terça-feira, 31 de março de 2015

Review: Curse Of The Damned (Night Demon)

Curse Of The Damned (Night Demon)
(2015, Steamhammer/SPV)
(5.4/6)

As coisas têm acontecido muito rapidamente no seio dos Night Demon. Um EP, uma tournée pela Europa, uma assinatura com a gigante Steamhammer/SPV e o primeiro longa duração, este Curse Of The Damned, de que vos falamos agora. Um disco que projeta o NWOBHM dos anos 80 para o presente de uma forma muito competente, respeitando na perfeição a traça original. Uns temas rápidos, quase na linha do que na altura se chamava speed metal, outros mais mid-tempo, outros ainda mais compassados constituem o menu deste disco composto por onze propostas. Sendo apenas três elementos, o baixo assume aqui um primordial papel quer nas bases das músicas quer mesmo na criação de melodias. E isso fica bem patente em temas como Curse Of The Damned, The Howling Man, Mastermind e Run For Your Life. Curse Of The Damned é um disco que bebendo nas bases do heavy metal clássico acaba por não ser muito original. Mas isso também não deve ser a preocupação dos Night Demon nem impede que o coletivo apresente um grande conjunto de ganchos melódicos e hinos metálicos. O momento mais forte, em todos os aspetos é The Howling Man, épico composto por diferentes cenários, seguido de perto pela magia do tema título, embora de uma maneira geral este seja um disco com um grau acentuado de homogeneidade, sem fillers. Um disco que qualquer fã do som eterno mais tradicional deverá apreciar.

Tracklist:
1. Screams In The Night
2. Curse Of The Damned
3. Satan
4. Full Speed Ahead
5. The Howling Man
6. Heavy Metal Heat
7. Livin' Dangerous
8. Mastermind
9. Run For Your Life
10. Killer
11. Save Me Now

Line-up:
Jarvis Leatherby – baixo, vocais
Brent Woodward – guitarras
Dusty Squires – bateria

Internet:

Edição: Steamhammer/SPV 

segunda-feira, 30 de março de 2015

Entrevista: The Ramble Riders

Com Mexican Ride mostraram argumentos que agora se confirmam com o primeiro longa duração Super Fat Bitch. Os The Ramble Riders são, atualmente, um dos expoentes máximos do hard rock de inspiração sulista da cena nacional. Voltamos a conversar com um Ricardo Marques que sabe aonde pode chegar com todo o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido.

Olá Ricardo, tudo bem? Regresso dos The Ramble Riders com um longa duração – qual é o vosso sentimento nesta altura?
Boas! Desde já aproveitamos para cumprimentar todos os leitores da Via Nocturna. Neste momento temos o sentimento de objetivo concretizado. Gravar um longa duração é algo que já queríamos há muito tempo. Foi algo que nos deu tanto de trabalho como de satisfação e estamos contentes com o resultado final.

De que forma foi o trabalho de preparação e gravação do álbum?
Tal como o nosso EP de estreia, todo o álbum, com exceção da bateria, foi trabalhado e gravado no nosso estúdio com poucos recursos e equipamento próprio. Depois da fase de gravação, a mistura foi processo lento de forma a alcançarmos o que realmente queríamos. 

Voltamos a ter mais uma dose maciça de rock ‘n’ roll que não deve ser ignorada. Sentem que este trabalho está a ser bem aceite?
Sim! Até agora tem sido bastante positivo. Com os concertos deste ano, esperamos conseguir ter o feedback por parte do público. Já tivemos algumas reviews e opiniões, umas mais positivas que outras mas no geral tem sido bem aceite.

Na tua opinião, de que forma são notórias as semelhanças e/ou diferenças para Mexican Ride?
Comparando os dois trabalhos, quer em composição quer em qualidade sonora, são mais notórias as diferenças que as semelhanças. Em termos de composição, no Mexican Ride ainda estávamos à procura do nosso tipo de som visto ser um novo projeto e dentro do grupo termos influências em vários estilos, enquanto que no Super Fat Bitch já está mais vincado o que queremos.

Entre o EP e este álbum tiveram a oportunidade de vivenciar algumas experiências interessantes, como por exemplo tocar em Espanha com os Kamchatka. Como foi essa experiência?
Foi fantástico! Em primeiro lugar tocar fora de Portugal era algo que já queríamos há algum tempo e mal recebemos o convite para tocar no Lestrato Fest com os Kamchatka aceitamos de imediato. Poder partilhar palco e experiências com bandas como esta é um orgulho. Foi uma grande noite de Rock num Festival que tem crescido de ano para ano!

Um primeiro passo na internacionalização que deve ser um dos vossos objetivos…
Sim, é um objetivo que não temos medo de assumir. Trabalhamos no que mais gostamos de fazer para ver o nosso trabalho ser reconhecido lá fora como já sabemos que está a acontecer. Esperamos que um dia seja possível!

E a vossa participação no 5 para a Meia Noite?
A nossa participação começou como um teste a nós mesmos. Vimos o concurso nas redes sociais e decidimos participar para vermos até que ponto o nosso trabalho era reconhecido. Fomos selecionados para tocar em direto no programa. Fomos com o objetivo de nos mostrar ao país e acabámos por ficar na frente quase até ao fim. Foi uma experiencia muito positiva.

O vosso habitat natural é, naturalmente, o palco. O que têm em vista para promover Super Fat Bitch neste campo?
Sim, o palco é mesmo a nossa casa! Este ano já temos alguns concertos marcados para Super Fat Tour. Vamos estar pelo Porto, Aveiro, Montijo, Braga, Leiria, Lisboa, etc. Tudo datas e espaços que se podem ver quer no nosso site quer nas redes sociais. Mas de realçar que ainda não está fechada. A curto prazo vão ser anunciadas mais datas.

Que outros projetos têm em vista para os próximos tempos?
Para já estamos mais concentrados na promoção do Super Fat Bitch este ano, querendo ainda aumentar o número de datas. Estamos também já a trabalhar em novos temas e a prever novidades lá para o fim do ano.

Muito obrigado, mais uma vez, Ricardo. Queres deixar alguma mensagem?
Em primeiro lugar, agradecer à Via Nocturna a oportunidade e dar os parabéns pelo trabalho na promoção das bandas portuguesas. Dizer também para ouvirem as nossas músicas que já estão disponíveis nas plataformas online e estarem atentos à tour porque vamos estar por aí a partir palcos em grandes noites de Rock! Ramble On!! 

domingo, 29 de março de 2015

Notícias da semana


Os canadianos Elderoth juntaram-se à Metal-Rules.com para a estreia do segundo single retirado de Mystic, segundo álbum da banda a sair a 28 de abril. Desta feita a escolha recaiu em My Future.







Dynamite é o título do novo álbum dos Dygitals. A edição está a cargo da Mausoleum Records no dia 21 de maio na Europa e 5 de maio nos Estados Unidos. A banda francesa preparou um vídeo sample demonstrativo.






Também os veteranos (35 anos de carreira) belgas Killer estão de regresso e também via Mausoleum Records. O seu novo álbum chama-se Monsters Of Rock, sai a 21 de maio e o vídeo do tema título já está disponível.




Os Ais!!! é o nome do trabalho de estreia dos Xícara, uma banda portuguesa world Music, um registo liricamente baseado nos poetas portugueses. O lançamento físico está previsto para 30 de março via Ethereal Sound Works, sendo que já está disponível em formato digital nos sítios do costume: iTunes, Spotify, Shazam, Amazon MP3, Google Play, eMusic, 7Digital, Deezer e BeatsMusic.



Já está disponível o segundo videoclip do projeto Tiro no Escuro que conta com as colaborações especiais de Kalú (Xutos & Pontapés) e Charles Sangnoir (La Chanson Noire).




O novo álbum dos Romeo’s Daughter, banda britânica de AOR/Melodic Rock, chama-se Spin e sairá a 20 de abril via RD Records/Cargo Records. Confiram o sampler.







Depois da saída de Joe, os Nachtgeschrei recrutaram Lauren Weser para o violino, flautas e vocais. A sua estreia acontecerá a 18 de abril em Munique. Vejam aqui o vídeo de apresentação de Lauren.






Boas notícias para os fãs dos Damnation Angels: o lyric video do tema This Is Who We Are está já disponível. Este tema faz parte do álbum The Valiant Fire recentemente lançado pela Massacre Records. Do mesmo álbum, o tema de abertura Finding Requiem está disponível para audição streaming.




Os Crystal Ball têm um novo tema disponível para audição. Chama-se Paradise e faz parte do próximo álbum da banda intitulado LifeRider a lançar a 22 de maio pela Massacre Records. Liferider foi produzido, misturado e masterizado pelo lendário Stefan Kaufman (Ex-Accept, ex-U.D.O.) e conta com as participações de Noora Louhimo (Battle Beast) e do próprio Kaufman na guitarra acústica.




O grupo português Secret Lie, que entrou no ouvido dos portugueses pela originalidade do êxito Love Me Until The End Of Time, edita no próximo dia 6 de Abril o seu segundo álbum, Pandora. Desde 2012 muitos foram os concertos (dentro e fora de Portugal) que permitiram à banda aprimorar a sua sonoridade. As novas composições de Pandora reflectem essa evolução, com um som de grande firmeza e consistência. O sucessor de Behind The Truth, editado em 2012, tem já agendada uma tournée promocional pelas lojas FNAC e 3 espectáculos na Casa de Artes de Arcos de Valdevez, Casino de Espinho e Casino de Chaves.



Apresentando uma direção mais dinâmica e sinfónica, os Karnataka estão de regresso com o seu novo trabalho intitulado Secrets Of Angels, numa edição da Gonzo Multimedia. Gravado nos Real World Studios (de Peter Gabriel) e nos Quadra Studios, Secrets Of Angels apresenta 9 canções que exploram temas como o desespero, a angústia e a futilidade e termina com o épico de 21 minutos que batiza o álbum. Destaque para os convidados Troy Donockley (Nightwish) nas flautas e violinos, Seána Davey uma harpista irlandesa de topo e uma secção de cordas da Royal Philharmonic Orchestra.



Os alemães Miracle Master anunciaram o nome do seu novo frontman. A escolha recaiu sobre Ecki Singer (ex-Silverlane). A banda encontra-se, actualmente, a trabalhar no seu novo álbum previsto para o outono de 2015. Aparições ao vivo com o novo vocalista estão agendadas para o verão.



O primeiro DVD ao vivo dos Clepsydra tem data de edição agendada para 30 de Abril, numa edição da Galileo Records. Clepsydra Live @RoSfest 2014 mostra a totalidade e sem cortes do concerto dos suíços no Rites Of Spring Festival realizado a 2 de maio no Majestic Theatre em Gettysburg, Pennsylvania.



Os Cheers Leaders têm mais um vídeo disponível. Trata-se do tema Dear Sweet Razorblade, gravado no Kais Rock. Confiram.



Os Eridanus estão a preparar um novo single especial para comemorar os 10 anos de existência da banda. A música chama-se My Dead Emotions, e além de celebrar o aniversário da banda, também será o primeiro registo com os novos membros Ricardo Janke e Thiago Batistti.

Flash Review: The Mangoes (The Mangoes)


Álbum: The Mangoes
Artista: The Mangoes
Editora: Mango Music
Ano: 2014
Origem: EUA
Género: Opera Rock/Pop/Prog Rock
Classificação: 5.0/6
Breve descrição: O que acontece se misturarmos o rock progressivo com a sensibilidade de uns The Beatles? A resposta é The Mangoes, uma proposta refrescante, descomprometida e diversificada (talvez até de mais para o seu próprio bem) na forma de opera rock que partindo do prog rock e pop e se espalha pelo sinfónico, techno, rock ‘n’ roll e até… mambo!
Highlights: Barista Girl, The Future (Will Be Yours), Headed For A Fall, The Mangoes Theme, No Future
Para fãs de: The Beatles, Pink Floyd, Jellyfish

Tracklist:
1.      I Told You So
2.      Mango Overture/Over
3.      Barista Girl
4.      Samba Mambo
5.      The Future (Will Be Yours)
6.      Together – You And I
7.      Stupid Chorus
8.      Brickwall
9.      Headed For A Fall
10.  The Future (Will Be Yours)
11.  Surveiller
12.  200 Yards
13.  Dirty Love
14.  Disguise
15.  No Future
16.  Tunnel
17.  Epilogue
18.  Broken Soul
19.  The Mangoes Theme

Line-up:
Bret Bingham – vocais, guitarras, cavaquinho, baixo, teclados, loops
Tim Morse – teclados, vocais, baixo, guitarras

Com:
Bruce Spencer – bateria
Jim Hefter – percussão
Scoot Southard – string bass
Spencer Byrnes – trompete
Rebecca Roudman – violoncello
Hope Rogers, Helen Nelson, Tony Tuoto – vocais
Sean McMillin – baixo
Andrew Glasmacher – bateria
Guy Kowarsh - bateria

INFO: Michael Bormann junta-se aos GrindHouse numa homenagem ao cinema americano

O álbum Chapter One é um trabalho de equipa dos italianos Grindhouse que inclui não apenas os membros da banda, mas também o engenheiro de som Vincenzo Cavalli dos Sonoria Studios. Os Grindhouse apostam em manter a sua identidade, proveniente da diversificada inspiração musical de cada membro o que se nota, por exemplo, na versão do famoso tema disco Ain’t Nobody, original Rufus & Chaka Khan, aqui apresentada com uma roupagem moderna de rock. Todos os aspetos relacionados com este disco seguiram apenas um guião – o cinema americano e os seus grandes realizadores como Quentin Tarantino, Martin Scorsese, Brian de Palma, etc.. Aliás, o nome da banda foi mesmo inspirado no filme Grindhouse, Death Proof. O resultado: 9 faixas, 9 histórias relacionadas com as experiências pessoais de cada membro e ligadas por um traço comum. Um tributo a Tarantino surge na faixa The Stunt, claramente inspirada pelo personagem principal de Grindhouse, Death Proof; Titty Twister remete para o filme From DuskTtill Dawn; What A Night é um tributo a Carlito’s Way realizado por Brian de Palma. Até o videoclip surge num cartoon-movie ao jeito da Sin City. Musicalmente Chapter One é bastante diversificado – desde riffs ao estilo Guns ‘n’ Roses até ritmos progressivos tudo coexiste num álbum que tem a sua própria identidade. Finalmente uma palavra para o homem que empresta a voz a este coletivo transalpino: Michael Bormann, histórico líder dos Jaded Haert.

Tracklist:
1) After Midnight
2) Ain’t Nobody (Rufus & Chaka Khan cover)
3) The Stunt
4) The Way Out
5) The Enemy
6) Nothing Gonna Stop Me
7) Titty Twister
8) Wild Dusk
9) What a Night

Line-Up:
Michael Bormann  –  vocais
Stefano Martolini   –  guitarras
Piero Ventimiglio   –  guitarras
Giorgio Calabrese  – guitarras
Andrea Cicero – baixo
Francesco Missale  – bateria