradicional profundamente. Son House, Lightnin' Hopkins e Howlin' Wolf dizem-me muito. Tal como grupos como Free, Mountain e Johnny Winter.

Mas também tiveste uma forte relação com Stevie Ray Vaughan?
A primeira vez que ouvi Stevie, a minha vida mudou, fui consumido pelo poder do blues! Ele derramou tanta paixão e alma na sua forma incrível de tocar. Além disso, cresci ao lado do Alpine Valley Music Theatre, onde ele tocou o seu último concerto. Definitivamente conseguia sentir o seu espírito no ar. Ainda hoje ele põe-me os cabelos do meu pescoço em pé.

E quais são os teus guitarristas favoritos?
Basicamente os três King’s (Albert, BB, Freddie) abriram o livro. Mas também sempre gostei de Hubert Sumlin, Buddy Guy e Albert Collins. Leslie West é alma pura, tal como Paul Kossoff. Tem tudo a ver com feeling!

E é curioso porque acabas por usar guitarras não muito vulgares no blues. Quer a Flying V quer as Les Paul não são tradicionais. Porque usas essas guitarras?
As Flying V são cá umas guitarras funk! Elas têm um som próprio e único. Além disso, Albert King e Lonnie Mack tiraram um som incrível das suas V. Les Paul tocou com os dedos, em vez de palheta e essa é som que eu sempre quis tirar da minha guitarra. Tocando em trio, a Gibson é muito mais corajosa. A Les Paul e um amplificador valvulado sem distorção é o melhor som do mundo!

A respeito de Old Glory & The Wild Revival, como o descreverias?
BLUESPOWER! É a minha alma exposta ao ouvinte, uma lufada de ar fresco num som clássico. É cru, real e honesto. Cada canção conta uma história diferente onde me expresso.

Como decorreu o processo de gravação?
Foi um processo muito orgânico e relaxado. Simplesmente ligamos os instrumentos e tocamos. Não perdemos muito tempo a tentar fazer com que cada canção fosse tecnicamente perfeita. Ao invés, centramo-nos no feeling e na alma de cada parte. E saiu exatamente como queríamos: desafetado e real.

Em breve virão até à Europa. É a tua primeira visita cá? Quais são as expetativas?
Sim, essa será a minha primeira viagem à Europa! Estou muito animado para esses espetáculos. Mal posso esperar para levar a minha música para os fãs europeus. Em todas as noites iremos dar-lhe forte! Old Glory & Wild The Revival está a chegar... Preparem-se!

Já há algum vídeo para este álbum?
Ainda não, mas já estamos a falar de diferentes conceitos de vídeo para algumas faixas do disco.

Obrigado Jared, foi um prazer conversar contigo. Queres acrescentar mais alguma coisa para os nossos leitores ou para os vossos fãs?
Rock on!

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