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Entrevista: Stone Dead

De Alcobaça os Stone Dead voltam a marcar pontos com mais um EP promo/demo. The Stone John Experience sucede a Animals e, mais uma vez, resulta do trabalho árduo dos elementos da banda e de alguns amigos, responsáveis por todo o trabalho. O guitarrista Jonas falou-nos do crescimento da banda que culmina neste novo EP e do que está previsto para os próximos tempos.

Olá viva, mais uma vez obrigado pela vossa disponibilidade. Dois anos depois de Animals estão de regresso às gravações com The Stone John Experience. Que experiência é ou foi essa?
Olá, desde já, agradecemos também todo o apoio prestado pela Via Nocturna. Este The Stone John Experience surgiu com a vontade de mostrar músicas que andamos a tocar há algum tempo ao vivo, fazendo tudo novamente de um modo bastante caseiro, num home-studio de um amigo nosso, o Filipe Adubeiro. Todo o EP foi gravado com o nosso material e o dele. Correu tudo bem, o Filipe foi bastante prestável, fez tudo para que o resultado fosse o melhor possível.

De que forma trabalharam os temas para este novo EP? Houve alterações ou mantiveram o mesmo processo?
O processo de composição tem sido sempre idêntico, um dos 4 chega ao ensaio com uma ideia/uma base e a partir daí todos trabalhamos para construir a música. Já em estúdio, acrescentámos alguns instrumentos de percussão e teclados, por concordarmos que daria um toque interessante às músicas.

E o processo de gravação voltou a ser completamente sem stresses e com o mesmo vosso amigo como em Animals?
Voltou a ser tranquilo. Por norma, nos estúdios profissionais, tem-se apenas 2 ou 3 dias para gravar todo o ep… Nós, quando tínhamos disponibilidade, íamos lá e gravávamos. O Animals foi dessa forma com o Paulo Santos e o TSJE oi também assim mas com o Filipe Adubeiro.

O que se manteve foi a aposta em serem completamente responsáveis por todo o trabalho que agora apresentam. Uma política que tem dado frutos…
Não queríamos andar a tocar ao vivo sem ter material para as pessoas ouvirem em casa ou onde quer que seja. No fundo, estes 2 EP’s são Promos/Demos, que têm como objetivo despertar a curiosidade nas pessoas para nos verem ao vivo. Como, por enquanto, não temos os meios necessários para gravar num estúdio profissional, achamos que as coisas podem e devem fazer-se com os meios disponíveis. No entanto, no futuro, queremos muito gravar um álbum com alguém experiente e com um processo diferente. Será certamente uma experiência muito enriquecedora.

Mais uma vez também, o trabalho está disponível para download gratuito. Têm tido muitas solicitações?
Como não tivemos custos de maior com este lançamento, achamos que faz todo o sentido assim ser. Temos visto que há malta a fazer o download e a parecer gostar das músicas, a partilhar nas suas páginas, blogs, etc., o que nos deixa bastante contentes e realizados. Também temos recebido convites para concertos, portanto parece estar tudo a resultar de uma boa forma.

Mas também estará disponível em formato físico?
Sim, sim. Feito de um modo igualmente caseiro. Está disponível nos nossos concertos e também podemos enviar por correio. Custa 5 euros e inclui um autocolante e uma prenda do Tenório, que foi novamente responsável pelo artwork.

Mais detalhadamente sobre este novo EP, há algumas diferenças para o primeiro? Como o descreveriam?
O Animals é composto por 5 das 6 músicas que tínhamos feito até então. Depois destes 2 anos, já temos a sonoridade mais definida e o novo EP vai exatamente ao encontro disso mesmo. É normal que se notem essas diferenças ouvindo um e outro.

Podes explicar aquela “cena” do Juntos ao Luar?
Ahah. O Juntos ao Luar tinha lá umas javardices pelo meio e o título veio daí mesmo, por ser irónico. Depois acabámos por tirar essas tais javardices mas achámos que mesmo assim ficava bem entre as duas músicas e o título manteve-se.

Como aparece a harmónica neste álbum? De onde veio a inspiração? Quem a toca?
Não me recordo ao certo a partir de quando começámos a incluir a harmónica nas nossas atuações e temas, mas concordámos desde logo que encaixava bem e acrescentava muito à nossa sonoridade. Agora, já é um instrumento que faz parte de Stone Dead. Os tocadores da gaita são o João (guitarra/voz) e o Bruno (bateria/voz), que começou a tocar talvez por culpa do Bob Dylan.

Evil Monkey foi o tema escolhido para vídeo. Porque?
Sim, porque com a Stone John e a City já tínhamos feito umas gravações ao vivo e disponibilizado no youtube, então fazia sentido ser a Evil e pensamos que resultou bem.

Em termos de concertos como têm sido a vossa agenda? E para os próximos tempos, o que há agendado?
Os primeiros 2 concertos de apresentação foram em Leiria, com duas bandas que acabaram de lançar disco e que gostamos muito, os Born a Lion e os Killimanjaro. Este mês ainda vamos andar por Figueira da Foz, Setúbal e Lisboa. Temos também concertos agendados para os próximos meses, que em breve serão anunciados.

Obrigado. Queres acrescentar mais alguma coisa que não tenha sido abordado nesta entrevista ou deixar alguma mensagem para os vossos fãs?
Queremos mais uma vez agradecer à Via Nocturna e convidar as pessoas a aparecerem nos concertos e a acompanharem todas as novidades em facebook.com/stonedeadpt

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