terça-feira, 31 de maio de 2016

Review: Bullethead (Marauder)

Bullethead (Marauder)
(2016, Pitch Black Records)
(6.0/6)

Os Marauder são um dos históricos do heavy metal grego e já sentíamos a sua falta, pois desde o ano de 2012, na altura com o lançamento de Elegy Of Blood, que não havia novidade em termos de gravações de originais. Nada de surpreendente, uma vez que a banda já nos habituou a este ritmo de um álbum a cada quatro anos. A espera, felizmente acabou e da forma mais espetacular possível. Bullethead, é já o seu sexto álbum, apresenta um novo vocalista mas o quinteto continua a destilar o seu heavy metal clássico e épico, fortemente assente nas regras estabelecidas nos anos 80, com uma classe impressionante. Cavalgadas verdadeiramente excitantes, solos de grande efeito, inclusão de excelentes harmonias ao nível das guitarras, melodias imortais e coros épicos, fazem de Bullethead um disco fantástico com o qual qualquer metalhead deverá exultar. Desde a abertura com guitarra clássica e limpa até ao final, Bullethead absorve-se de um folego só, deixando muito espaço para o headbanging e para a air guitar tal a emoção que transporta. Mais pesado que os seus antecessores, chega a roçar o thrash metal num tema como o rapidíssimo Predatores onde a guitarra em registos orientais incorpora ainda uma áurea de misticismo. Sempre nivelado por cima, este é um disco obrigatório e que promete tornar-se um clássico do género.

Tracklist:
1. Son Of Thunder
2. Metal Warriors
3. Spread Your Wings
4. Tooth N Nail
5. Dark Legion
6. Predators
7. The Fall
8. Echoes In The Dark
9. Shadowman
10. Set Me Free

Line-Up:
Nikos (Mygas) Antonogiannakis – vocais
Andreas Tsaoussis – guitarras
George Sofronas – guitartas
Theodore Paralis – baixo
Greg Vlachos – bateria

Internet:
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Myspace   

Edição: Pitch BlackRecords    

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Entrevista: seBENTA

Com mais de uma década de existência, os seBENTA, são um dos nomes mais consistentes do cenário rock nacional. O coletivo lisboeta está de regresso com o seu novo álbum, Raio X, o disco perfeito para uma radiografia ao grande momento que a banda atravessa. Nesta conversa com Via Nocturna, a banda falou deste novo álbum, dos convidados passados e presentes entre outros assuntos.

Viva! De regresso aos álbuns com Raio X? De que forma este novo trabalho se aproxima ou afasta dos vossos trabalhos anteriores?
É verdade… Um regresso esperado e que tanto queríamos! A realidade é que este é mesmo um Raio-X dos seBENTA, é o álbum que sempre quisemos fazer e que mostra o “interior” da banda de rock que somos e sempre seremos! A gravação deste álbum foi realizada com todos a tocar ao mesmo tempo, como se fazia antigamente e que hoje em dia muitas bandas estão a voltar a esse método, porque mostra muito do que acontece ao vivo e isso sente-se neste disco! A diferença dos álbuns anteriores é bastante notável, nós gostamos igualmente dos álbuns anteriores, mas achamos mesmo que a banda começou agora… Foram precisos anos para que descobríssemos a verdadeira essência dos seBENTA que sempre esteve nos palcos, sempre esteve nos espectáculos ao vivo e isso levou-nos a perceber que tudo o que vamos fazendo transforma-se em fases de aprendizagem, mas rock dos seBENTA sempre esteve lá… Apenas precisava de ser feito um Raio-X!

Como decorreram os trabalhos desta vez?
Para este disco os trabalhos de composição foram feitos em 5 ou 6 sessões de ensaios/pré-produção, quisemos que as músicas fossem o que nos ia na alma, e que esse momento ficasse registado da forma como estávamos a sentir a cada canção que ia aparecendo e foi uma experiência incrível, porque quando decidimos fazer isso sabíamos que poderia não resultar ou que as canções não fossem do nosso total agrado. Mas, a realidade é que estamos muito felizes com o trabalho final e que teve uma importância muito grande para nós, porque compusemos e gravámos tudo no nosso estúdio… Estúdio Donkey Valley!

A grande novidade é a participação de Zé Pedro no tema Vive. Como se proporcionou essa oportunidade?
O Zé Pedro é um amigo de longa data, e sempre foi um desejo dos seBENTA, que um dia teríamos de o convidar para uma participação num tema, e assim aconteceu. E feito o convite, tivemos uma resposta digna de quem tem feito muito pelo rock nacional e que sempre esteve presente quando é convidado e gosta do convite, como aconteceu com o tema Vive!

Para além disso, no vídeo do mesmo tema, participa o surfista McNamara. Como foi essa experiência?
Bem, essa participação foi um pouco diferente… Nenhum de nós era amigo do Garett McNamara, mas tudo aconteceu após uma noite de copos… Estávamos a finalizar as misturas do tema VIVE, e fomos beber uns copos ao Popular Alvalade e o Rúben é que teve a ideia e nós dissemos que era uma grande “onda” e depois de lhe enviarmos o tema para audição, através duma pessoa que trabalha com ele na Nazaré, a resposta foi imediata ou quase imediata… Ele tinha gostado do tema e podíamos avançar com a sua participação! Foi um dia muito especial, porque estávamos com o Zé Pedro em estúdio e recebemos a confirmação do Garett… Foi um dia cheio de vida e muito Rock n’ Roll!

Mas, participação de nomes importantes tem sido habitual ao longo da vossa carreira. Isso também mostra o reconhecimento que os Sebenta já granjearam inter pares, certo?
O reconhecimento dos seBENTA deve-se ao trabalho diário que fazemos com todos os assuntos relativos à banda e às músicas que compomos, nesse sentido, as pessoas que convidamos é igualmente pelo mesmo valor e admiração, se os mesmos o fazem pelos seBENTA é realmente reconhecimento mútuo e nós ficamos muito gratos por isso acontecer.

Quais são as principais temáticas abordadas em termos líricos?
Os temas falam de vida e muito dos tempos em que vivemos… As letras foram escritas durante a composição e as misturas do álbum e muitas delas têm muito a ver com o percurso dos seBENTA.

O José Luís Peixoto tem colaborado convosco. Acontece o mesmo neste Raio X?
O José Luís Peixoto esteve presente em todos os álbuns dos seBENTA, no entanto isso não aconteceu neste disco. Certamente irá voltar a acontecer, o José Luís Peixoto é um amigo dos seBENTA e também tem um “pézinho” dele na banda, como ele próprio o diz.

No global, o que mostra este Raio x que vocês têm entre mãos?
Mostra que o Paulecas, Fadista, Rúben e Galrão fizeram um álbum de que muito se orgulham e que o querem partilhar com o mundo… Mostra o que somos e o que queremos fazer no futuro que é já ali!

Com uma carreira de mais de dez anos, como vêm a evolução da música em geral e do rock em particular em Portugal ?
A evolução da música em Portugal é visível e a qualidade das bandas igualmente, somos um país de talento! O rock passou por fases menos boas, mas está a voltar em força aos media, porque embora existam modas e elas façam com que este ou aquele estilo musical sobressaia mais, é o rock que enche festivais, estádios, etc., e nos faz sentir uma liberdade única!

E assumidamente, os Sebenta são um grupo de rock… apenas e só e sempre em português?
Os seBENTA são um grupo de rock e que canta em Português, mas quem sabe um dia não possamos cantar numa outra língua…

Em termos de palco, como está a vossa agenda?
A nossa tour começou em Fevereiro, quando fizemos um concerto de apresentação do disco físico, para fans, que teve casa cheia e uma noite memorável, depois fizemos mais uns 10 ou 15 concertos por clubes para mostrar às pessoas o nosso Raio-X. Entretanto, acaba de sair a nível nacional e mundial o novo álbum Raio-X e que nos levará a continuar a nossa tour raio-X. Para já, vamos estar no Festival Faz Música Lisboa no dia 18 de Junho às 22h na Av. da liberdade.

Muito obrigado! Querem acrescentar mais alguma coisa?
Queremos dizer que o Rock Português está vivo e de saúde e prova disso é que fomos a Raio-X! Muito obrigado à Via Nocturna e continuem a fazer acontecer!

domingo, 29 de maio de 2016

Entrevista: Larrikins

Oriundos de uma pequena cidade alemã os Larrikins mostram no seu novo álbum toda uma qualidade que não deve ser escondida. A explosiva e criativa mistura de rock, punk e metal faz de Am Ende War Der Mensch um dos segredos mais bem guardados deste ano. Por isso fomos conhecer um pouco melhor este quarteto falando com o vocalista Felix.

Olá Felix, como estás? Obrigado pela disponibilidade e parabéns pelo vosso excelente álbum. Devem sentir-se orgulhosos...
Olá, obrigado. Estamos bem. Depois de um trabalho longo e difícil, é um grande prazer ter este disco nas nossas mãos e tocar as novas músicas em palco.

Mas, vamos começar pelo princípio. Quem são os Larrikins? Importas-te de apresentar a banda aos rockers Portugueses?
Somos uma banda alemã de Hardrock/Punkrock de uma cidade muito pequena chamada Goldberg no norte da Alemanha, perto do Mar Báltico. Fazemos música desde os 13 anos de idade. A banda nasceu em 2001 como uma banda de escola.

Podemos fazer uma viagem rápida pela vossa história até agora?
Christian, o nosso baterista, juntou-se à banda no ano de 2006. E foi desde essa altura que nos sentimos como uma verdadeira banda. Antes tocava baixo, mas depois de um acidente que tive, Mike juntou-se à banda no Verão de 2010. Em 2008, Mike gravou o nosso primeiro álbum Kommt Zeit de Kommt’s Hart e portanto, foi a primeira pessoa a quem perguntamos se queria tocar baixo. O nosso segundo álbum Krisenkirmes foi gravado no ano de 2011. Foi o primeiro registo com este line-up. Desde aí nunca mais mudamos.

É possível ouvir neste vosso novo álbum uma grande diversidade. De onde vem toda essa a inspiração e influência?
Somos quatro membros da banda, por isso temos todos gostos diferentes e as coisas que gostamos acabam por nos inspirar. Na nossa sala de ensaios, misturamos todas essas ideias e estilos de vida. Optar por ter apenas um género de música seria aborrecido depois de todos esses anos e por isso queremos manter essas opções bem vivas.

Cantar em alemão é complexo e, sinceramente, acabo por não perceber nada (risos). Porque essa opção?
Por que não? Quando começamos a banda, o nosso Inglês não era tão bom como é hoje e por isso escolhemos a nossa língua materna.

Já agora, quais são as principais questões abordadas no aspeto lírico?
Se estiveres com os olhos abertos neste mundo louco, irás encontrar muitas coisas para escrever. Há tantos problemas na política, religião e relações humanas entre todas estas pessoas no mundo. Isso faz-nos ter medo. Por outro lado, há tantas coisas maravilhosas sobre as quais a nossa banda escreve, como amor, amizade, natureza.

Durante quanto tempo trabalharam nesta coleção de músicas?
Cerca de quatro anos. Começamos a escrever as canções em 2012. Por vezes há muitas quebras na sala de ensaios de uma banda, quando estamos em tournée, de férias de verão ou a beber cerveja em festivais.

Sei que têm alguns convidados no álbum, não é verdade? Quem são eles e como se proporcionou a sua participação?
Sim, no nosso disco temos três convidados e todos são espontâneos. Em So Wie Früher Pauline, da banda Was Sonst!, é a vocalista convidada. A viola e o trompete estão a cargo da Clarissa e do Jonas. Jonas toca numa banda de covers dos Rolling Stones chamada Get Stoned. Dirk, o nosso produtor, teve a ideia dos convidados já no estúdio e depois de um breve telefonema, todos eles nos visitaram, gravaram as suas partes e passamos um bom bocado.

Como decorrem os processos de escrita e gravação?
Antes de entrar em estúdio em Berlim, fizemos uma pré-produção na nossa sala de ensaios em Goldberg com o nosso produtor Dirk. Apenas para detetar os altos e baixos e encontrar o sentimento certo para as músicas. Após isso, gravamos a bateria em Berlim. A guitarra e o baixo foram gravados no nosso estúdio caseiro. Depois voltamos para Berlim para gravar a voz e toda uma série de pequenas coisas que completam o disco.

Já têm uma tournée planeada para promover este álbum?
Na verdade não. Iremos promover este álbum até o próximo. O nosso plano é tocar uma série de concertos em clubes pequenos ou grandes festivais. Se nos quiseres ver em Portugal estás à vontade para nos convidar! Ir para palco é a coisa mais importante para nós. É muito bom estarmos na nossa sala de ensaios e escrever algumas músicas novas, mas a melhor coisa é tocar ao vivo na frente das pessoas. E se essas pessoas puderem tirar algo das nossas músicas, o mundo será um pouco melhor nem que seja apenas por um momento.

Muito obrigado Felix!
Muito obrigado eu. Diverte-te!

INFO: Rastilho assina dois lançamentos do melhor thrash metal nacional

Ativos desde 2002, os Switchtense chegam ao seu terceiro álbum, afirmando-se como uma das mais potentes forças do thrash metal nacional. O seu terceiro álbum editado este ano pela Rastilho Metal Records, Flesh & Bones, é mais uma prova inequívoca da força e poder de um coletivo que cada vez mais se assume como uma autêntica banda de culto. E para os fãs do thrash metal o álbum número três costuma ser mágico – lembrem-se, por exemplo de Master Of Puppets, Raining Blood, Peace Sells… - e este parece também seguir esse desiderato. Flesh & Bones é um bom disco de thrash metal, muito compacto e com uma poderosa produção. Leads cortantes, secção rítmica poderosa e demolidora e sequências de riffs que arrasam tudo à sua volta ao qual se junta um poderio vocal devastador, fazem deste disco um must para os fãs do género seguindo as pisadas dos mestres do género como Slayer, Haunted, Destruction ou mesmo Exodus.

Tracklist Flesh & Bones:
1. All Or Nothing
2. Flesh & Bones
3. Super Fucking Mainstream
4. Walking On The Edge
5. Ignorance Is Bliss
6. Old Souls (There Are The Ones)
7. Monsters
8. Six Feet Underground
9. One By One
10. Free Falling

Line up Switchtense:
Hugo – vocais
Neto – guitarras
Pardal – guitarras
Karia – baixo
Pintor – bateria

Discografia Swichtense:
Brainwash Show (EP, 2006, Independente)
Confrontation Of Souls (2009, Rastilho Records)
Switchtense (2011, Rastilho Records)
Flesh & Bones (2016, Rastilho Records)


Quanto aos Revolution Within, a banda oriunda da zona Norte de Portugal, é um dos casos de resistência e longevidade do Metal português.  Após dois álbuns de originais editados pela Rastilho Records, a banda do carismático vocalista Rui “Raça” Alves está de regresso em 2016 com Annihilation, onde o quinteto produz um disco recheado de malhas com a sua marca de qualidade e com a energia positiva que os carateriza. A banda arrisca, ainda, sair da sua zona de conforto, criando um trabalho abrangente em que o thrash e o death metal se misturam, por vezes conjugando-se com veia mais hardcore. O artwork ficou a cargo de Samuel Lucas que desenvolveu uma fabulosa novela gráfica em 16 páginas com toda a info necessária para vociferarem a plenos pulmões os 10 temas de Annihilation. Com edição a 20 de maio de 2016 via Rastilho Records, este disco é uma prova da vitalidade e importância dos Revolution Within na cena nacional. Uma década de perseverança, dedicação e sinceridade tão bem retratadas nestes novos temas!

Tracklist Annihilation:
1. Annihilation
2. A Fortress Around My Fate
3. Growing Inside
4. Countdown To...
5. Suicide Inheritance
6. From Madness To Sanity
7. Until I See The Devil Dies
8. Manhunt
9. Without A Reason For Denial
10. This Dying World

Line up Revolution Within:
Raça – vocais
Matador – guitarras
Adriano – guitarras
Jay – baixo
Shaq - bateria

Discografia Revolution Within:
Collision (2009, Rastilho Records)
Straight From Within (2012, Rastilho Records)
Annihilation (2016, Rastilho Records)

sábado, 28 de maio de 2016

Notícias da semana



Os Tystnaden anunciaram o lançamento do seu novo single intitulado Beyond The Storm baseado no videojogo Demon’s Souls. Este tema será oficialmente lançado no próximo dia 30 de maio.




A Lions Pride Music anunciou a contratação dos Wild Souls, banda de hard rock melódico que se prepara para lançar, no outono de 2016, o seu segundo álbum intitulado Game Of Love. Um teaser pode ser visualizado aqui.


Três anos depois do EP de estreia Soothing Edge, sai o tão esperado primeiro LP da banda Lisboeta, For Pete Sake, The Real Dream You Live que conta com 12 temas totalmente originais, incluindo o single que deu origem à campanha “A Energia que nos une” de 2014 da EDP. Editado pela Rastilho Records, “a banda tentou procurar uma sonoridade mais contemporânea sem abdicar do que nos acompanhou desde os primeiros dias”, dizem os próprios.



Já aqui vos falamos dos canadianos A Devil’s Din, cujo novo álbum Skylight está previsto para 17 de junho. Pois bem, a banda associou-se à ForgetTheBox.net para a apresentação do segundo single Phayze Ulysses. Relembremos que o vídeo do tema título também está disponível para visualização.




Os Big Red Panda estiveram em estúdio e agora surpreendem com Arrival Pt. II, a segunda parte de Arrival do álbum Grand Orbiter.



Highway é o novo single dos Karma Fire e faz parte do álbum Forever no outono. Highway é uma celebração do espirito motoqueiro e do hard rock clássico. Quanto ao restante do disco andará por sons heavy rock com alguns temas mais modernos.


Os Piece Of Cake são uma banda Portuguesa que funde uma grande variedade de influências musicais, passando do rock ao tradicional. Lito Pedreira (baterista e produtor) reuniu os músicos Pedro Henrique (voz), o Ivan Pedreira (baixo Elétrico) e o Rodrigo Almeida (guitarra elétrica) e gravam o primeiro disco de originais Fears on Fire. Mário Peniche passa a integrar a banda como baixista em 2016.



Os MJ12 são uma nova banda liderada por Percy Jones, lendário baixista dos Brand X e o seu álbum de estreia, homónimo, será lançado a 24 de junho via Gonzo Multimedia. De acordo com Percy, o nome MJ12 foi retirado de Majestik 12, supostamente um grupo de 12 cientistas  que nos anos 40 investigou os OVNI’s. MJ12 traz-nos 9 temas da mais fina jazz/fusion/prog music com virtuosas performances de todos os membros da banda, que para além de Percy Jones inclui Stephen Moses (bateria/trombone), Dave Phelps (guitarras) e Chris Bacas (saxofone).



Os Savage Machine assinaram um contrato internacional de management com a alemã Rock ‘n’ Growl Management. A banda dinamarquesa entrará nos Jailhouse Studios no verão para gravar Abandon Earth com Tommy Hansen. Segundo a banda, o novo trabalho terá 9-10 temas de heavy metal old school, na linha do EP do ano anterior Through The Iron Forest.


Os Cryptor Morbious Family (CMF) são uma banda Portuguesa de metal formada em 2005.  Na sua carreira de onze anos contam com dois álbuns de estúdio e um ep de b-sides que inclui uma remix feita por Daniel Erlandsson (Arch Enemy). 2016 traz os CMF de volta aos discos com The Pit Of Infamy, álbum com nove faixas e que será lançado no verão. O single de avanço, Desolation, já está disponível.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Entrevista: Chris Ousey


Chris Ousey tem um passado rico com passagens por diversos colectivos de sucesso como Monroe, Virginia Wolf e Heartland. Adicionalmente tem uma carreira a solo e colabora com outros projectos, sendo Ozone, com Steve Overland, o mais recente e com mais visibilidade. Em seu nome próprio, já não assinava nenhum disco desde Ryhme And Reason de 2011, pelo que o novo Dream Machine causou alguma ansiedade nos fãs. Foi com este novo álbum por base, embora sem esquecer o seu trajeto mais recente ou mais afastado, que falamos com o excelente vocalista.

Olá Chris, como estás? Obrigado pela tua disponibilidade. Novo álbum com o teu nome depois de Rhyme And Reason de 2011. Como te sentes com este novo trabalho?
Olá, estou bem, obrigado. Sinto-me muito satisfeito com este novo álbum. Soa muito bem como eu esperava que fosse e eu estou feliz porque parece ter sido bem recebido.

Pelo meio tiveste a oportunidade de gravar com Steve Overland no projeto de Ozone. Naquela altura tive a oportunidade de falar com Steve e agora pergunto-te a ti, como viste esse projeto?
Foi um grande projeto em que estive envolvido. Sempre fui um grande fã de Steve, portanto fiquei entusiasmado quando a ideia me foi apresentada pela primeira vez pela minha editora. Não é todos os dias que dois cantores como nós se unem e foi ótimo tocar fora dos nossos estilos habituais. Acho que funcionou muito bem. Infelizmente, por causa de compromissos de trabalho, acabamos por gravar os vocais de bastantes faixas de forma separada. Eu fiz o meu trabalho no estúdio de Mike Slamer na Califórnia e Steve gravou aqui na Inglaterra perto de sua casa. Mas conseguimos trabalhar alguns detalhes vocais em conjunto para o final do projeto, portanto foi muito divertido.

Foi, de facto, uma boa joint venture entre dois grandes vocalistas. É uma experiência para continuar?
Ainda é um pouco cedo para dizer. Na maior parte do tempo tanto Steve como eu estamos bastante ocupados com vários projetos. Se pudéssemos fazê-lo funcionar, não vejo por que não.

Bem, voltando a Dream Machine, este novo álbum é uma continuação lógica de Rhyme And Reason?
Acho que provavelmente é. Embora tenha havido muito tempo entre as edições, algumas das músicas de Dream Machine foram escritas logo a seguir ao lançamento de Rhyme And Reason, por isso acho que eles preenchem essa lacuna de forma razoavelmente homogénea.

Durante quanto tempo trabalhaste neste álbum?
É difícil de precisar sobre o tempo que levou. Eu tenho tendência para estar sempre a escrever e a colocar as ideias de lado para o projeto certo que surja. Provavelmente tinha metade do disco em forma bruta, gravado em demos, quando me pediram para colocar outro disco a solo cá fora. Acho que o resto levou ao Tommy e a mim cerca de dois meses.

Todas as canções foram escritas por ti e por Tommy Denander. Olhando para o resultado final é, de facto, uma grande equipa...
Estou sempre ansioso por trabalhar com Tommy. Ele é um músico extraordinário e um dos melhores compositores da atualidade. Sei que quando ele me envia uma ideia para uma faixa, o apoio musical será de primeira qualidade. Acho que também ele sabe como funciona a minha voz, pelo que também poupa muito tempo.

E as primeiras reviews confirmam precisamente isso: uma grande resposta dos media. Com toda a tua experiência ainda sentes aquele nervoso miudinho quando lanças um novo álbum?
Há sempre esse ligeiro nervosismo que não resulte bem. Mas para ser honesto, o mais importante para mim é que eu tenho feito o melhor trabalho possível. Como compositor e vocalista tenho um certo padrão que tento alcançar. Claro que queremos que aquilo em que estamos a trabalhar no momento seja um pouco melhor do que o anterior. Quanto mais fazes, mais desafiante se torna. É divertido continuar a empurrar um pouco mais.

Como decorreu o processo de gravação?
Para mim, foi uma experiência muito boa. Gravei as minhas partes não muito longe de onde moro, por isso pude dormir na minha própria cama todas as noites. Normalmente quando gravo noutros locais, gasto muito tempo em hotéis. Gravei duas ou três faixas por dia, dependendo de como me sentia. Apesar de tudo, uma experiência bastante indolor e simples.

Tu estás sempre a trabalhar, por isso pergunto-te se estas atualmente envolvido em algo novo ou se tens em mentos outros projetos para um próximo futuro.
Estou prestes a entrar em estúdio para gravar o segundo disco de Snakecharmer. Estou ansioso, em particular, para gravar com o nosso novo guitarrista Simon McBride. Temos algumas canções fortes e deve estar pronto muito em breve.

E a respeito das tuas bandas anteriores... Ideias para novos álbuns?
Acho que talvez já tenha passado muita água debaixo da ponte para um regresso dos Virginia Wolfe, mas não poria de parte alguma coisa no futuro para os Heartland. Pelo menos, seria bom revisitar alguns deles ao vivo.

Estás a preparar alguma tournée para promover Dream Machine?
Espero fazer algo num futuro não muito distante, que pode incluir tocar uma boa seleção de músicas de alguns dos meus últimos lançamentos, bem como do novo lançamento. Não tenho certeza dos detalhes ainda.

Chris, muito obrigado, mais uma vez!
De nada. Adeus por agora e espero ver-te num espetáculo.