segunda-feira, 30 de junho de 2014

Entrevista: Levities

Os Levities são uma banda lisboeta que faz da sua honesta abordagem ao rock ‘n’ roll e ao punk rock a sua principal virtude. Bruno Machado, vocalista e guitarrista do quarteto explica precisamente em que setor a banda se insere.

Olá! Obrigado pela vossa disponibilidade. Para começar, quem são os Levities?
Olá, nós é que agradecemos a oportunidade. Os Levities são Bruno Machado na voz e guitarra, Sofia Nunes na guitarra, Joana Cardoso no baixo e André Joaquim na bateria.

O que vos motivou a erguerem um projeto como este?
A ideia começou por volta de 2008/2009 de uma forma mais séria, com alguns concertos e pequenas gravações e a motivação foi simplesmente fazer e tocar música dentro do gosto pelo punk rock que era comum a todos os elementos da banda.

Quais são as vossas principais influências?
Aquelas que serão talvez as mais notórias no álbum passam principalmente pelos Stooges, Black Flag, Damned, Pixies, Sex Pistols... mas somos influenciados por várias bandas sem nos limitarmos a um chamado “género musical” ou categoria. Um imaginário à volta de uma banda pode ser uma influência, um livro, um filme... e isso pode aparecer de forma diferente, numa letra ou numa música, mas aquilo que acreditamos ser o punk rock é uma grande base para nós, que pode passar por bandas como os Buzzcocks até aos Bad Brains.

Já tiveram outras experiências anteriores?
Em relação a experiências anteriores, as que há a assinalar são principalmente a passagem da Joana por uma banda ligada a um universo que pode ser entendido como surf rock chamada Thee Rumble Bees e claro, aos Club Sin. O André tem muita experiência, e não só passou por algumas bandas, como criou essas mesmas bandas, como Dr Frankenstein, Santa Apolónia, Phantom Vision, Red Headed Men, Capitão Fantasma... A Sofia e eu fomos tocando com pessoas diferentes à volta daquilo que viria a tornar-se nesta banda, mas nada de muito sério.

Dead Bouquet navega em ondas do punk rock, mas acaba por ser um punk rock um pouco diferente do habitual, nomeadamente dos vossos companheiros de editora. Surgem incursões pelo grunge e até pelo dark rock. Concordam com esta visão? É assim que vêm o vosso disco ou não?
Concordamos que pode ser entendido como um punk rock diferente daquele que habitualmente as bandas apresentam, exatamente  porque temos uma visão mais abrangente daquilo que pode ser entendido como punk, e acho que as bandas que são entendidas como punk – ou pelo menos as que ouvimos – sempre exploraram coisas diferentes. Podes ouvir Ramones e considerar punk, Talking Heads e considerar punk, ou VKTMS, Germs, Avengers... mas compreendemos o que dizes porque há, normalmente, uma forma mais comum de encarar este “estilo”, embora consideremos que temos um elo com as bandas que partilham as nossas editoras, com certeza ouvimos muita da mesma música.  Não sei se passamos especificamente pelo grunge ou pelo dark rock. Talvez o dark rock possa estar presente nas guitarras mais sujas... há várias influências completamente desprendidas de géneros musicais, embora inconscientemente possam estar elementos ligados a sons que passaram pela nossa adolescência, nomeadamente o grunge, talvez... e se reparares algumas das bandas que foram consideradas grunge, principalmente os Mudhoney, vão buscar muito a Stooges também, daí alguma afinidade.

Este é um lançamento assinado por duas editoras. Como se proporcionou esta parceria e de que forma pensam que isso vos poderá beneficiar?
Em primeiro lugar, a oportunidade de chegar à Raging Planet devemos ao Ricardo Bravo, que não só – juntamente com o José Sarrufo – gravou, misturou e ajudou na produção do álbum, como nos apoiou numa altura em que a banda ficou reduzida a metade levando uma cópia ao Daniel Makosch que nos recebeu muito bem. A partir da Raging Planet, chegámos também à Ethereal Sound Works, que através do Gonçalo João nos tem apoiado. De qualquer forma pensamos que ainda é cedo para fazer um balanço relativamente aos benefícios de duas editoras, mas simplesmente o facto de estarmos de alguma forma a ser apoiados tanto em Lisboa como no Porto é já uma grande ajuda.

Os créditos do CD apresentam Tiago Marques como baixista e Tiago Sérgio como baterista. Mas recentemente o vosso line-up sofreu algumas alterações…
Sim, ambos participaram na gravação do disco, tendo saído após a conclusão da mesma. Hoje somos dois rapazes e duas raparigas com uma grande motivação para fazer música e não podíamos estar mais felizes com o que temos enquanto banda e relações pessoais. A entrada do André e da Joana abriu o caminho para um som diferente, mais trabalhado, que acho que vai ser percetível no futuro, embora já seja bem notório na forma como tocamos as músicas do Dead Bouquet.

O processo de gravação decorreu nos míticos estúdios Crossover. Como decorreu o processo?
Foi excelente gravar nos estúdios Crossover onde já foram gravados muito bons álbuns. Do processo, recordamos principalmente o profissionalismo e a amizade do Bravo e do Sarrufo que nos fizeram sentir muito bem a gravar, deram-nos um grande conforto. Eles tiveram um papel muito importante em levar este álbum para a frente. Foi um processo muito rápido, qualquer coisa como dois dias para captar o essencial, mais um pouco para outros pormenores – como o teremim pelo T.D. na Metal Chain, por exemplo –, e depois sim, o processo de produção mais demorado. São estúdios onde gostávamos de voltar e que aconselhamos para quem pensa gravar.

Têm já algum vídeo para este álbum? Há previsões para mais algum?
Gravámos um vídeo para a Little Do They Know, que foi realizado, produzido, filmado e editado pelo André e pela Ana Maria Ferreira que nos tem ajudado muito também, desde fotografia a conceitos para promoção como as nossas t-shirts, etc. Em princípio deveremos gravar mais um vídeo, está em aberto.

Como estamos de apresentações ao vivo? Próximas datas?
Esperamos conseguir tocar ao longo do mês de julho, mas não temos nada em concreto para divulgar ainda.

E outros projetos? Têm alguma coisa em vista?
Estamos a trabalhar num novo set, e em princípio daqui a pouco tempo voltamos ao estúdio.

Obrigado. Queres acrescentar mais alguma coisa para os nossos leitores ou para os vossos fãs?
Só queremos agradecer a todos aqueles que nos têm apoiado, e mais uma vez agradecer esta entrevista, review do álbum, assim como a inclusão na vossa playlist.

domingo, 29 de junho de 2014

Review: Strength Of One (David A. Saylor)

Strength Of One (David A. Saylor)
(2014, AOR Blvd. Records)
(5.6/6)

David A. Saylor (Push UK, Wild Rose) está de regresso após o EP do ano passado Kiss Of Judas. E está de regresso com quele que poderá, sem margem para dúvidas, ser considerado o seu melhor trabalho. Strength Of One é um disco de rock melódico/AOR na linha dos grandes discos dos anos 80 (Asia, Boston, Journey, Foreigner) e de belíssimo efeito. A existência de boas linhas melódicas e coros envoltas em suaves guitarras e teclados adequados enfatiza a vertente radiofónica deste disco. E Strength Of One até abre de forma bem rockeira com Welcome To The Show, embora os melhores momentos estejam guardados para o meio do disco entre as faixas 5 (My Heart Ain’t Felling Nothing) e 9 (It Must Be Love). Estão concentrados nestas cinco faixas os maiores argumentos que fazem deste disco um álbum fundamental na discografia de qualquer fã deste género. A voz rouca de Saylor e um conjunto de guitarristas que sacam excelentes solos estão na génese desses argumentos. Referência, ainda, para o excelente dueto com voz feminina em How Do I Believe ou o refrão em espanhol (e também com utilização de vozes femininas) em Caught In The Middle, uma forma curiosa de encerrar um disco inteligente e altamente agradável.

Tracklist:
01. Welcome To The Show
02. Now You're Leaving
03. Flying High
04. Don't Say Goodbye
05. My Heart Ain't Feeling Nothing
06. Why Does Our Love Have To End
07. Beaten Black & Blue
08. Falling Star
09. It Must Be Love
10. How Do I Believe
11. Caught In The Middle

Line-up:
David A. Saylor  - vocais e todos os instrumentos
Jon Dewsbury - guitarras
David Mark Pearce – guitarra solo
Brett Hammond – guitarra solo
Nik Lloyd – guitarra solo
Romany May Saylor - backing vocals
Christian Antonio  - backing vocals
Giorgia Florence  - backing vocals
Gabriella De Val Koenzen - backing vocals
Alfonso Samos – guitarra solo

Edição: AOR Blvd. Records 

Notícias da semana

Jealous God é o novo trabalho dos Poets Of Fall, a banda considerada pela MTV Europa como a melhor banda finlandesa. 19 de setembro é a data apontada à qual se seguirá uma longa tournée.


A Thousand Lies é o título do novo vídeo dos britânicos Night By Night, banda onde pontifica o guitarrista ex-Sisters Of Mercy Ben Christo. O tema faz parte do álbum NxN a ser lançado na Europa a 11 de julho via A Sun Hill Production/Cargo Records.


Quem também tem novo vídeo são os germano-dinamarqueses Miracle Master. Trata-se de Come Alive, tema do álbum de estreia Tattooed Woman no mercado europeu desde 7 de março via GoldenCore Records/ZYX Music.



Os Lord Vulture revelaram o artwork e tracklist do seu próximo álbum intitulado Will To Power. Este já é o terceiro álbum da banda holandesa e tem edição agendada para setembro de 2014 através do selo Mausoleum Records. Para já podem ir ouvindo o tema Line ‘em Up que faz parte deste novo disco.



A Seventh Records lançou Concert Triton 2013, dos Offering, uma compilação com 2 CD’d e um DVD. Os Offering foram uma criação do mestre francês do prog rock Christian Vander, conhecido pelo seu trabalho nos seminais Magma, numa tentativa de ser mais experimental e com maior pendor de improvisação. Durante 30 anos (a banda nasceu em 1983!) estiveram longe das vistas e dos ouvidos, pelo que Vander e seus músicos decidiram celebrar este aniversário com a edição deste trabalho.


James Williamson é um guitarrista, compositor e produtor Americano conhecido pelas suas colaborações com Iggy And The Stooges. Aproveitando uma pausa na tour deste ano, os The Stooges, sem Iggy, juntaram-se e gravaram alguns temas de Iggy Pop e James Williamson de 1973/74. Canções que nunca foram gravadas devido à falta de um contrato discográfico na altura. Williamson sempre quis revisitar esses temas e fê-lo com um poderoso conjunto de vocalistas no álbum Re-Licked. Canções como I Gotta Right, Rubber Legs, She Creatures Of The Hollywood Hills, Wild Love e outras foram vocalizadas por nomes como Jello Biafra, Mark Lanegan, Ariel Pink ou Lisa Kekuala. O primeiro single foi Open Up & Bleed/Gimme Some Skin foi lançado em vinil a 19 de abril. Surge agora o segundo single I Gotta Right/Heavy Liquid com a colaboração de Lisa Kekuala e com data de edição agendada para 29 de julho.



Um dos nomes mais interessantes do cenário stoner rock britânico, os Steak, anuncia o título e artwork do seu álbum, Slab City, a ser lançado pela Napalm Records em setembro. Este trabalho, primeiro longa duração, sucede aos aclamados EP’s Disastronaught (2012) e Corned Beef Colossus (2013).



Membro original dos Supertramp e virtuoso guitarrista, Marty Walsh estreia-se com um disco instrumental, The Total Plan, onde conta com a colaboração de membros dos Yes, Rufus, Eric Clapton, Mike Oldfield e uma miríade de lendas de músicos de sessão. Walsh vai adiantando que não se trata de um álbum de jazz. Apesar de existirem solos improvisados, The Total Plan aproxima-se mais de um disco pop devido ao enfoque nas melodias e arranjos.




Gravado ao vivo em duas noites no mítico Exit/In em Nashville, Live At Exit/In mostra os The Delta Saints em todo o seu esplendor. É o novo disco dos Americanos, publicado a 27 de maio.




Daisy Days, é o EP de estreia de Daisy, com lançamento previsto para muito em breve, com quatro músicas. Curto, mas intenso. Como todas as paixões devem ser. E vão apaixonar-se pela Daisy. As músicas falam de coisas normais, do quotidiano, balançam entre o punk, o blues, mas são essencialmente rock. Um rock simples, sincero e sem tretas. A Daisy é a Margarida Martins e ao vivo faz-se acompanhar por três amigos de longa data.
Margarida Martins (DAISY) – Voz e Guitarra
Bruno Cândido – Baixo
Gonçalo Silva – Bateria
Zé Andrade – Saxofone


Formados em 2007, os Gazua são um trio de Rock Português. Com 4 discos no mercado e um 5º pronto a editar ainda em 2014, a banda apresentou o primeiro single Envolve-me em avanço do futuro disco Sobrenatural.



A banda gaúcha Eridanus acaba de assinar com a editora inglesa Raptors Music, que lançará o álbum HellTherapy em todo mundo. O lançamento mundial nas plataformas digitais será no dia 01/julho e o álbum estará disponível nas maiores lojas como iTunes, Amazon, e em plataformas como Deezer e Spotify. Em suporte ao HellTherapy, os Eridanus lançaram recentemente o vídeo da música Set It On Fire que pode ser assistido online pelo canal do grupo no Youtube.



Depois do espetacular regresso com o álbum a solo Return To Memphis, Joey Molland tem dois novos títulos disponíveis através da Gonzo Multimedia. Trata-se de Demos Old And New e This Way Up. Demos Old And New reúne demos de várias fases da sua longa carreira. This Way Up é a reedição da edição independente de Molland datada de 2001.



A cantora Katie Garibaldi está de regresso com o seu sétimo álbum intitulado Follow Your Heart. A acompanhar Katie está uma série de belíssimos músicos como Kevin Blair, Todd Richardson, Michelle Kwon, Philip Brezina, Max Butler, Henry Hung, Sylvain Carton, Matt Blackett e Shawn Shaffer, bem como a Magik*Magik Orchestra.

sábado, 28 de junho de 2014

Review: White Teeth, Black Thoughts (Cherry Poppin' Daddies)

White Teeth, Black Toughts (Cherry Poppin’ Daddies)
(2014, People Like You)
(5.8/6)

Seis anos após Susquehanna os Cherry Poppin’ Daddies estão de regresso ultrapassando os seus próprios limites de criatividade e imaginação. White Teeth, Black Thoughts supera tudo o que o ensemble já construiu, num disco cheio de ritmo, onde os metais criam fenomenais passagens de swing e jazz cruzado com algum rock ‘n’ roll e blues. Assim como se Frank Sinatra e Elvis Presley se tivessem juntado! Os jogos sonoros criados pelos saxofones, trompete e trombone bem como a parte vocal e secção rítmica são sensacionais mostrando que ali há imenso trabalho o que se repercute num soberbo conjunto de temas. Apesar de Steve Perry sempre afirmar que são uma banda atual, as influências de White Teeth… situam-se nas big bands dos anos 50 ou até nos filmes de gangsters da mesma altura. Mas, de facto, e dando razão a Perry, a soar incrivelmente atualizado! E desde a abertura, The Babooch, que literalmente somos empurrados por uma estranha força que nos obriga a dançar. Depois, vão surgindo outras nuances como uma orientação mais rock ‘n’ roll em Whiskey Jack, Bloodshot Eyes e Jakes Frilly Panties ou mais bluesy em White Teeth e Concrete Man Blues ou até mais experimental como em Huffin Muggles. Portanto, diversificado, excêntrico, ritmado, dançável, brutalmente enérgico: eis White Teeth, Black Thoughts. Obrigatório!

Tracklist:
1.  The Babooch
2.  American Music
3.  Whiskey Jack
4.  Doug the Jitterbug
5.  White Teeth
6.  Brown flight jacket
7.  Bloodshot Eyes
8.  Jakes Frilly Panties
9.  Huffin Muggles
10. Bowlegged Woman
11. Concrete Man Blues

Line-up:
Steve Perry – vocais, guitarra ritmo
Dan Schmid - baixo
Dana Heitman - trompete
William Seiji Marsh - guitarra
Willie Matheis – saxophone tenor
Joe Freuen - trombone
Paul Owen - bateria
Andy Page – saxophone alto

Internet:

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Entrevista: Gloryful


Se The Warrior’s Code havia surpreendido, os metaleiros germânicos Gloryful não fazem a coisa por menos e um ano volvido estão de regresso com um álbum ainda mais poderoso e consistente. Em suma, melhor! A propósito de Ocean Blade voltamos a falar com Johnny La Bomba, vocalista dos teutónicos.

Olá Johnny! Obrigado, mais uma vez, pela tua disponibilidade! Novo álbum cá fora e, naturalmente, estão satisfeitos com Ocean Blade
Olá malta, sim estamos de facto satisfeitos. Eu estava um pouco nervoso antes do lançamento, mas parece que também o público e a crítica estão felizes com o álbum.

Há ano atrás, falávamos de The Warrior’s Code. Agora, estamos aqui com Ocean Blade. Como definirias a evolução desde a vossa estreia para este novo trabalho?
O processo de composição foi quase o mesmo, exceto o facto de a masterização ter sido feita por Charles Greywolf dos Powerwolf. Temos desenvolvido e implementado algumas coisas, por exemplo, o foco em novas ideias a respeito da composição. Começamos a escrever Ocean Blade logo após as gravações de The Warrior’s Code por isso não admira que este álbum tenha surgido tão cedo. Para nós, foi muito natural.

De qualquer forma, Ocean Blade é a continuação natural de The Warrior’s Code
Sim, é. O álbum soa mais a Gloryful e as marcas mais importantes em The Warrior’s Code são agora mais evidentes. No The Warrior’s Code tivemos algumas músicas que eram mais sobre as origens de Sedna enquanto que em Ocean Blade essas origens são combinadas com uma história totalmente nova, novos personagens e novo ambiente.

Tematicamente, também existe essa continuação com a história a adensar-se…
Mais ou menos. O oponente de Sedna é Carl McGuerkin, o capitão de Ocean Blade. Ele deve defender Sedna mas começa a sua jornada a tentar encontrá-la para a matar e libertar o mundo. Para ser honesto, a história não é nada de inovador, mas ajudou muito em quase todos os aspetos para completar o álbum. Especialmente o artwork. Foi muito divertido trabalhar nele envolvendo alguns amigos e fãs para concluir o artwork de Ocean Blade.

E, como em equipa vencedora não se mexe, mantiveram o Dan Swano na produção e Kris Verwimp como o criador artístico!
Ambos fizeram um excelente trabalho e passamos muitas noites a pensar sobre a equipa com quem deveríamos trabalhar para evoluirmos. No final, decidimos manter as coisas como estavam, exceto Charles e a masterização.

Entretanto tiveram uma mudança no posto de baixista. Como foi a integração do Daniel?
O Oliver também esteve envolvido no casting para o novo baixista, porque sabíamos que não seria fácil encontrar um substituto. Oli ainda é um amigo da banda e tocou todas as linhas de baixo em Ocean Blade. Dani é um baixista que quase explode no palco. Não há dúvida de que ele é o elemento certo para os Gloryful.

Após o lançamento do álbum uma outra mudança na banda: Vittorio Papotto saiu! De alguma forma isso afetou a química da banda ou não?
Vito é um músico profissional e ganha dinheiro a tocar guitarra. Infelizmente o seu calendário colidiu com o nosso e todos tivemos que encontrar uma maneira de resolver o problema. Claro, as discussões a este respeito não foram agradáveis, mas a decisão da separação era a única alternativa para manter as coisas a funcionar. Espero que Vito vá bem e que faça o seu caminho no mundo da música.

 Já têm um substituto?
Adrian Weiss é o nosso novo guitarrista. Ele já fez alguns espetáculos e foi explosivo! O seu estilo de tocar guitarra é a combinação perfeita para Jens. Estou muito curioso quando pensarmos em escrever novas canções, juntamente com Adrian.

Quando se prevê isso? Já começaram a trabalhar juntos?
Espero que em breve! Adrian está numa onda de bandas clássicas de heavy metal tal como nós e é também muito hábil a tocar coisas progressivas. Não é que isso seja o meu campeonato, mas poderá ser útil para melhorar a nossa composição.

Depois de The Warrior’s Code tiveram bastantes oportunidades de tocar ao vivo. E agora já têm alguma coisa planeada?
Sim e a agenda aumenta quase todas as semanas. Basta dar uma olhadela em www.gloryful.net ou consultar o nosso facebook. Este fim de semana iremos tocar no Metalfest em Loreley. Este será um dos nossos maiores shows até agora e estamos realmente animados sobre isso. Em princípio iremos em tournée em outubro, mas isso ainda não está decidido.

Bem, foi um prazer voltar a conversar contigo! Dou-te a oportunidade para acrescentar mais alguma coisa…
Obrigado por nos dares mais uma oportunidade de podermos falar! Um grito bem alto para todos os Glorymaniacs que nos apoiam! You rock

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Playlist 26 de junho de 2014


Review: Harpos Detroit Dec. 11, 1980 (Captain Beefheart & The Magic Band)

Harpos Detroit Dec. 11, 1980 (Captain Beefheart & The Magic Band)
(2014, Gonzo Multimedia)
(3.5/6)

Don Van Vliet (15 de janeiro de 1941-17 de dezembro de 2010) foi um músico, cantor, compositor, artista e poeta norte-americano que ficou conhecido pelo nome de Captain Beefheart. Entre 1965 e 1982, o seu trabalho musical ficou conhecido pelo ensemble de músicos que o acompanhou com o sugestivo nome de Magic Band, com quem gravou 13 álbuns de estúdio. Fica na memória a sua voz poderosa, enrouquecida e a capacidade de tocar harmónica e saxofone bem como outros instrumentos de sopro. Musicalmente, cruzou o rock, o blues e o psicadelismo com um acentuado sentimento avant-garde e uma grande dose de experimentalismo. Ficou também conhecido pelas suas atitudes ditatoriais sobre os seus músicos e pela construção de diversos mitos a respeito da sua vida. Durante a sua estada em Lancaster, Califórnia, estabeleceu relações com o seminal Frank Zappa com quem chegou a cooperar em algumas ocasiões. Como Captain Beefheart começou em 1964 tendo o primeiro line-up da Magic Band surgido em 1965. O primeiro álbum, Safe As Milk, foi lançado em 1967 pela Buddah Records. Van Vliet já foi descrito como um dos músicos mais inovadores da música moderna. No entanto quer em termos comerciais quer em termos de crítica nunca obteve grande sucesso, apesar de manter um estatuo de culto com uma significativa influência em movimentos como o new wave, punk, post-punk, experimental e alternative rock. Resenha histórica feita resta-nos abordar este trabalho que a britânica Gonzo Multimedia publica. Trata-se da gravação de um concerto raro gravado ao vivo no Harpos Concert Theater em Detroit em 1980, durante a tour de promoção do álbum Doc At The Radar Station. Infelizmente, não é fácil a partir deste disco apercebermo-nos de toda a criatividade do coletivo em virtude da má captação sonora do concerto. Há muito ruido, passagens e instrumentos que não são percetíveis o que torna a audição deste álbum uma autêntica confusão. Por isso, este não será o melhor documento histórico para efetivamente se perceber a importância e qualidade de Captain Beefheart e da sua Magic Band.

Tracklist:
1.      Intro
2.      Nowadays A Woman’s Gotta Hit A Man
3.      Abba Zabba
4.      Hot Head
5.      Ashtray Heart
6.      Dirty Blue Gene
7.      Best Batch Yet
8.      Safe As Milk
9.      Dr. Dark
10.  A Carrot Is As Close As A Rabbit Gets To A Diamond
11.  One Red Rose That I Mean
12.  Bat Chain Puller
13.  My Human Gets Me Blues
14.  Sugar & Spikes
15.  Sheriff Of Hong Kong
16.  The Dust Blows Forward, The Dust Blows Back
17.  Kandy Korn
18.  Suction Prints
19.  Big Eyed Beans From Venus

Line-up:
Captain Beefheart – vocais, saxofone
Eric Drew Feldman – baixo, sintetizadores, bandolim, mellotron
Robert Williams – bateria, percussão
Richard Snyder – guitarras
Jeff Tapir White – guitarras
Jeff Moris Tepper – guitarras

Internet:

Edição: Gonzo Multimedia