quarta-feira, 2 de julho de 2014

Entrevista: Hard Riot

Os germânicos Hard Riot estão de regresso com o segundo álbum para a Pitch Black Records. Trata-se de The Blackened Heart e, como o próprio título deixa antever, trata-se de um disco mais pesado e poderoso que o antecessor Living In A Fast Lane. Michael Gildner, com a ajuda de Andreas Rockrorh numa questão, falou-nos deste novo álbum e das peripécias vividas pela banda nos últimos dois anos.

Olá Michael! Obrigado pela tua disponibilidade. Novo álbum cá fora e acredito que estejam plenamente satisfeitos com The Blackened Heart?
Bem, obrigado pelo teu interesse em nós! Sim, estamos totalmente satisfeitos com The Blackened Heart. Os riffs, as letras, o som e o artwork, tudo está como nós queríamos que saísse.

Este novo álbum acaba por ser um passo em frente relativamente a Living In A Fast Lane. É mais pesado, mais escuro e mais rápido. Concordas com este ponto de vista? Era esse o vosso objetivo para este álbum?
(Risos) A tua pergunta mostra que atingimos o nosso objetivo! Sim, nós queríamos dar um passo em frente com este disco. LOAF foi uma estreia muito boa, mas tivemos muito que aprender e ainda estamos a aprender. O som era a grande preocupação para nós neste momento. Queríamos uma sensação mais pesada para a nossa música e com a excelente ajuda do nosso produtor Vagelis Maranis (dos Maranis Studios, Backnang, Alemanha), atingimos esse objetivo. Quanto às canções serem mais escuras: eu estava numa fase descendente da minha vida e não sabia para onde estava a ir. Tentei por tudo cá fora e realmente consegui e ajudou. Foi assim que surgiram versos como “What if this would be the end”. A música é terapia, a música é vida. Mas não te preocupes, estou bem outra vez!

Dois anos se passaram desde Living In A Fast Lane. Suponho que tiveram tempo suficiente para trabalhar neste novo álbum de uma forma calma, sem qualquer tipo de pressão...
Sim, não tivemos pressão, como disseste. Tivemos a nossa liberdade para chegar a novas ideias. Estivemos mais focados em vocais melódicos desta vez, porque em LOAF escrevemos a maioria dos vocais depois dos riffs. Poderíamos ter escrito dessa forma mas o resultado é mais do que satisfatório para nós.

No mesmo período, perderam o vosso baixista. Isso afetou o vosso ritmo de trabalho ou não?
Não, isso não aconteceu. Foi uma pena que Mario tenha deixado a banda, mas ele tinha boas razões pessoais para dar este passo. Só para esclarecer, ainda somos amigos e tudo, mas o fator tempo foi um problema aqui. No entanto, conseguimos preencher essa lacuna para as apresentações ao vivo com o nosso bom amigo Mat. Ele juntou-se a nós durante alguns meses em 2012 e 2013, mas foi uma coisa temporária desde o início.

E parece que têm alguns problemas com o baixista, porque, aparentemente, agora são um trio: Heiko chegou a sair? Há aí uma grande confusão…
Isso não é verdade. Heiko Härle juntou-se à banda durante as gravações finais e agora é membro permanente dos Hard Riot. Mas existe uma história engraçada, na verdade: quando ele entrou no nosso estúdio para tocar violino em Last Goodbye, tive um telefonema de um potencial novo baixista. Durante essa chamada ele recusou-se juntar à banda e eu comecei a pensar. Umas semanas depois, comecei a brincar com Heiko via WhatsApp e ele escreveu: "Ei, se vocês não conseguirem encontrar um baixista em breve, vou-me juntar a vocês!" Voltei a entrar em estúdio e perguntei-lhe se ele se lembrava do que tinha escrito naquele dia. E pedi-lhe para se juntar a nós. Um pouco confuso por causa dessa pergunta direta, ele disse que sim. Uma decisão da qual nunca vai se arrepender.

Então foi Heiko quem tocou violino? E o banjo?
Sim, o violino foi tocado pelo nosso baixista Heiko Härle. Ele é um músico de verdade. Ele toca baixo, guitarra, canta e toca violino. Mas, provavelmente toca alguns outros instrumentos e nós ainda nem sabemos! Para o banjo tentamos encontrar um músico, mas isso tornou-se uma pesquisa difícil, portanto decidimos que o nosso produtor Vagelis Maranis o deveria fazer através de programações e fez um ótimo trabalho.

E de onde veio essa inspiração de uma música como Devils BBQ, com todas aquelas influências country?
Foi Andreas quem escreveu essa música, portanto, é ele quem deve responder a esta: além do hard rock e NWOBHM, sou fortemente influenciado pelo blues do sul e por isso também comecei a tocar harmónica. Esta música áspera, suja e, ao mesmo tempo, honesta e autêntica e vem direta da minha alma. É por isso que o blues arde nas minhas composições. Depois de uma viagem aos EUA, fui apresentado à música country e, especialmente, a uma canção The Devil Went Down To Georgia que realmente me toca. Essa música foi a minha inspiração, quando escrevia Devils BBQ. Ela tem aquela vibe do sul e letras sábias o que te levará a dizer que "o inferno não é um mau lugar para se estar." Durante as gravações, conversamos com nosso produtor Vagelis Maranis sobre fazer algo assim e ele tinha muitas ideias. Por exemplo, incluir banjos ou o violino, só para citar algumas. Acho que o resultado é surpreendente. Esta é uma música muito divertida de se tocar! A minha recomendação: abram as janelas e ponham isso a tocar bem alto!

Como surgiu a colaboração com Richard Sjunnesson?
Richard e eu tornamo-nos amigos em meados de 2012. Eu sempre fui um fã dos Sonic Syndicate e quando soube que ele deixou a banda, tentei segui-lo no que ele fez de seguida. Ele formou os The Unguided e gostei ainda mais da sua música! Um dia, ainda durante a planificação do lançamento de Living In A Fast Lane, escrevi-lhe um e-mail a ver se ele poderia dar uma audição ao nosso primeiro single, Hellfire Rock. Ele gostou e começamos a escrevermo-nos um pouco mais. Conhecemo-nos durante o Summer Breeze Festival 2012 e falamos sobre a nossa música e como seria fixe fazer algo juntos. Disse-lhe que se escrevesse uma música suficientemente pesada onde a sua voz se encaixasse, lhe dizia alguma coisa. Em dezembro de 2012, escrevi The End e todos nós sabíamos que essa era a música que eu falava.

Já têm algum vídeo extraído deste álbum? Há algo planeado nesse sentido?
Infelizmente ainda não temos qualquer vídeo, mas estamos a preparar algo. Depois informamos!

Têm alguma tour já planeada?
Temos alguns shows em festivais mais pequenos na Alemanha este ano e estamos a tentar fazer alguns clubshows no final do ano. Esperamos poder mostrar o álbum em alguns lugares novos este ano, mas vamos ver.

Bem Michael foi um prazer ter feito esta entrevista. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Mais uma vez obrigado pelo teu interesse! Esperamos que vocês gostem do nosso novo álbum The Blackened Heart e que gostem de nós! E quem sabe, talvez o próximo álbum seja ainda mais pesado. Keep on rockin'

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