quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Entrevista: Blowmind


De França tem chegado alguns projetos interessantes que primam, essencialmente, pela originalidade. Estes Blowmind são mais um bom exemplo e a atender pela sua estreia homónima de 2013, o coletivo tem bastantes potencialidades. O baixista Antonio respondeu-nos ajudando a perceber de onde vem e até onde quer chegar este jovem coletivo parisiense. 

Olá Antonio! Obrigado pela tua disponibilidade! Queres apresentar os Blowmind aos rockers e metalheads portugueses?
Olá a todos! Os Blowmind são uma banda de rock alternativo francesa de Pontoise, perto de Paris. Somos cinco elementos. No início, em 2008, tocávamos apenas por diversão, mas passados alguns anos tocando na zona de Paris e depois de algumas mudanças de membros da banda, fui o último e decidi fazer algo mais profissional... Aqui começa a história...

Quando nasceu a banda?
A verdadeira banda nasceu em 2009, estava sozinho e decidi procurar novos membros, e após três meses, tinha o Dom, Alex e Cedric e a banda estava completa.

O que te motivou a criar este projeto?
Ouço metal, rock, pop desde os 15 anos e já vi grandes bandas em concerto aqui Paris (desde pequenos clubes até estádios). Amo a música, é a minha droga! Em 2009 decidi fazer a minha música porque precisava.

Tiveste algum outro projeto antes deste?
Não, não tive, porque criei a banda desde o início, procurei os membros e agendei cada espetáculo desde o início. Não há tempo para outros projetos.

Quais são as vossas principais influências? Elas não estão muito bem definidas na vossa música… Suponho que ouçam vários estilos diferentes?
Sim, sempre ouvi muita música diferente do pop ao rock e ao reggae. Gosto da música em geral. Mas somos grandes fãs dos Queens Of The Stone Age, Kyuss, Foo Fighters, Pearl Jam, Faith No More. Cada membro dos Blowmind tem as suas influências e estilo. Alex na guitarra é a parte de metal, Dominique (guitarra) é mais anos 70 e 90. Cedric (bateria) têm influências de hardcore e Stoner e Chris (vocalista) é mais pop e música britânica. Eis porque é difícil definir o nosso estilo.

Como fazem para obter essa mistura no processo de composição?
O processo é simples, todos vêm com um novo riff ou uma melodia e tentamos colocá-los juntos. Há um estado de espírito muito positivo e todos têm uma palavra a dizer.

Blowmind foi o vosso primeiro álbum lançado em 2013. Como foi a evolução da banda desde essa altura?
O nosso primeiro álbum foi lançado em 2013 e desde essa altura que temos um novo baterista de nome Cedric, que era um velho amigo nosso. Quando estávamos à procura de um novo baterista, propusemos-lhe o lugar e ele aceitou naturalmente. Em fevereiro de 2014, entrou um novo vocalista, o Christophe. Estávamos à procura de um novo vocalista e ele propôs a articulação da banda. Fazemos uma tentativa em estúdio com ele e agora ele está connosco há quase um ano.

Um álbum tricolor: branco, preto e laranja. Existe algum significado em particular?
A esse respeito, não há nenhuma mensagem especial. Eu sou designer gráfico (é a minha profissão) e adoro fazer desenhos sóbrios com duas ou três cores. Quero dizer estas 3 cores trazem um sentimento e uma atmosfera especial ao álbum. Estou muito orgulhoso deste trabalho.

Suponho que já tenham músicas novas. De alguma forma seguem o mesmo estilo?
É claro, temos novas canções. Devido à entrada de novos membros, o nosso som está em constante evolução. Já tocamos estas novas músicas ao vivo e tivemos uma boa receção por parte do público. Há mais trabalho nas novas músicas, embora se mantenha aquele toque Blowmind do primeiro álbum.

Assim sendo, para quando um novo álbum?
Estamos a preparar novidades e esperamos lançar um novo álbum em 2015.

Blowmind foi um lançamento independente, certo? Já contactaram alguma editora?
Por enquanto, ainda estamos de forma independente; não temos editora nem agente. Eu próprio marco os espetáculos da banda. Esperamos algumas mudanças no futuro, com o nosso novo material.

Nesta altura, quais são os vossos principais objetivos como banda?
Enquanto banda, queremos continuar no próximo ano a tocar pela França e pela Europa (se for possível). Não é fácil sem apoio de uma editora ou agente, mas vamos lutar por isso!

Pude reparar que têm tido diversas oportunidades para tocar ao vivo. Como tem sido a receção? Podes anunciar próximas datas?
A receção tem sido muito positiva, não importa se há 10 ou 100 pessoas. Estamos a preparar alguns espetáculos para 1015 (de momento, apenas na França):
24 de janeiro no SAX, em Achères
20 de fevereiro no Covent Garden em Eragny
7 de março de La luciole em Herblay

Mais uma vez obrigado Antonio! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Muito obrigado! É uma verdadeira honra poder responder a uma entrevista para fora da França. Esperemos que os Portugueses desfrutem do nosso primeiro álbum. Vamos voltar no próximo ano e por que não tocar em Portugal no futuro. Obrigado!

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Review: Power From The Universe (Battleaxe)

Power From The Universe (Battleaxe)
(2014, Steamhammer/SPV)
(5.6/6)

Em 1984 eramos nós uns teenagers e, sinceramente, nem nos lembramos se, na altura, chegamos ou não a ouvir Power From The Universe dos Battleaxe. Todavia, felizmente, alguém reparou e teve o bom senso de reeditar um dos grandes álbuns do heavy metal tradicional da época. Aliás, os Battleaxe, nascidos como Warrior foram um dos mais notáveis nomes do NWOBHM, tendo editado dois álbuns antes de se dissolverem em 1988, na altura com o álbum Mean Machine pronto a editar mas que nunca chegou a ver a luz do dia. No mesmo ano em que regressam com um novo álbum de originais, intitulado Heavy Metal Sanctuary e em que se comemora o 30º aniversário do lançamento original de Power From The Universe a sua editora, Steamhammer, faz o relançamento com a adição de 4 novos temas gravados em meados dos anos 80. Pode dizer-se que este trabalho é um festim para os adeptos do heavy metal dos ano 80, género que tanta atenção tem tido nos dias de hoje com uma série de novas bandas a recuperarem uma sonoridade iconográfica e imortal. Neste caso, não se trata de uma recriação, antes da original sonoridade que vai desde a escola britânica de uns Judas Priest ou Iron Maiden até uma tentativa de americanização com aproximação a uns Twisted Sister ou Mötley Crüe. Isto é, portanto, anos 80 em todo o seu esplendor. O heavy metal como sempre deveria ter sido: com ênfase nos ritmos e melodias e com os grandes solos a fluírem pelas músicas. E com tempo para se tornar, a espaços, épico! E, claro e mais importante, com grandes canções, imortais momentos do som eterno como Metal Rock, Licence To Rock, Fortune Lady, Shout It Loud ou Over The Top onde nem se nota a passagem de 30 anos!

Tracklist:
1.Chopper Attack
2. Metal Rock
3. Licence To Rock
4. Fortune Lady
5. Shout It Out
6. Over The Top
7. Power From The Universe
8. Make It In America
9. Killer Woman
10. Radio Thunder
11. My Love`s On Fire
12. Love Sick Man

Line-up:
Dave King – vocais
Brian Smith – baixo
Steve Hardy - guitarras
Ian McCormack – bateria

Internet:

Edição: Steamhammer/SPV

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Entrevista: Axenstar


Três anos depois, mas com a estabilidade adquirida pela manutenção do mesmo line-up há cinco anos e com uma nova editora, os Axenstar estão de regresso com Where Dreams Are Forgotten, a perfeita mistura entre poder e melodia naquele que pode ser considerado como o melhor trabalho do coletivo sueco. Fomos falar com o vocalista e baixista, Magnus Wilterwild para percebermos que sonhos se perderam… ou concretizaram!

Olá Magnus! Obrigado pela tua disponibilidade! Como vocês, nos Axenstar, se sentem com este novo disco?
Muito bem! Estamos muito felizes com o resultado!

Sentem que é o vosso melhor álbum de sempre?
Sim, sentimos! É muito melódico, mas poderoso e parece-me que realmente se encaixa no cenário atual do metal.

Uma das grandes novidades é a vossa nova editora. Como chegaram à Inner Wound Recordings?
Entramos em contato com Emil da Inner Wound Recordings uma vez que tínhamos ouvido falar bem a seu respeito e da sua editora. Depois de algumas negociações, decidimos assinar um contrato e estamos muito satisfeitos com o trabalho e dedicação que o Emil colocou na banda e neste lançamento.

O que têm andado a fazer desde o lançamento do Aftermath, há três anos?
Escrever músicas, ensaiar, procurar a editora certa, o que já é bastante (risos)!

Mantiveram o mesmo line-up nos últimos 5 anos. É esta estabilidade importante para conseguirem fazer um álbum tão forte como Where Dreams Are Forgotten?
Sim, é, obviamente, importante ter essa estabilidade, com certeza as coisas ficam mais fáceis. E tem sido ótimo ter toda a banda envolvida na composição e arranjos das músicas, já que temos bastantes e diferentes inputs e pontos de vista sobre música.

Falando do álbum, tinham alguma coisa em mente quando decidiram um título como este?
Nem por isso. Na realidade, o título é retirado da letra da canção Sweet Farewell e essa música é sobre uma pessoas que perdeu a vontade de viver tendo-se dado conta de que a única coisa certa na vida é que todos nós vamos morrer. Por isso, ele atingiu o ponto em que os seus sonhos são esquecidos.

Como foram os processos de composição, gravação, produção desta vez? Alguma mudança em relação à vossa forma tradicional de trabalhar?
Como mencionei no início desta entrevista, todos os elementos da banda estiveram envolvidos tanto na composição como nos arranjos das canções. Fizemos muitas gravações de pré-produção desta vez e, por isso, tivemos a oportunidade de analisar as músicas antes das gravações "a sério" começarem.

A respeito da música e da temática deste álbum. Podes descrever um pouco aquilo que os fãs poderão ouvir?
Espero e acho que os fãs vão ouvir um novo álbum dos Axenstar emocionante, que tem algumas novas influências, mas que também se conecta com os nossos primeiros álbuns, mantendo um som caraterístico da banda.

Grande artwork, deixa-me referir! Outro excelente trabalho de Felipe Machado Franco... Sentes que ele foi capaz de capturar os vossos sentimentos neste álbum?
Absolutamente! Enviamos a Felipe algumas músicas e letras para que ele pudesse entrar no clima certo, e ele veio com uma ideia que depois de troca de e-mails ficou decidido seria a capa e, como sempre, ele fez um ótimo trabalho.

Estão no ativo há já vários anos, com discos em várias editoras. Como vês a evolução do heavy metal ao longo da última década?
Bem, houve bastantes tendências indo e vindo durante este tempo, mas sinto que a cena metal atual é bastante boa para nós, ou pelo menos vai na direção certa. Mas também acho que os fãs de metal sempre apreciaram boa música portanto, nesse sentido, não importa que tipo de tendências são populares no momento.

Têm algum vídeo retirado deste álbum?
Sim, fizemos um vídeo para a faixa de abertura Fear, uma vez que pensamos que é uma música que representa o álbum. Temos planos para fazer um segundo vídeo, mas vamos ver como as coisas evoluem.

E a respeito de uma tournée? Alguma coisa planeada?
Estamos sempre à procura de oportunidades para sair para a estrada e temos alguns shows planeados, mas nada oficial ainda.

Obrigado Magnus! Foi um prazer falar contigo. Queres acrescentar mais alguma coisa para os nossos leitores ou para os vossos fãs?
Certifique-se de verificar o álbum novo dos Axenstar  Where Dreams Are Forgotten e lembrem-se sempre de apoiar a vossa sua cena local de metal!!

domingo, 28 de dezembro de 2014

Notícias da semana


Um novo vídeo dos rockers britânicos Furyon, intitulado These Four Walls já está disponível. O tema faz parte do segundo disco da banda, Lost Salvation, a ver a luz do dia a 26 de janeiro via Dream Records/Cargo Records.





Oriundos da Bay Area os Kill Ritual disponibilizaram o tema Drop Dead Gorgeous no Soundcloud e ReverbNation. O tema fez parte das sessões de gravação do álbum de 2014, The Eyes Of Medusa, embora não tenha feito parte do alinhamento final.






1943 foi o ano que viu nascer a canção Have Yourself A Merry Little Christmas escrita por Hugh Martin. No entanto, seria necessário aguardar mais um ano até que a canção fosse apresentada pela primeira vez na voz da atriz Judy Garland no filme Meet Me in St Louis. Os a Jigsaw escolheram gravar esta canção para o Natal de 2014 como tributo aos 70 anos decorridos da sua primeira exibição, que em nada diminuíram a magia desta pérola. Convidaram o colaborador e amigo de longa data Luís Belo (que desenhou o artwork do seu álbum Drunken Sailors & Happy Pirates) para a criação/edição do vídeo com que é apresentada agora esta canção.





As gravações do primeiro álbum dos Sleaze Rockers Affäire estão concluídas, estando o mesmo em fase de misturas, a cargo do produtor Fernando Matias (Moonspell, Bizarra Locomotiva, F.E.V.E.R., The Quarter Of Woah, etc...) nos estúdios Pentagon Audio Manufacturers, em Lisboa. Os 10 temas que farão parte do álbum de estreia são:
- CASH 4 FLESH
- BUSTED!
- SECRET LIVES
- NO ROOM FOR ROMANCE
- RUNNING IN QUICKSAND
- DEVIL'S CROSS
- ROADKILL
- SEVEN HOUNDS, ONE BONE (MIDNIGHT HUNGER)
- THUG-IN-LAW
- N.S.T.M.B.




Os The Ramble Riders anunciaram a data de lançamento do seu novo disco e dos concertos de apresentação. Será a 30 de janeiro de 2015 o lançamento oficial do primeiro longa-duração, Super Fat Bitch que será acompanhado da apresentação ao vivo no Teatro Helena Sá Costa, nos dias 30 e 31. Serão duas noites de Rock e Blues com nova música e novo álbum!







Cassie’s Escape é o novo vídeo retirado do álbum homónimo dos noruegueses Lucid Dreams.


INFO: Pain Of Salvation apresentam álbum acústico

Daniel Gildenlöw refere que este novo álbum dos Pain Of Salvation seria um passeio, mas… tornou-se em algo pelo qual os PoS nunca passaram. Enquanto frontman, fundador e principal criativo de uma das mais originais bandas de prog rock atual, Gildenlöw sempre definiu os caminhos a seguir pelo coletivo. E mais uma vez isso sucedeu. Falling Home é considerado como o sucessor natural do álbum ao vivo de 2004, 12:5, e a ideia surgiu a partir do convite para tocar um set acústico na Alemanha em 2012. E seria uma boa ideia gravar e lançar essas versões acústicas enquanto os fãs esperavam pelo próximo álbum, mas o resultado não saiu como previsto e acabou por não ser gravado. Mas a ideia ficou e, agora, era impossível deixá-la fugir. A ideia agora passava por levar material de gravação para a sala de ensaios e gravar em formato live. O resultado é, então, um conjunto de versões acústicas de alguns dos mais emblemáticos temas dos suecos bem como duas coversHoly Diver de Dio e Perfect Day de Lou Reed – e um tema inédito, precisamente Falling Home. E, se ao longo da sua carreira, a banda tem vindo a redefinir o conceito de épico, aqui a banda consegue provar que pode ser enorme sem esmagar os ouvintes com monstruosos arranjos nem tempos esquizofrénicos. Falling Home é uma forma diferente de apresentar uns épicos Pain Of Salvation: feito de simplicidade, de minimalismo, orgânico e humano!

Tracklist:
1. Stress
2. Linoleum
3. To The Shoreline
4. Holy Diver
5. 1979
6. Chain Sling
7. Perfect Day
8. Mrs. Modern Mother Mary
9. Flame To The Moth
10. Spitfall
11. Falling Home
A versão digipak inclui os temas She Likes To Hide como #6 e King Of Loss como # 12.

Line-Up:
Daniel Gildenlöw – vocais e guitarras acústicas
Ragnar Zolberg – guitarras acústicas e vocais
Léo Margarit – bateria e vocais
Daniel D2 Karlsson - rhodes, órgãos e vocais
Gustaf Hielm – baixo acústico, contrabaixo, vocais

Flash-Review: Better Being Alone (Inheritance)


Álbum: Better Being Alone
Artista: Inheritance
Editora: Independente
Ano: 2014
Origem: Brasil
Género: Power/prog metal
Classificação: 4.6/6
Breve descrição: Estreia da banda de power/prog metal de S. Paulo com um álbum que cruza rigor técnico, melodias e bastante poder. Claramente melhores nas partes melódicas e na criação de harmonias, a banda entra, a espaços, em campos agressivos de quase death metal, tornando-se, aí, verdadeiramente demolidora.
Highlights: Better Being Alone, Close To You, Another Past, Essence
Para fãs de: Angra, Manticora, Viathyn, Almah

Tracklist:
1.      Another Past
2.      Greed
3.      After Lies
4.      Essence
5.      Better Being Alone
6.      Victory
7.      Light Takes It’s Place
8.      State Of Mind
9.      Hope
10.  Close To You

Line-up:
Ricardo DeStefano – vocais
Rex Leff – guitarras
Toni Laet – baixo e vocais
Daniel de Sá - bateria

sábado, 27 de dezembro de 2014

Review: No True Magic (a Jigsaw)

No True Magic (a Jigsaw)
(2014, Independente)
(6.0/6)

Que nos desculpem os a Jigsaw, mas não concordamos com eles. A verdadeira magia existe e está presente precisamente onde dizem que não. No seu novo e deslumbrante trabalho – No True Magic. Magia a todos os níveis: desde logo no sensacional artwork, depois no deslumbrante conceito gráfico e fotográfico e, finalmente, no que mais interessa num disco de música – a música em si. O duo conimbricense já foi colocado ao lado de nomes como Leonard Cohen ou Tom Waits. Exagerado? Nem um pouco e se dúvidas ainda existissem elas ficariam completamente desfeitas em No True Magic. Sim, aquele jeito grave e quase monocórdico de contar histórias é Leonard Cohen, mas devem adicionar um ligeiro sentimento fora-da-lei que pode vir de um Bob Wayne ou até algo da ruralidade do country blues de uns Slam & Howie and The Reserve Men. Isto para não falar no swing trazido por uns Vaya Com Dios e na feminilidade exposta pela convidada Carla Torgersen (Tindersticks) que colabora em Black Jewelled Moon. As raízes continuam dentro do blues e do folk, embora por vezes com uma tal densidade e negritude que um nome tão distante como My Dying Bride (da fase Turn Loose The Swans) paira no horizonte. Sem o peso do doom, claro, mas com o peso dos ambientes negros criados. Ouçam Tides Of Winter e vejam lá se não temos razão! Independentemente de tudo isso, No True Magic é um álbum de grandes canções, simples mas simultaneamente complexo, por vezes minimalista, orgânico, essencialmente analógico e maioritariamente acústico e chega a ser impressionante como os a Jigsaw constroem melodias sublimes e memoráveis a partir de coisas tão simples como, por exemplo… um piano de brincar! É, de facto, verdadeiramente brilhante e para quem tem mente suficientemente aberta para descobrir novas sonoridades, este é um disco que se torna obrigatório descobrir.

Tracklist:
1.      No True Magic
2.      Black Jewelled Moon
3.      Without The Prize
4.      Midnight Rain
5.      Them Fine Bullets
6.      The Greatest Trick
7.      Tides Of Winter
8.      Gates Of Hell
9.      Make Straight The Day
10.  Bring Them Roses
11.  Hardly My Prayer

Line-up:
João Rui – Banjo, Guitarra, Harmonica, Voz
Jorri - Autoharp, Hammond, Melodica, Percussões, Piano, Pianorgan, Toy Piano

The Great Moonshiners Band:
Guilherme Pimenta: Bateria, Percussões
Maria Côrte: Harmonium, Harpa, Lorenzo, Violino
Pedro Serra: Contrabaixo
Vítor Torpedo: Guitarra

Convidados:
Carla Torgerson – vocais
Susana Ribeiro – violino
Gito Lima – contrabaixo
Hugo Fernandes – violoncelo
Laurent Rossi – french horn
Miguel Gelpi – contrabaixo
Susana Ribeiro – glockenspiel

Internet: