Os Templar afirmam-se como um dos nomes emergentes do heavy metal tradicional sueco, recuperando o espírito épico e
melódico da velha escola dos anos 80. Depois da demo Black Knight e do single
Treacherous Beast, a banda chega agora ao álbum de estreia Conquering
Swords, um trabalho que consolida sua identidade, assente em riffs
clássicos, harmonias de guitarra e uma forte atmosfera medieval e guerreira. Para
nos falar de tudo isto, estivemos à conversa com o guitarrista Gustav Harrysson.
Olá, Gustav! Em
primeiro lugar, bem-vindo e parabéns pelo lançamento de Conquering Swords.
Como te sentes agora que o vosso primeiro álbum está finalmente cá fora?
Obrigado. É ótimo tê-lo lançado e temos recebido
muitos comentários positivos, o que é claro que é divertido.
Antes de nos
aprofundarmos no álbum em si, podes falar-nos um pouco sobre a formação dos Templar?
O que vos levou a formar esta banda e a perseguir esta visão específica do heavy metal?
Conhecíamos-nos todos da cena musical local aqui em
Estocolmo há já alguns anos. Originalmente, fui eu que quis tocar este tipo de
música e todos os outros tinham tocado em bandas locais da cena com as quais a
minha antiga banda tinha tocado, ou que eu conhecia. Tinha algumas músicas
escritas no meu computador com uma bateria eletrónica que acabou por se tornar
a base de tudo. Depois começámos a escrever mais músicas e tudo se desenvolveu
naturalmente.
Quais foram as vossas
experiências musicais anteriores aos Templar? Essas influências ajudaram a
definir a identidade da banda?
Eu toquei noutra banda de heavy metal antes,
com alguns amigos da escola. Essa foi a minha primeira banda a sério e que também
me ajudou a desenvolver-me como músico.
Antes deste álbum,
lançaram a demo Black Knight e o single Treacherous Beast.
Olhando para trás, quão importantes foram esses primeiros lançamentos na
preparação do terreno para o Conquering Swords?
A demo soa quase como uma banda completamente
diferente. Provavelmente porque quase o era; na altura, tínhamos um vocalista e
um baterista diferentes e o Teddy tocava baixo em vez de guitarra. Treacherous
Beast foi a primeira coisa que fizemos com esta formação e foi o que
realmente refinou e definiu o nosso som. Na minha opinião, o álbum é uma versão
ainda mais desenvolvida do som que tínhamos em Treacherous Beast. Por
isso, tudo isto foram passos importantes para encontrarmos o nosso som e a
nossa imagem.
O álbum evoca um mundo
de imagens medievais, batalhas e narrativas heroicas. O que inspirou esta
direção temática e quão central é esta atmosfera para a identidade dos Templar?
Sempre tive muito interesse por fantasia e história
medieval, o que nos influenciou definitivamente. Na minha opinião, esses são
também temas que funcionam muito bem com o heavy metal e tentamos
escrever canções que girem em torno desse tipo de tema.
Como funciona o
processo de composição na banda? As canções começam normalmente com riffs,
ideias para letras ou sessões de improvisação colaborativas?
Normalmente, um de nós tem uma ideia, talvez um riff
ou até uma canção completa. Depois, aprendemos a canção na sala de ensaios e
improvisamos um pouco, talvez alterando algumas coisas antes de ficarmos
completamente satisfeitos com o resultado. As letras surgem frequentemente em
último lugar e são, sem dúvida, a parte mais difícil de escrever.
A vossa música
transmite claramente o espírito do heavy metal clássico e o legado da
primeira vaga de bandas suecas do género. Quão conscientes estavam
desta ligação enquanto escreviam este álbum?
Somos definitivamente
influenciados por bandas como Heavy Load, Mindless Sinner, etc.,
mas não acho que tenha sido uma decisão consciente querer soarmos assim. É mais
o que acontece naturalmente quando fazemos música, porque é esse o tipo de
música de que gostamos. Nunca pretendemos ser apenas uma banda «retro», mas
queremos também desenvolver a nossa própria identidade. É claro que continuamos
muito influenciados por aquelas bandas dos anos 80.
O ataque das duas
guitarras entre ti e Teddy Edoff é um elemento definidor do som da banda. Como
é que abordam a criação de harmonias e o equilíbrio entre a melodia e a
potência?
Na verdade, não
pensamos muito nisso; surge de forma natural. Às vezes, a teoria musical pode
ser uma boa ferramenta se ficarmos presos numa parte e não soubermos bem como
continuar, mas na maior parte das vezes escrevemos apenas com base no
sentimento.
Conquering Swords foi gravado com a
orientação de Staffan Tengnér e masterizado por Patrick W. Engel. O que é que
eles trouxeram ao som do álbum e como é que ajudaram a moldar o resultado
final?
O Staffan foi muito útil no estúdio e acho que se deve
muito a ele o facto de a produção soar tão perfeita. Nunca quisemos compor um
álbum com um som moderno, mas sim capturar a sensação da produção à moda
antiga, e acho que não teríamos conseguido isso tão bem se o tivéssemos gravado
com qualquer outro produtor. A nossa editora, a Jawbreaker, ajudou-nos
com a masterização e enviou-a ao Patrick Engel, e acho que ele também
fez um excelente trabalho.
O heavy metal ganha
verdadeiramente vida no palco. Quais são os vossos planos para levar os Conquering
Swords para a arena ao vivo? Já há digressões ou participações em festivais
a serem preparadas?
Acabámos de regressar de uma digressão pela Alemanha e
pela República Checa, e agora vamos tocar no Dying Victims Attack e no Keep
It True, também na Alemanha. Esperamos poder tocar em mais países no futuro
também. O meu grande sonho seria ir ao Japão e tocar lá.
Por fim, agora que a
conquista começou com este álbum de estreia, o que se segue para os Templar? Já
têm ideias ou ambições para o próximo capítulo da banda?
Na verdade, já
começámos a compor algumas canções para o próximo álbum. Atrevo-me a dizer que
será ainda melhor do que Conquering Swords, mas não posso revelar muito
mais do que isso neste momento. Seria fixe escrever um álbum conceptual em
algum momento, mas acho que não o faremos para o próximo álbum. Talvez no
terceiro.
Obrigado pelo vosso tempo e, mais uma vez, parabéns pelo Conquering Swords. Gostariam de deixar uma mensagem final para os ouvintes e fãs que estão prestes a descobrir o álbum?
Obrigado por dedicarem o vosso tempo e espero que nos encontremos na estrada um dia!




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