domingo, 31 de julho de 2016

Flash-Review: Beyond The Walls Of Death (Ravenia)

Álbum: Beyond The Walls Of Death
Artista: Ravenia    
Editora:  Inner Wound Recordings   
Ano: 2016
Origem:  Finlândia
Género:  Symphonic/film score metal
Classificação: 4.7/6
Breve descrição: Fazer metal sinfónico do calibre das bandas sonoras de Hollywood era o objetivo dos Ravenia. Beyond The Walls Of Death apresenta orquestrações e arranjos para instrumentos clássicos de belo efeito mas fica muito aquém quanto à parte metálica. A voz de Armi Päivinen é bela mas raramente consegue fugir do mesmo registo tornando-se monótona; a bateria é forte mas apenas conhece duas facetas (tribal ou death metal), os solos são insipientes, as melodias perdem-se no meio de tanta confusão sonora e o disco arrasta-se monotonamente até ao fim.
Highlights: We All Died For Honor, When Darkness Reigns, We Stand As One
Para fãs de: Alas, Nightwish, Edenbridge, Therion, Epica

Tracklist:
01. For Those We Forsakened
02. Into Oblivion
03. We All Died For Honor
04. There Is But One Path
05. In Silence
06. When Darkness Reigns
07. The Fallen
08. We Stand As One

Line-up:
Armi Päivinen - vocais
Samuli Reinikainen - guitarras 
Veikko Ringvall - bateria
Toni Hintikka - baixo
Ville Koponen - violino
Erkki Lasonpalo - violino
Janne Ahvenainen - viola
Juuli Ilmonen - violoncelo
Tommi Laitinen - contrabaixo 

Flash-Review: Pervert County (Voodoo Highway)

Álbum: Pervert County
Artista: Voodoo Highway   
Editora: Independente 
Ano: 2016
Origem:  Itália
Género:  Hard Rock
Classificação: 5.1/6
Breve descrição: Depois de um espetacular Broken Uncle’s Inn que os levou a serem chamados de os novos Deep Purple e de uma confirmação com Showdown, os Voodoo Highway misteriosamente desapareceram. O EP de três temas Pervert County assinala o seu regresso com um novo line-up, a mesta atitude de fazer hard rock in-your-face, mas um pouco aquém do que já nos tinham apresentado.
Highlights: NY Dancer, Tears Of A Brand New Sea
Para fãs de: Deep Purple, The Order, Gun Barrel, Lionsheart, Rainbow

Tracklist:
1. NY Dancer
2. Grace Of The Lord
3. Tears Of A Brand New Sea

Line-up:
Federico Di Marco – vocais
Filippo Cavallini – baixo
Matteo Bizzarri – guitarras
Massimiliano Sabbadini – teclados
Vincenzo Zairo – bateria

INFO: The Human Equation ganha vida e é The Theater Equation

Em setembro de 2015, depois do decurso de quatro espetáculos esgotados, o lendário álbum conceptual dos Ayreon The Human Equation ganhou uma nova vida perpetuada no maravilhoso musical produzido no Teatro Nieuwe Luxor em Roterdão. A limitada tournée foi testemunhada pelos fãs da banda dos quatro cantos do mundo, mas agora a história de Arjen Lucassen pode ser testemunhada por todos, uma vez que o concerto da noite final foi gravado para poder ser lançado em duplo CD, DVD e Blu-Ray, estes últimos, legendados em nove línguas diferentes e incluindo cerca de hora e meia de material bónus. As estrelas do espetáculo The Theater Equation (5.3/6) incluem, entre outros, James Labrie, o antigo vocalista dos Dream Theater, que ficou com o papel original de Me e criou todo o elenco de vocalistas do álbum original de 2004. Elenco esse composto por um épico coro rock de 19 elementos criado especialmente para este momento. Seguramente, um momento único na vida de todos os participantes.

Line Up original do álbum The Human Equation
James Labrie como Me
Marcela Bovio como Wife
Magnus Ekwall como Pride
Irene Jansen como Passion
Heather Findlay como Love
Eric Clayton como Reason
Devon Graves como Agony

Artistas substitutos (casos de indisponibilidade dos artistas originais participantes no álbum)
Anneke van Giersbergen como Fear (originalmente Mikael Akerfeldt)
Jermain ‘Wudstik’ van der Bogt como Best Friend (originalmente Arjen Lucassen)
Mike Mills como Rage/Father (Originalmente Devin Townsend e Mike Baker, respetivamente)

Músicos:
Ed Warby – bateria
Johan van Stratum – baixo
Marcel Coenen – guitarras
Freek Gielen – guitarras
Erik van Ittersum – teclados
Ruben Wijga – teclados
Jeroen Goossens – flautas
Ben Mathot – violino
Maaike Peterse – violoncelo

Elenco de apoio:
Peter Jan Moltmaker como Doctor
Nienke Verboom como Nurse 1
Katinka van de Harst como Nurse 2
Anita van der Hoeven como Mother

Tracklisting: 
DVD 1  (O mesmo alinhamento dos CD 1 e 2)
1  Day One: Vigil
2  Day Two: Isolation
3  Day Three: Pain
4  Day Four: Mystery
5  Day Five: Voices
6  Reprise Pain 1
7  Day Six: Childhood
8  Day Seven: Hope 
9  Day Eight: School
10  Reprise Childhood
11  Day Nine: Playground
12  Day Ten: Memories
13  Reprise Pain 2
14  Day Eleven: Love
15  Day Twelve: Trauma
16  Day Thirteen: Sign
17  Day Fourteen: Pride
18  Reprise Vigil
19  Day Fifteen: Betrayal
20  Reprise School
21  Day Sixteen: Loser
22  Day Seventeen: Accident?
23  Reprise Pain3
24  Day Eighteen: Realization
25  Reprise Trauma
26  Day Nineteen: Disclosure
27  Day Twenty: Confrontation
28  Dream Sequencer System Offline

DVD 2   
1  Try-Out Show 
2  The Theater Equation Trailer 
3  Behind The Scenes - Introduction 
4  Behind The Scenes - Casting 
5  Behind The Scenes - The Epic Rock Choir 
6  Behind The Scenes - The Band 
7  Behind The Scenes - Band Rehearsals 
8  Behind The Scenes - The Understudies 
9  Behind The Scenes - Cast Rehearsals 
10  Behind The Scenes - 5 Days To Go 
11  Behind The Scenes - Opening Night 
12  Behind The Scenes - Emotions: I Remember 
13  Curtain Calls 

sábado, 30 de julho de 2016

Review: Lion & Queen (Great Master)

Lion & Queen (Great Master)
(2016, Underground Symphony)
(5.5/6)

Épicos, pesados, melodiosos e com coros poderosos. Assim se podem descrever, sucintamente, os italianos Great Master que regressam às edições discográficas com Lion & Queen, quatro anos após Serenissima. Os temas não são, na sua maioria, muito rápidos, optando a banda por construir malhas mais compassadas e com bastantes camadas o que leva a criar uma certa áurea progressiva, embora este não seja, de todo, o seu campo. Ponto forte são as excelentes dinâmicas de bateria criadas, as quais associadas a agradáveis linhas melódicas vocais e a coros épicos acabam por causar um impacto forte. Depois de uma introdução em tons medievais/celtas, Lion & Queen entra numa fase algo em banho-maria, com temas apelativos embora nada de transcendente. O melhor chega a partir do longo épico Mystic River e, daí até ao final, a banda vai sempre em crescendo de intensidade, criatividade, musicalidade e emotividade. Uma ponta final demolidora que acaba por justificar a descoberta de mais um coletivo da escola transalpina do metal melódico e majestoso.

Tracklist:
1.      Voices
2.      Another Story
3.      Oldest
4.      Prayer In The Wind
5.      Traveller In Time
6.      Stargate
7.      Mystic River
8.      Holy Mountain
9.      Time After Time
10.  The Other Side
11.  Walking On The Rainbow
12.  Lion And Queen

Line-Up:
Max Bastasi – vocais
Jahn Carlini – guitarras
Marco Antonello – baixo
Massimo Penzo - bateria

Convidados:
Simone Mularoni, Francesco Russo, Shuai Xia, Daniele Genugu – guitarras
Andreas Martini Wimmer – teclados
Alessandro Battini – piano e teclados
SY - vocais

Internet:
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Edição: UndergroundSymphony    

Notícias da semana

Gustavo Assis-Brasil, virtuoso guitarrista sedeado em Boston, está de regresso aos álbuns com a edição de Chromatic Dialogues, um conjunto de temas escritos no outono de 2015 entre Boston, Los Angeles e Pittsburgh e registados em Nova Iorque com a ajuda do engenheiro vencedor de um Grammy, Dave Darlington, em janeiro deste ano.


Prog Noir é o nome do próximo disco dos Stick Men e tem data de lançamento agendada para 21 de outubro, estando já em fase de pré-encomendas. A banda, que inclui membros dos King Crimson, já lançou um lyric video do tema The Tempest. Entretanto, fica a informação que Prog Noir se afasta ligeiramente dos seus trabalhos anteriores, apresentando temas mais orientados para o formato canção e tendo, inclusive, vocais em alguns.



Nativo da Califórnia, mas assente em Austin, Elijah Ford junto com a sua banda, os The Bloom, lançam As You Were a 16 de setembro, trabalho que sucede ao álbum de estreia Upon Waking (2011) e do EP Ashes (2012). Deste novo trabalho, já está disponível o vídeo do tema Try As You Might. A banda vem à Europa promover o seu novo álbum em janeiro e fevereiro de 2017.


Intitulado Black Hole Space Wizard: Part 1, os fuzz rockes de Nashville, Howling Giant, lançam o seu próximo EP a 12 de Agosto. A banda juntou-se à The Sludgelord para a estreia do primeiro vídeo e também segundo single Dirtmouth. Como bónus podem ver, ainda, uma entrevista com a banda.



Os rockers suecos Suicide By Tigers lançam a sua estreia homónima, nos formatos CD, vinil e digital, a 2 de setembro via Smilodon Records/Sound Pollution. O álbum foi gravado, misturado e masterizado por Berno Paulsson (The Haunted, Amon Amarth, Spiritual Beggars) nos Berno Studio, na Suécia. O vídeo do tema Vicious Malicious já pode ser visualizado.


Conhecem o álbum Strange Hobby? Este disco de versões foi lançado em 1996 sem avançar com o nome do artista. Pode anunciar-se agora que quem assinou esse álbum foi… o lendário mestre do rock/metal progressivo Arjen Anthony Lucassen.  Há mais de uma década que este álbum está esgotado mas foi, agora, reeditado através do selo Cherry Red Records. Segundo Lucassen, este foi um disco feito numa altura de pausa das composições complexas e bombásticas do projeto Ayreon. Para isso o holandês criou versões dos seus temas favoritos dos anos 60.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Entrevista: Vardis


A boa notícia é que os Vardis estão de regresso com o seu primeiro material original em cerca de 30 anos. Um regresso que, infelizmente fica ensombrado com o falecimento, durante o registo de Red Eye do baixista Terry Horbury. Isso faz com que do line-up original apenas reste Steve Zodiac, precisamente o homem que acedeu responder às nossas questões.

Olá Steve! Obrigado pelo teu tempo! Finalmente aí está o regresso dos Vardis! O que vos motivou a regressar?
Ao longo dos anos tenho considerado diferentes propostas de regresso dos Vardis, mas sempre disse que não. A remasterização de Vigilante fez-me ver quanto nós demos como banda, por isso, nessa altura, senti-me bem.

E sentem-se em forma e perfeitamente adaptados a estes novos tempos musicais? Musicalmente acho que estamos fiéis ao legado da banda sem replicar o que se passou antes. Red Eye permanece como um álbum de Vardis para 2016. Muita coisa mudou em 30 anos, mas é incrível ver nos nossos espetáculos fãs do início dos anos 80 juntos com fãs que nem sequer eram nascidos na altura.

O que fizeram neste 30 anos?
Quando parei de tocar comecei a focar-me no lado técnico do som. Trabalhei como engenheiro de som no West End Theatres em Londres, e mais tarde desenvolvi cursos de engenharia de som para a educação do Reino Unido.

Como definirias Red Eye, considerando os vossos lançamentos do passado?
Em termos de produção, voltamos ao básico. O nosso objetivo era usar o estúdio para mostrar o poder das performances e manter a energia ao vivo associada com a nossa música.

E desta vez com um pouco de sangue fresco com o poderoso baterista Joe Clancy. Como o descobriram?
Já conhecia Joe há bastante tempo. Durante dez anos tocou com Adrian Smith durante o seu afastamento dos Maiden, embora sem andar em tournée nem gravar material. Eu queria fazer música nova e fresca e explorar e desenvolver o som dos Vardis e precisava de um baterista de qualidade excepcional, e ele estava entusiasmado por ser a dimensão extra dos Vardis. Após um ensaio Terry e eu sabíamos que tínhamos o nosso homem.

Mas a triste notícia é a morte do vosso membro Terry Horbury. O que aconteceu?
Terry era um homem fantástico e tal como eu tinha um novo sopro de vida com o regresso dos Vardis. Adoeceu durante a gravação de Red Eye e em poucos meses acabou por falecer devido a cancro. O disco tornou-se uma celebração do talento de Terry e do seu legado musical.

Devem ter sido tempos muito difíceis... Como superaram essa situação?
Foi difícil, estávamos com ele no hospital todos os dias. Queríamos estar lá para ele, mas ele estava lá por nós - foi muito filosófico e deu-nos força para continuar. A sua força era o exemplo que tínhamos de seguir - para terminar Red Eye e continuar a fazer música.

Voltando a Red Eye, acho que é um honroso regresso para a banda, mas gostaria de te perguntar se todas as músicas são completamente novas?
Obrigado, sim todo o material de Red Eye, para além das duas faixas bónus, foi escrito nos últimos anos.

E a partir de agora... o que virá para os Vardis? Seguramente, uma vida nova?
Sim, agora estamos a trabalhar em material novo e temos planos para um álbum ao vivo. Depois do que aconteceu com Terry sabemos que temos que aproveitar cada show como um evento que pode ser o nosso último.

Obrigado Steve! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Apenas queremos agradecer a todos pela receção fantástica que recebemos depois de tanto tempo afastados. É verdade que o Rock n Roll nunca morre!

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Review: Rock 'n' Rumble (The Order)

Rock ‘n’ Rumble (The Order)
(2016, Massacre Records)
(5.4/6)

Quatro anos depois do explícito 1986, os suíços The Order têm um novo disco no mercado intitulado Rock ‘n’ Rumble e novamente numa forma de prestar homenagem ao hard rock clássico dos anos 80. Mantêm a mesma composição mas desta feita mudaram o local de gravação. Talvez tenha sido o motivo para o quarteto se aventurar na introdução de uma sonoridade mais atualizada. Mas essa tendência para as modernices acaba por não ser totalmente eficaz, sendo que, no fundo, os melhores momentos são mesmo aqueles onde o tradicionalismo impera. E isso acontece, principalmente, na fase inicial do disco. Como resultado, Rock ‘n’ Rumble promete muito mas acaba por desiludir na fase final do mesmo. Quem gostou de 1986, esta nova proposta parece-nos um pouco mais esforçada e menos fluida. Já quem procura inovação no classicismo pode ter aqui uma proposta interessante.

Tracklist:
1. Play It Loud
2. Rock'n'Rumble (1984)
3. No One Can Take You Away From Me
4. Fight
5. Gimme A Yeah
6. Womanizer
7. Turn The Pages
8. Wild One
9. Reason To Stay
10. Karma

Line-Up:
Gianni Pontillo - vocais
Bruno Spring - guitarras
Andrej Abplanalp - baixo
Mauro Casciero – bateria

Internet:
Website   
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Youtube   

Edição: Massacre Records