Review: Battles And Brotherhood (DEAD END IRONY)

 

Battles And Brotherhood (DEAD END IRONY)

Inverse Records

Lançamento: 30/maio/2025

 

Com Battles And Brotherhood, os Dead End Irony fazem finalmente jus à frase estampada no booklet, heavy metal is coming home. Porque é exatamente isso que estes finlandeses representam e que este álbum traz: uma celebração convicta do heavy metal na sua forma mais pura, tocado com atitude e um evidente respeito pela tradição, mas sem cair em repetição de fórmulas. Apesar de formados em 2010, este é apenas o álbum de estreia da banda, depois de uma demo, um EP e vários singles. E essa estreia revela-se particularmente segura e bem estruturada. A banda aposta em boas guitarradas, solos melódicos, bem construídos e expressivos, por vezes a lembrar os Accept. A acompanhar temos vocais fortes e uma secção rítmica poderosa e trabalhada, que não se limita a acompanhar, mas que contribui ativamente para a dinâmica das composições. Também é importante referir que Battles And Brotherhood se destaca pela diversidade e pela forma fluida como funde diferentes linguagens dentro do heavy metal. Há, na abertura Fight! cavalgadas metaleiras clássicas, sustentadas por um sólido trabalho harmónico entre as duas guitarras, mas também espaço para temas mais compassados e com um claro foco na melodia, como Patton e Gone, onde guitarra e voz partilham protagonismo, chegando mesmo a dialogar em segundas vozes. Em contraste, surgem momentos mais agressivos, com abordagens próximas do thrash metal, incluindo Day Of Reckoning, o tema mais curto e rápido do disco. A vertente mais próxima do power metal também marca presença em Rise Up For The Light, uma faixa equilibrada por linhas melódicas fortes e por uma secção rítmica particularmente desenvolta. O encerramento faz-se em tom épico, num Razor Gods com mais de 11 minutos de duração, onde se aproximam da referência Iron Maiden, com o baixo a assumir um papel fulcral na construção do tema. É verdade que os Dead End Irony chegaram tarde ao formato álbum, mas chegaram preparados e isso sente-se em cada riff. A diversidade estilística, o cuidado com a melodia e a solidez instrumental fazem desta estreia uma declaração firme de que o heavy metal continua vivo quando é tocado com verdade. [90%]

 

Highlights

Day Of Reckoning, Rise Up For The Light, Patton, Gone, Razor Gods

 

Tracklist

1. Fight!

2. Patton

3. King Of Emptiness

4. Day Of Reckoning

5. Rise Up For The Light

6. Gone

7. Catch My Soul

8. Razor Gods

 

Line-up

Simo Jokela – guitarra solo

Antti Pekonen – bateria

Kristian Valkama – guitarras

Antti Vainio – baixo

Vesa Winberg - vocais

 

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Edição

Inverse Records   

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