sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Entrevista: Philip Claypool

Ansiando fazer um disco capaz de mostrar o verdadeiro eu, em termos emocionais e de divertimento, Philip Claypool, acaba por assinar Come On Back Home. As histórias apresentadas são reais e dizem respeito à vida de Philip e de entes queridos seus, mas mais importante, principalmente para quem não perceber as histórias, é a qualidade que a nata dos músicos de Nashville empresta a este disco. Fomos contactar Philip Claypool para nos falar um pouco da génese e desenvolvimento de Come On Back Home!

Olá Philip! Obrigado por esta entrevista! Come On Back Home é o teu novo álbum. Desta vez trabalhaste da mesma forma que nos álbuns anteriores?
Sim, foi similar. Gravei em Nashville com muitos dos mesmos grandes músicos com quem tenho tocado em gravações anteriores. Tocamos como uma banda, todos ao mesmo tempo com muitos vocais ao vivo o que contribuiu para este produto final. Foi a equipa principal de músicos de sessão de Nashville e fizemos 14 cuts em 2 dias. Muita diversão!

Este é um álbum muito pessoal, um álbum que expressa a tua própria personalidade. Porque decidiste avançar nessa direção?
A maioria das canções é sobre experiências pessoais, relações minhas ou de pessoas muito queridas minhas que expressaram as suas experiências de vida para depois eu as colocar em música.

A maioria das músicas tem, portanto, uma história real de vida pessoal atrás, certo? Há alguma história engraçada/estranha?
Bem, eu tive a ideia para God You Were Good, a partir de um comentário engraçado que fiz na minha igreja num domingo de manhã, quando alguém me perguntou se eu tinha escrito alguma música espiritual nova ultimamente... a música diz tudo.

Acabas por incluir um tema clássico da história da música de Nashville. De que forma ele se cruza com a tal identidade que criaste para este álbum?
Bem, escolhi Way Out There pela mesma razão que escrevi Come On Back Home e Strong One para a minha “musa”!

Em termos de composição, tiveste alguma ajuda extra em algumas músicas ou escreveste apenas tu próprio?
Tive a sorte de trabalhar com o veterano compositor Jeff Silbar que escreveu o clássico Wind Beneath My Wings. Trabalhamos tão bem juntos que lhe perguntei se queria participar nas músicas que já tinha escrito, mas onde senti necessário algum ajuste. Acabou por acrescentar muito ao projecto.

Na produção esteve o veterano Michael Lloyd. Como foi trabalhar com ele? Foi a tua primeira experiência com ele?
Não, tenho trabalhado com Michael ao longo da minha carreira e foi incrível trabalhar com ele novamente. Realmente ele entende a minha voz e o sentimento nas minhas músicas.

Como te descreves a ti próprio enquanto cantor e compositor?
Escrevo de forma muito pessoal... Nada de "cortador de biscoito" e escrevo, principalmente, com a intenção de poder tocar os temas sozinho.

Tens algum vídeo filmado a partir do álbum?
Fiz um home video para Jack Daniel And Mr. Jim Bean na destilaria Jack Daniel em Lynchburg, Tennessee. Além disso tenho feito apenas lyric vídeos que os ouvintes podem ouvir no Youtube enquanto vêm as letras.

Já tiveste a oportunidade de apresentar este álbum ao vivo? Como foi a experiência?
Sim, foi ótima!

Que próximos projetos tens em mente?
De momento, o meu único objetivo é fazer uma tournée... Espero que possa ser na Europa no próximo ano mas também nos EUA, é claro.

Obrigado Philip, foi um prazer! Queres acrescentar mais alguma coisa para os nossos leitores ou para os teus fãs?
Apenas que espero ser capaz de partilhar a minha música ao vivo e em pessoa para o meu público. Sinto que é meu ponto forte e este disco tem a música perfeita para mostrar e partilhar o meu dom da música. 

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