sexta-feira, 30 de maio de 2014

Entrevista: Erik Scott

Quando um baixista rock se aventura em sonoridades menos convencionais como o world music isso demonstra a capacidade que esse músico tem em inovar e derrubar barreiras. Vem isso a propósito de And The Earth Bleeds, segundo trabalho a solo de Erik Scott, baixista que chegou a trabalhar com Alice Cooper. Fomos descobrir as suas motivações…

Olá Erik! Obrigado pelo teu tempo para Via Nocturna. Podemos falar um pouco sobre o teu regresso com And The Earth Bleeds? Para começar, sendo tu um baixista de rock, o que te motivou a criar um trabalho tão diferente?
Recentemente quis explorar as diferentes possibilidades do baixo elétrico, tocar mais ideias melódicas que me ocorreram no baixo, e não simplesmente entregá-las às guitarras ou aos sopros. Tocar com diferentes efeitos e também quis experimentar combinações de instrumentos inesperados e ser tão criativo quanto me fosse possível.

Quando decidiste fazer algo como isto? Foi espontânea ou não?
Ambos os meus álbuns a solo foram gravados sem um plano. Gosto simplesmente de começar as coisas e deixar que a música me leve…

And The Earth Bleeds é um álbum cheio de surpresas. Pode descrever um pouco do que os ouvintes podem ouvir?
Bem, espero que o ouvinte goste de como o baixo toca linhas melódicas e dos duetos com o violino e outros instrumentos diferentes. Como os vocais mudam de um cantor a cantar em inglês e a sua namorada a cantar em espanhol... coisas assim.

Poderemos afirmar que este álbum é a continuação de Other Planets ou é diferente?
Acho que, de muitas maneiras, é uma continuação. Ambos são bastante atmosféricos. And The Earth Bleeds não é tão espacial como Other Planets. Mas tem períodos atmosféricos.

Há cinco músicas não instrumentais no álbum. Pelo que percebi, as letras vieram muito mais tarde no processo. Estava planeado ser apenas um álbum instrumental ou não? Porque decidiste incluir letras nessas músicas em particular?
Nesses casos, gostava da música como estava, mas as canções pareciam querer letras... Simplesmente não pareciam completas como instrumentais.

Como surgem as influências escocesas na tua música?
Vi um filme, In Search Of Neverland, sobre JM Barrie e a criação de Peter Pan e comecei a pensar em termos de Escócia. Por isso visitei a Escócia porque tenho alguma ascendência escocesa, o que acabou por ser uma influência, especialmente nas letras de Free.

E o tema The Battle For Neverland foi precisamente inspirado e dedicado a JM Barrie, o criador de Peter Pan. Por quê?
Porque posso relacionar as ideias de manutenção da juventude e sonhos, não deixando o processo de envelhecimento atrasá-lo e torná-lo chato.

Com influências escocesas e celtas e um título como And The Earth Bleeds, podemos considerar este álbum como um olhar sobre todos os problemas que estão a afetar o nosso planeta?
Provavelmente não como um todo. Mas, certamente, o título da canção é sobre tratar melhor da nossa casa.

Quem são os músicos que te acompanham neste disco?
Shira Kammen toca violino em três músicas, (na verdade, um violino medieval chamado veille), John Pirruccello toca steel guitar numa faixa e bandolim noutra e Phil Miller toca guitarra em três canções.

Já há algum vídeo disponível?
Sim. Há um vídeo de Free até agora e está acessível a partir do meu site http://erikscottbass.com Estou também a fazer um outro para Let’s Do Something Cool. E talvez venha a haver um outro para Gypsy Mother and the Royal Bastard.

Próximos projetos? O que está na tua mente?
Estou a começar a fazer um disco com guitarra, baixo e bateria, com um estilo excêntrico, mas vibração orientada para o groove. Talvez também com steel guitar

Bem, foi um prazer conversar contigo! Queres acrescentar mais alguma coisa para os nossos leitores ou para os teus fãs?
O prazer foi meu e espero que os teus ouvintes possam desfrutar. Saudações. 

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