segunda-feira, 12 de maio de 2014

Entrevista: Brian Baugus

Já tocou com quase toda a gente. Já fez cinema. Toca quase todos os instrumentos. Mas só agora aparece um disco com o seu nome. Falamos de Brian Baugus que, como ele próprio referiu, deverá haver muitas gravações de eventos ao vivo onde participa. Mas com a sua assinatura, Actor, Songster, Sage é a primeira aventura. Confiramos o que sente este mítico músico do americana underground.

Olá Brian, obrigado por este momento! Actor, Songster, Sage é finalmente a sua estreia. Porque não aconteceu mais cedo?
Sempre fui um artista ao vivo. Tenho a certeza que haverá muitas gravações de eventos ao vivo em que eu estou.

Neste álbum toca praticamente todos os instrumentos com a adição de alguns convidados. Porque tomou essa opção?
Basicamente, dei-lhe asas. Comecei por fazer um registo de canções e as ideias surgiram, assim nascendo o projeto.

Como foi a seleção das pessoas que o acompanham?
Na maior parte, apenas disse “vamos”.

Como descreve Actor, Songster, Sage? Quais são as maiores influências, na sua opinião?
É um álbum temático. Digo na primeira música que acho que é um álbum de blues. Mas há muitos estilos. Acho que poderás ouvir algo de Beatles. Uma coisa é certa: estou nos anos sessenta e sou da década de sessenta.

De facto, é um álbum bastante diversificado. Considera-se um artista camaleónico?
Acho que se te consideras um compositor tens o dever de ser tão diverso quanto possível. Mas, como disse Zappa, um homem tem apenas alguns temas dentro dele.

As inicias do título do álbum originam o termo ASS. Foi pensado ou pura coincidência?
Bem, quem, a não ser um burro, se apelidaria de sábio.

No CD aparece a data de 2010. Qual a razão? Alguns temas têm 4 anos?
Essa foi a data em que o projeto começou. Mas, note-se, tenho músicas com mais de vinte anos de idade que ainda hoje são relevantes.

Com uma carreira tão longa e diversificada, quais considera terem sido os seus momentos mais altos?
Sem dúvida, o ponto mais alto terá sido quando uma das matronas de cabelo azul do teatro me disse que eu fiz um "cadáver bonito" em Dial M For Murder (os meus olhos olhavam fixamente para a plateia). Permitiu-me responder, “O primeiro ato ou segundo?"

Uma carreira extensível ao cinema. Como surgiu essa oportunidade? Está a trabalhar em algum projecto neste campo neste momento?
Estava a ir para um clube e corri para Billy Scott (Billy Scott and the Georgia Prophets) e estávamos a aproximarmo-nos quando Don Swan diz: "chamada para o casting. Eles não têm os meus extras". Então, muito rapidamente estava dentro. Foi divertido, mas fazer filmes é desgastante e eu sou um homem velho.

Está a pensar levar Actor, Songster, Sage para palco? Já existe alguma data planeada?
Oh yeah! Este show tem que ir para a estrada. Os planos ainda não estão confirmados, mas espero estar na vossa cidade em breve.

Bem Brian, foi um prazer! Quer acrescentar mais alguma coisa?
Rightbackatcha. Tudo o que tenho a dizer para as pessoas aí fora é que se amem uns aos outros e limpem a confusão que criaram.

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