sexta-feira, 13 de junho de 2014

Entrevista: Humbucker

Já é oficial: os Humbucker são dos melhores colectivos do actual hard rock mundial. Se R. O. C. K. S. foi uma surpresa, King Of The World é a confirmação. Geir Arne Dale voltou a responder às nossas questões a respeito deste novo trabalho e de um futuro promissor de uma banda que ainda tem muito para dar.

Olá Geir! Tudo bem? Como estás quase dois anos depois? Os Humbucker já não são uma banda desconhecida, por isso perguntava-te como prepararam o vosso regresso?
Olá Pedro e muito obrigado por esta entrevista! Apreciamos muito! Bem, como dizes, podemos não ser uma banda completamente desconhecida, mas ainda há uma grande quantidade de pessoas que não ouviram falar de nós. Portanto, continuamos a fazer o que temos feito até agora: espalhar a palavra e continuar a fazer tours! Em outubro, iremos fazer a nossa primeira tournée europeia conjuntamente com a lendária banda Canadiana de rock Helix e estamos entusiasmados por finalmente poder conhecer alguns dos nossos fãs na Europa!

R. O. C. K. S. recebeu comentários incríveis em todo o mundo. Sentiram algum tipo de pressão para não decepcionar os vossos fãs?
De facto: não! Tu entendes: nós somos o que somos e quando escrevemos músicas, é o que é. Nós escrevemos a música que achamos ser a mais adequada para a banda e num determinado momento e esperamos que as outras pessoas também gostem. Acho que se não gostar de uma canção haverá uma possibilidade de que os outros também não gostem dela, por isso apenas escrevemos músicas que nós próprios gostamos e esperamos o melhor!

E realmente isso parece estar a acontecer. Olhando para as primeiras reviews, elas são, mais uma vez ... incríveis! Poderemos afirmar que são reações esperadas!
Nós nunca esperávamos críticas como as que temos tido desta vez! Como disseste, as opiniões a respeito de R. O. C. K. S. foram ótimas, mas algumas de King Of The World têm sido incríveis! Não esperávamos de todo, embora tivéssemos esperanças e soubéssemos que tínhamos um grande álbum em mãos, mas nunca se sabe o que as pessoas poderiam dizer e por isso estamos muito felizes e honrados com a forma como as pessoas têm recebido o álbum. Acho que um músico fazer um álbum e dizer que é muito bom antes de ser lançado é simplesmente estupidez! Isso porque a única coisa que interessa é a forma como os fãs olharão para ele. E nós temos tido muita sorte até agora!

Uma das vossas melhores coisas é a capacidade de criar diversidade dentro do vosso hard rock. Como surge isso? De onde vem a inspiração?
Obrigado por dizeres isso porque é exatamente o que tentamos fazer! Nós não queríamos um álbum chato e assim, de forma natural, olhamos para diferentes estilos na nossa música. Embora esteja tudo dentro de uma vibe do rock clássico. Não sei, nós crescemos na década de oitenta ouvindo um monte de bandas diferentes e realmente acho que é um fator que começa a revelar-se agora… Vem tudo das bandas com quem crescemos: Kiss, Whitesnake, Molly Hatchet, Lynyrd Skynyrd, Bad Company, Motorhead e por aí adiante.

Título muito forte! King Of The World! Afinal quem é o Rei? E porque este título?
Bem, eu escrevi essa canção a respeito de um tipo que acha que é o rei do mundo, mas continua a fazer um monte de erros. Acho que há imensas pessoas como este tipo de reis em todos os países. Inicialmente, o álbum era para se chamar One Size Fits All, mas então apercebi-que o artwork criado pelo Ludovic Cordelières se chamava Monarc e a imagem seria perfeita se nós mudássemos o título para King Of The World e foi o que fizemos. O gajo na capa é o rei do mundo! Acho que saiu perfeito!

Como foi o vosso método de trabalho desta vez? Similar a R. O. C. K. S.?
Sim, foi. Nós só temos essa forma de escrever canções. Escrevemos sempre que nos apetece ou quando surge alguma ideia e depois vemos o que podemos fazer com o que surge. Quanto ao processo de gravação, desta vez não gravamos tudo live, como tinha acontecido em R. O. C. K. S.. Gravamos o baixo e bateria ao vivo e depois fomos para os Stargate Studios, em Trondheim e fizemos o resto (guitarras, vocais, backing vocals). Foi melhor assim porque alguns tiveram problemas em obter uma folga dos seus trabalhos. Acho que funcionou muito bem e provavelmente vamos fazer a mesma coisa com o próximo álbum, que planeamos lançar em 2015.

Recentemente assinaram um importante contrato de gravação com uma lendária editora norueguesa. Até onde isso vos permitirá ir?
Sim senhor, assinámos! Estamos muito orgulhosos e entusiasmados com este negócio. O label manager é um dos executivos de editora mais experientes da Noruega e é muito entusiasmante poder ver o que ele poderá fazer com a nossa música. Ficamos muito surpreendidos porque na verdade ninguém faz contratos como aquele. Essa é uma boa moda antiga "nós pagamos-vocês tocam" e é bom para nos permitir colocar mais energia nas nossas músicas e tocar em vez de termos de nos preocupar com as finanças e por isso estamos muito animados e acho que vai permitir à banda fazer muita coisa boa no futuro. É um contrato de cinco anos e provavelmente iremos fazer três álbuns para esta editora. Portanto estamos muito animados!

Em R. O. C. K. S. tiveram alguns convidados. Aconteceu o mesmo agora?
Sim, tivemos o Jostein Almåsbro nos backing vocals adicionais. Ele faz o mesmo para roqueiros noruegueses Stage Dolls, portanto ele é realmente bom e fez um ótimo trabalho para nós também. Tivemos também o aclamado multi-guitarrista norueguês Skjalg Raaen a fazer algum trabalho de guitarra e cítara em Harder Being Me e Hallgeir Rustan nos teclados também nessa música. Nos queremos usar pessoas que realmente possam acrescentar alguma coisa e seguramente estes fizeram isso!

Por falar em Hallgeir Rustan, desta vez trabalharam com essa autêntica lenda norueguesa. Como se proporcionou isso?
Eu andei na escola com Hallgeir na década de oitenta e tornamo-nos bons amigos. Na década de 90 ele formou a empresa Stargate e já produziu sozinho mais de 40 top-10-hits no Reino Unido e as suas produções já venderam mais de 25 milhões de cópias pelo que seria difícil encontrar um melhor produtor e arranjador na Noruega. Quando chegou a altura de gravar este álbum, liguei-lhe e todos nós nos demos em grande. Hallgeir é uma grande pessoa com o humor certo para todos e tivemos um grande momento no seu estúdio! Com ele, completamos o nosso dreamteam e não estou a ver-nos fazer outro álbum sem ele a bordo!

Já têm algum vídeo disponível ou têm algo previsto nesse sentido?
Sim, estamos precisamente a trabalhar nisso nesta altura. Pretendemos fazer um para Dirty Nelly e também temos uma história fantástica para Harder Being Me. Este fará alguns olhos molhados posso prometer-vos! Esperamos tê-los prontos dentro de um mês ou dois...

E quanto a tours? Estão agora numa na Suécia/Noruega. Como vãs as coisas? E depois disso?
As coisas estão indo muito bem! Estamos a dar duro e a banda está cada vez melhor à medida que avançamos. Como eu disse, iremos fazer uma outra pequena tour com os Helix pela Europa em outubro e por isso espero poder conhecer alguns de vocês nessa altura.

Bem Geir, foi um prazer voltar a conversar contigo. Queres acrescentar mais alguma coisa que não tenha sido abordado nesta entrevista?
Muito obrigado por esta entrevista! Precisamos de toda a ajuda que possamos obter e realmente aprecio isso! Além disso, obrigado a todos e cada um que compra o nosso álbum e se junta à nossa página no Facebook! Adoramos o grande feedback que estamos a receber e apreciamos muito as amáveis ​​palavras sobre a nossa banda! Felicidades para todos, desde a Noruega!

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