sábado, 31 de outubro de 2015

Notícias da semana

A 7 de outubro de 2013 Noiserv editou o álbum Almost Visible Orchestra, segundo longa duração da carreira. Dois anos passados, e depois de ter sido distinguido como melhor disco de 2013 pela Sociedade Portuguesa de autores (SPA), chegou a hora da edição internacional. No próximo dia 6 de Novembro, Almost Visible Orchestra será editado para o resto do mundo pela Naïve, editora francesa de artistas como Yann Tiersen e M83. Para comemorar, Noiserv disponibiliza o último vídeo para Almost Visible Orchestra, o single Don't Say Hi If You Don't Have Time For A Nice Goodbye, tema que encerra o alinhamento do disco.



No dia 27 de outubro através da editora americana Bongo Boy Records foi lançado no mercado asiático (Japão, Hong kong, Macau, Taiwan,  Malásia e China) o álbum Beautiful Wild Rose, dos Secret Lie. Este disco reúne temas do álbum de estreia Behind The Truth e do segundo Pandora. O lançamento foi acompanhado pela exibição do videoclip Beautiful Wild Rose em cerca de 40 canais de televisão dos Estados Unidos. Mas as novidades não ficam por aqui, já que a banda está também em destaque com o seu novo vídeo Black Butterflies.  Marcelo N. Reis realizador deste vídeo está a participar em três concursos a nível internacional, um em França no Internacional Music Video Festival  e dois no Brasil no Fest Clip e no Fab 2015 (Festival de Audiovisual de Belém).



A banda rock nacional The Skums, originária de Sintra, lançou hoje o seu segundo single Room On Fire, cujo vídeo também foi disponibilizado. Os The Skums nasceram em 2011 pela mão do vocalista/guitarrista André Filipe, tendo agora na sua formação o baixista Artur Cabral e o baterista Diogo Monteiro. O álbum de estreia, The Untitled Album está a ser gravado nos Sound Pressure Studios em Lisboa e terá lançamento em breve.



Mercic é uma banda industrial criada no início de 2015 por Maldito (Cryptor Morbious Family/Inkilina Sazabra/Kapitalistas Podridão). O disco de estreia, intitulado simplesmente Mercic, está pronto, tem dez temas e vai ser lançado brevemente. O tema What Happened? que conta com a colaboração de Pica de Primal Attack/Seven Stitches já foi disponibilizado.

 

Os Witness My Fall são uma Jovem banda de Almada, que pratica um rock energético, personalizado e melódico assente numa mensagem de reflexão e superação. Trata-se se de um projeto com músicos experientes (ex-Low Torque, One Hundred Steps, The Fuzzdrivers, The Vertical Transmission, Blaze) que acabou de gravar o primeiro álbum com o produtor Wilson Silva dos More Than A Thousand. Em agosto os WMF lançaram, com excelente reação, o primeiro single Bright Light estando previsto o release de mais 3 singles, Last Night On Earth, Rise e Don’t Look The Other Way cujos vídeos estão em fase de produção. O álbum tem data de lançamento prevista para 14 de novembro de 2015 com apresentação no Santiago Alquimista. A tour Rise teve início no passado dia 17 de outubro.



A banda progressiva all-star Waken Eyes que recentemente lançou o disco Exodus via Ulterium Records, tem um novo vídeo retirado desse disco. Trata-se, desta feita, do vídeo para o tema Palisades.



Os prog rockers franceses Magma, no seu estilo único de combinar a energia do rock com a liberdade do jazz, bem como diversas influências clássicas que vão de Béla Barok a Carl Orff até à escola Vianense, lançam a 13 de novembro uma caixa com 12 CD’s intitulada Konzert Zünd. Esta caixa reúne os espectáculos oficiais da banda entre 1975 e 2000. A cereja no topo do bolo são dois discos extra com shows realizados entre 2005 e 2011 bem como dois discos com o inesquecível concerto de 2009 no Alhambra em Paris. A edição é da Seventh Records.




Os Chastain anunciaram o lançamento do seu primeiro vídeo retirado do seu novo álbum intitulado We Bleed Metal, nas ruas a 6 de novembro. A faixa escolhida foi All Hail The King e é, basicamente, um lyric vídeo. O álbum tem edição da Leviathan Records nos Estados Unidos e da Pure Steel Records na Europa.







Os Wildnorthe acabam de lançar o seu EP de estreia intitulado Awe. Os seis temas deste EP podem ser ouvidos no Bandcamp da banda e os vídeos para Iron e Wildnorthe também já estão disponíveis.




Os Cutting Crew anunciaram pormenores do seu próximo álbum, o primeiro em mais de dez anos. Este novo registo chama-se Add To Favourites e tem edição da In Like Flynn Records, via Cherry Red Records. O single/vídeo Till The Money Run$ Out já está disponível desde o dia 4 de setembro. Add To Favourites, conta com o contributo dos guitarristas Gareth Moulton e Joolz Dunkley, do baixista Nick Kay, do teclista Jono Harrison, do baterista Martyn Baker e com os Blackjack Horns, para além de Van Eede.



Depois de um ano onde viu o seu álbum de 1993, Unchained, ser reeditado numa edição de luxo, a história da sua vida ter dado origem a um documentário I Am Thor, e de ter sido uma presença em prestigiados festivais, como Slamdance ou o Fantasia Fest, a lenda do metal Jon Mikl Thor lançou a 30 de outubro, via Cleopatra Records, o seu novo álbum de originais Metal Avenger. Neste novo trabalho, Thor conta com uma lista de notáveis convidados, onde se inclui Henry Rollins, Fast Eddie Clarke, Jay Jay French, Rikk Agnew, Joey Shithead, Ritchy Stotts, Betsy Bitch entre outros. O vídeo de apresentação estreou na Metal Hammer.



Until My Dying Breath é o tema retirado de God Of War dos Reverence escolhido para vídeo. God Of War tem edição agendada para 4 de novembro via Razar Ice Records.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Entrevista: Heylel

No ano passado os Heylel surgiram com um trabalho em que a música e a componente visual se cruzavam de uma tal forma inovadora e arriscada para o panorama nacional que conseguiram surpreender toda a gente. Cerca de um ano passado, Nebulae dá o lugar a Flesh, um EP que mostra uma outra faceta do coletivo nortenho. Narciso Monteiro explica o que mudou e o que se manteve nesta fase e o que virá a seguir.

Olá Narciso, tudo bem? Depois de Nebulae, os Heylel foram rápidos a por cá forma mais material. Estão a viver uma forte fase criativa?
Olá Pedro, estamos realmente numa fase muito criativa, a nossa sintonia está a funcionar em pleno, de tal forma que já começamos a escrever o próximo.

Seja como for, este EP revela-se bastante diferente do álbum. Queres contar-nos de que forma essas diferenças se materializaram?
Foi muito natural, quase inconsciente. Pegamos no que mais gostamos e que parecia mais natural e instintivo em Nebulae e começamos a desenvolver ideias. O processo de composição e produção do primeiro proporcionou-nos também muita experiência e conhecimento inclusivamente de know-how do próprio equipamento, e isso fez-nos direcionar muito melhor o tipo de som que queríamos em Flesh. Por outro lado, apesar de continuarmos a criar ambientes sintetizados, neste disco as guitarras assumiram um papel mais proeminente e isso nota-se na sonoridade mais rock.

E acaba por ser uma mudança mais drástica se considerarmos os teus primórdios nos blues, embora já não se possa dizer o mesmo em relação às tuas principais referências – Anathema e The Gathering…
Na verdade até sinto que me aproximei mais das minhas raízes. Em Nebulae eu estava um pouco desligado da guitarra e procurei outros instrumentos para concretizar as ideias, enquanto para Flesh sinto que fiz as pazes com a guitarra e voltou a ser o meu instrumento de referência. Anathema e sobretudo The Gathering são referências que estão sempre presentes, sou muito apreciador de ambos e inevitavelmente eles influenciam as composições. Se calhar em Flesh, derivado daquelas questões que referi de termos ido mais directos ao som que queríamos, acabamos por nos aproximar ainda mais dessas referências.

Agora aparecem reduzidos a trio. É temporário ou uma decisão mais definitiva?
É mais definitiva. Nós concluímos que temos um funcionamento e sintonia que resulta plenamente e trabalhamos de uma forma muito harmoniosa. Teremos sempre de nos apresentar ao vivo com mais músicos mas a parte estruturante dos Heylel é agora assumidamente um trio.

Agora já com um conhecimento maior entre vocês três, este EP é menos pessoal no que diz respeito à composição, do que o Nebulae?
Não necessariamente, o processo de composição foi praticamente igual ao anterior. O que aconteceu foi um maior conhecimento dos pontos fortes de cada um, daquilo que resulta melhor com as caraterísticas individuais, e consequentemente uma adaptação maior ao estilo.

Como decorreu o processo de gravação desta vez?
Flesh foi gravado nos mesmos locais de Nebulae, nos nossos estúdios. Curiosamente demorou mais pois, apesar do tal maior conhecimento da sonoridade que queriamos e como a obter, acabamos por ter mais preciosismos. Temas como o Saints e o Heritage, por exemplo, tiveram alterações drásticas ao longo do processo de gravação, não parámos de os alterar até estarmos totalmente satisfeitos.

Desta feita a componente visual está mais comedida. Porquê?
Como se trata de um EP, quisemos fazer algo mais simples, uma edição de menor orçamento, que depois também se reflete no preço de venda. Este é um ponto intermédio entre o primeiro e o terceiro trabalho, que esse sim já terá uma edição mais complexa visualmente. Este é aliás um dos motivos para se chamar Flesh, não só a música é mais directa e carnal mas também todo o trabalho em si.

E daqui para a frente, o que se segue?
Vamos continuar a construir a nossa base de ouvintes e a promover o trabalho até termos base suficiente para planear uma tour sustentável e realista. Este é um ponto que está sempre na agenda. Paralelamente podem contar com uma terceira edição muito provavelmente em 2016.

Mais uma vez obrigado. As últimas palavras são tuas…
Obrigado Pedro pelo convite e pela cobertura que o Via Nocturna nos tem dado e obrigado aos leitores, espero que nos visitem e apreciem a nossa música.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Playlist Via Nocturna 29 de outubro de 2015


Review: Self Defence (Ozone)

Self Defence (Ozone)
(2015, Escape Music)
(5.7/6)

Os rumores que há muito circulavam acabaram por se confirmar. Os dois “O” mais importantes do cenário rock britânico (e até europeu) juntaram-se num disco só. Falamos de Ousey, Chris Ousey (Monroe, Virginia Wolf, Heartland e mais recentemente Snakecharmer) e Overland, Steve Overland (Wildlife, FM) que juntos respondem pelo nome de Ozone no álbum Self Defence. Mas, seria de todo injusto referenciar apenas os “O”. Os dois vocalistas desempenham aqui um trabalho notável numa conjugação perfeita entre duas vozes maiores do género. Mas muita da grandeza de Self Defence provém de um “D” e de um “S”. Denander, Tommy Denander volta a participar em mais um grande disco e começa a não haver adjetivos para descrever a forma como executa a sua guitarra seja em que projeto for (seu ou não). Slamer, Mike Slamer  (City Boy, Streets e Seventh Key), produtor exímio a sacar sons imaculados. Os quatro assinam todas as canções desta rodela – e que canções! – com a particularidade deste vez todos eles terem ido um pouco mais longe do que é habitual. Referimo-nos à densidade das guitarras, ao peso da secção rítmica, ao ritmo introduzido e aqui este álbum é muito mais hard rock do que qualquer um dos trabalhos destes senhores nos seus mais recentes projetos. Para além dos “O”, “D” e “S”, há também um “W” – Wolf, Christian Wolf, que aqui colaborou mas já não está entre nós para poder gozar a satisfação imensa que a audição de um disco como estes dá. Temas como Tiger By The Tail, Let The Good Will Out, So Blind (sensacional balada), Practice What You Preach ou Visionary Man (curiosamente, os primeiros e os últimos a dar a sensação de andarmos numa montanha russa de emoções) são do melhor que estes artistas já apresentaram e, acreditem, do melhor que o hard rock clássico britânico tem para oferecer.

Tracklist:
1 - Tiger By The Tail
2 - Let The Good Will Out
3- So Blind
4-Destiny
5- Shadow On The Sun
6- Save My Soul
7- Evolved
8- Self Defence
9- Smile Before You Lie
10- Lifetime
11- Practice What You Preach
12- Visionary Man

Line-Up:
Chris Ousey - vocais
Steve Overland - vocais
Mike Slamer – guitarras, órgão, baixo, teclados
Tommy Denander – guitarras, baixo, teclados
Ronnie Platt – coros
Billy Greer – coros
Kerry Denton – bateria
Christian Wolff – guitarras e teclados
Erik Sabo - órgão

Internet:
Website    

Edição: Escape Music    

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Entrevista: Atlas Road Crew


Alunos da Universidade da Carolina do Sul, trocaram o passeio de fim de curso, após a sua graduação, por uma tour com a sua mais recente criação: os Altas Road Crew. Rock sulista, rock ‘n’ roll, blues e rock fundem-se em Halfway To Hopkins. Sinceramente não sabemos que curso frequentavam estes cinco amigos, mas é óbvio que a música é o seu futuro. Dave Beddingfield, o guitarrista, responde-nos desde Charleston, nova base de operações da banda.

Viva! Podes apresentar os Atlas Road Crew aos rockers portugueses?
Olá a todos! O meu nome é Dave Beddingfield e sou o guitarrista dos Atlas Road Crew, também conhecidos como ARC.

Podes contar-nos um pouco da vossa história até agora?
Os ARC formaram-se no outono de 2011. Andamos todos na Universidade da Carolina do Sul (em Columbia, Carolina do Sul) e achámos que criar uma banda de rock and roll seria divertido para nós, para nos entreter a nós mesmos e aos nossos amigos no tempo limitado que tínhamos quando saíamos da escola.

O que vos motivou a criar os ARC?
Toda a gente quer ganhar a vida a fazer o que gosta. Desde criança que sonhava em ganhar a vida a tocar Rock n 'Roll (não soa impressionante?). Quando fiquei mais velho parecia que esse sonho parecia desaparecer com a dura realidade de fazer algo para o resto da vida pela qual eu não estava apaixonado. Depois de várias tentativas fracassadas, parecia que uma carreira musical não iria funcionar. Nessa altura disse para mim mesmo que iria tentar apenas uma última vez, para fazer algo único e diferente e para fazer o meu sonho acontecer. Portanto, que melhor maneira para formar uma banda de rock de que dizer aos pais que irás para a estrada após a graduação?

Quais são as vossas principais influências?
As minhas influências estão enraizadas no rock sulista. Bandas como The Allman Brothers, Lynyrd Skynyrd e ZZ Top influenciaram a minha forma de tocar guitarra e compor. Ao ouvir essas bandas abriram-se as portas para Warren Haynes, Trey Anastasio, Jerry Garcia e Derek Trucks.

Por que escolheram um nome como Atlas Road Crew? Algum significado especial?
Quando a banda se formou, encontramos um pequeno armazém em Columbia onde podíamos ensaiar sem ter a polícia e chatear-nos todos os dias. Esse armazém era uma caixa de suor no verão e um congelador no inverno. E essa infame unidade de armazenamento estava situado em... (rufar de tambores)... Atlas Road. O Crew foi algo que adicionamos no final.

Falando de Halfway To Hopkins, como definirias este álbum nas tuas próprias palavras?
Para mim, Halfway To Hopkins é um álbum que não tem regras ou orientações, é apenas puro kick-ass rock. É refrescante ouvir um álbum que soa como se fosse de uma década anterior.

Como tem sido a resposta?
A resposta tem sido incrível. Têm surgido fãs por todos os Estados Unidos e já tivemos algum airplay no Reino Unido. Quer dizer, estamos a ter a oportunidade de tocar na Europa.

Quais foram os maiores desafios na produção deste álbum?
O maior desafio esteve relacionado com os fundos necessários para gravar, produzir e lançar o álbum. Fazer um álbum não é barato nem é uma tarefa simples. Tivemos que mostrar aos nossos fãs que acreditaram neste álbum e que o que estamos a fazer terá retorno. Todos os diferentes tipos de financiamento foram para o álbum e estamos muito agradecidos por cada pessoa ter contribuído para este processo acontecer.

De que forma é que o facto do processo de gravação ter sido feito em três estúdios diferentes, em três cidades diferentes e com três produtores diferentes influenciou o resultado final?
Foi mais de uma experiência de aprendizagem começando a ver 3 abordagens diferentes para a produção de álbuns. Cada produtor trouxe uma nova perspetiva e foi uma experiência incrível trabalhar com eles. O resultado final foi um esforço conjunto dos produtores e da banda para encontrar um meio-termo que moldou o som de Halfway To Hopkins.

Depois de Halfway To Hopkins onde pensas que podem chegar os ARC no futuro?
O que o futuro nos reserva é incerto. Tenho grandes expetativas para esta banda. Acho que quase tudo é possível, enquanto a paixão e a unidade que nós mostramos nos continuar a impulsionar para o futuro.

Muito obrigado por este momento. Queres acrescentar mais alguma coisa?
Se queres alcançar alguma coisa na vida, deves ir atrás dela com loucura. Nunca parar nem se contentar com pouco, nunca ouvir quem te diz que não és capaz de alcançar os teus próprios objetivos. Vocês estão no lugar do motorista da vossa própria vida. E se isso não funcionar... sempre podem vir connosco para a estrada!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Review: Stala & So (Stala & So)

Stala & So (Stala & So)
(2015, Escape Music)
(5.9/6)

Dois anos após Play Another Round, Sampsa Stala e os seus Stala & So estão de regresso com um novo disco, agora homónimo e de novo para a Escape Music. E na sequência daquilo que a banda já tinha apresentado temos aqui mais uma rodela cheia de hard rock de extremo bom gosto. Aliás, parece que este novo disco se apresenta um pouco mais direto, com uma atitude um pouco mais punk, mais in your face. I Need More, tema de abertura, deixa logo o aviso disso mesmo e mais, informa que os ouvintes vão querer mais. Essa atitude provocante voltará a parecer, mas os Stala & So sabem como dosear bem as emoções e os ritmos, por isso não estranha que o segundo tema, When The Night Falls, já seja bem mais melódico, mais próximo do seu anterior registo. Para evitar desnecessárias e pouco convenientes habituações, Headlong volta a acentuar essa componente mais direta e mais crua. Claro, já adivinharam, Now N’Everyday volta a estar mais orientada para a melodia com arranjos elegantes e um sensacional solo de órgão. É, de facto, a nossa favorita! E Stala & So vai seguindo o seu ritmo, ora mais virado para a atitude punk-rockeira, ora mais orientado para a melodia hard-rockeira com arranjos mais trabalhados e presença de coros agradáveis, onde não falta a tradicional balada, nem um piscar de olhos aos anos 80. E é neste equilíbrio, com boas canções, boas melodias e força qb, que os finlandeses conseguem apresentar um dos melhores discos deste ano dentro do seu espectro de ação.

Tracklist:
1.      I Need More
2.      When The Night Falls
3.      Headlong
4.      Now N' Everyday
5.      I Can See It In Your Eyes
6.      Shine Out
7.      Living For Today
8.      The Girl With Guilty Eyes
9.      You Don't Mind (Devil In Disguise)
10.  Goodbye

Line-Up:
Sampsa Stala – vocais
Nick Gore – baixo
Sami J. – guitarra solo
Pete Vaughn – guitarra ritmo
Rudy Fabritius – bateria

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Edição: Escape Music    

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Entrevista: Killer


35 anos de carreira, com altos e baixos – é verdade, mas sempre em defesa do true metal e os Killer ainda aí estão para as curvas como o comprova a vitalidade de Monsters Of Rock, um disco em que o título diz tudo. Juntamente com o guitarrista e vocalista Paul Shorty Van Camp fizemos uma viagem do tempo que nos levou inclusive ao futuro que passa por Barcelona onde os belgas irão atuar brevemente e que será um boa oportunidade para os metalheads nacionais os verem.

Olá Paul! Finalmente de regresso aos álbuns. O que aconteceu para demorarem 10 anos entre o vosso álbum anterior e este?
Demorou muito tempo devido a várias razões. Por exemplo, tivemos algumas mudanças de formação com vários baixistas o que nos custa muito tempo. Também tivemos muito trabalho com a nossa banda de covers Blackjack. Por isso, tivemos outras prioridades.

Estando a comemorar os 35 anos de carreira, quais foram, na tua opinião, os vossos momentos mais altos e mais baixos?
Momentos mais baixos foram, naturalmente, os períodos em que parámos. Momentos mais altos foram cada álbum e o conjunto de concertos e festivais agradáveis ​​que fizemos. Outro momento alto é o reconhecimento que recebemos dos nossos fãs.

Quando começaste, lá trás na década de oitenta, alguma vez pensaste que poderias estar agora a comemorar 35 anos e com um álbum forte?
Não, nunca pensei tão longe mas sabia que a música seria sempre a minha ocupação principal na vida. Não consigo viver sem tocar música. E quando estava a compor e gravar Monsters Of Rock, senti que estávamos a fazer um álbum forte.

Monsters Of Rock diz tudo, não concordas? Mas pedia-te que falasses de sentimentos presentes neste álbum que não sejam tão óbvios?
É difícil dizer em poucas palavras, mas creio que todas as letras e a música fala por si.

Como já vimos, foi um longo caminho até este novo álbum. Como percorreram esse caminho?
O álbum foi composto ao longo de diferentes períodos - algumas das canções têm 8 anos de idade, embora as tenha renovado. Outras canções surgiram nos últimos minutos e até há mesmo músicas compostas quando já estávamos a gravar.

Recentemente tive a oportunidade de entrevistar os Dygitals e eles disseram que grunge não teve a total responsabilidade no caso deles no final dos anos oitenta. Sentes o mesmo? Sentes que, eventualmente poderiam ter feito as coisas de uma maneira diferente naquela altura?
Sim, eu senti que o grunge foi o grande responsável pela queda de muitas bandas de metal melódico. Apenas algumas bandas maiores, como por exemplo Saxon e Motorhead, não se preocuparam com o grunge e continuaram a fazer as suas próprias coisas. Mas eles eram suficientemente famosos para o poder fazer e sobreviver. Mas, naquela altura, as bandas menores tiveram montes de problemas para encontrar uma editora e promotora de concertos. Portanto, estou feliz porque o grunge desapareceu novamente em favor do metal real e verdadeiro

Mas o passado é passado e o que interessa é que vocês estão aqui com um disco com forte influência dos anos 80. Como se percebe, o vosso DNA não mudou…
Não, não vou mudar. Sempre fui e sempre serei um verdadeiro true metal man influenciado pela melodia a algum blues. Esta é a única música que gosto e posso tocar. É mais do que apenas música, é um estilo de vida.

E mais uma vez como trio. Sentem-se mais confortáveis nesse formato?
Sim, sentimo-nos muito bem como trio. Temos um som claro, forte e pesado e na verdade não precisamos de mais do que uma guitarra, um baixo e uma bateria para tocar boa música. Primitivo, mas muito eficaz.

Depois de 35 anos ainda tens sonhos?
Antes de mais, o meu sonho é ter saúde para permanecer vivo o maior tempo possível.

Como banda, como vêm o futuro?
Esperamos tocar mais shows para promover o novo álbum. No início do próximo ano, vamos gravar um álbum ao vivo. De momento estamos a escrever novas músicas para um próximo álbum de estúdio. Quando tudo isto estiver concluído vamos ver o que acontece e o que o futuro nos vai trazer.

Muito obrigado, Paul! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Sim. A todos os metalheads, no caso de não conhecerem os Killer, façam um esforço para ouvir o nosso novo álbum. Tenho a certeza que irão gostar e serão surpreendidos. Esperamos tocar em Portugal, mas, de qualquer maneira, tocaremos em Espanha - Barcelona no Metal Cova Festival a 28 de novembro de 2015.